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domingo, 2 de outubro de 2011

MISSÃO DE ALLAN KARDEC 
"A missão dos reformadores está cheia de escolhos e de perigos e a tua é rude, disso te previno, porque é o mundo inteiro que se trata de agitar e de transformar." 
 Espírito Verdade (Obras Póstumas)
“Escrevo esta nota no dia 1º de janeiro de 1867, dez anos e meio depois que esta comunicação me foi dada, e verifico que ela se realizou em todos os pontos, porque experimentei todas as vicissitudes que nela me foram anunciadas. Tenho sido alvo do ódio de implacáveis inimigos, da injúria, da calúnia, da inveja e do ciúme; têm sido publicados contra mim infames libelos; as minhas melhores instruções têm sido desnaturadas; tenho sido traído por aqueles em quem depositara confiança, e pago com a ingratidão por aqueles a quem tinha prestado serviços. A Sociedade de Paris tem sido um contínuo foco de intrigas, urdidas por aqueles que se diziam a meu favor, e que, mostrando-se amáveis em minha presença, me detratavam na ausência.
Disseram que aqueles que adotavam o meu partido eram assalariados por mim com o dinheiro que eu arrecadava do Espiritismo. Não mais tenho conhecido o repouso; mais de uma vez, sucumbi; sob o excesso do trabalho, tem-se-me alterado a saúde e comprometido a vida.
“Entretanto, graças à proteção e à assistência dos bons Espíritos, que sem cessar me têm dado provas manifestas de sua solicitude, sou feliz em reconhecer que não tenho experimentado um único instante de desfalecimento nem de desânimo, e que tenho constantemente prosseguido na minha tarefa com o mesmo ardor, sem me preocupar com a malevolência de que era alvo. Segundo a comunicação do Espírito Verdade, eu devia contar com tudo isso, e tudo se verificou.” - Allan Kardec

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

OTIMISMO
       Criados por Deus que é soberanamente justo e bom, para chegarmos à perfeição onde encontraremos, de forma definitiva, a paz que sonhamos e a felicidade que queremos, precisamos caminhar pela vida visualizando cada momento com os olhos do otimismo.
      O Criador do Universo, no contexto da sua absoluta sabedoria, instituiu poderosos mecanismos capazes de assegurar a cada ser humano, amplas possibilidades de progresso, para que atinjamos, com os nossos próprios esforços, o oásis de realizações que almejamos.       Pelos atributos demonstrados, em momento algum, o Pai Celestial permitiria que algo nos acontecesse sem que pudéssemos extrair algum resultado positivo. Tudo que está ao nosso redor tem a proposta de nos fazer prosperar.       Se o emprego que temos não é aquele que gostaríamos de possuir, nos esforcemos um pouco mais para conseguir algo melhor, sem jamais esquecer de dar graças a Deus por estarmos ganhando o nosso sustento com dignidade, enquanto muitos seguem pela vida, passando por privações, à procura de uma ocupação.       Se a residência que nos acolhe está necessitando de reparos, que por ora não podemos fazer, sigamos contentes, pois que uma multidão de criaturas tudo daria para possuir uma casa, mesmo simples.       Se o veículo que permite a nossa movimentação com mais rapidez e conforto, está em estado precário sem que tenhamos recursos, no momento, para repará-lo, não nos entristeçamos pois que inúmeros irmãos nossos só podem se locomover a pé.       Se a nossa saúde anda abalada, nos obrigando a constante visitas a farmácias, médicos e hospitais, continuemos alegres procurando por socorro, sem esquecer que uma infinidade de criaturas vive em corpos totalmente debilitados, com poucas possibilidades de acesso a tratamentos.       Se a nossa família nos causa alguns aborrecimentos e desgostos, perseveremos na luta, confiantes, por ajustá-la, pois que pelo mundo segue grande contingente populacional ao abandono desprovido de um lar que possa acolhe-lo.       Se sofremos ingratidão e nos decepcionamos com criaturas que amamos, mantenhamos o otimismo pois que outras nos querem bem e nos fortalecem, enquanto pelas vielas da indiferença e da solidão seguem muitos que nunca conheceram os benefícios de um gesto de amor.       Se ainda não foi possível a realização plena dos nossos sonhos de ventura, não percamos as esperança e nem caiamos em estados depressivos, pois que ombreando conosco encontramos uma gama enorme de irmãos que não tem forças nem para sonhar.       Se o filho que Deus nos confiou a guarda, embora todos os nossos esforços para orientá-lo, resolveu rumar por caminhos menos dignos, prossigamos por amá-lo buscando, esperançosos, por seu reajuste, nunca olvidando que muitos pais viram seus filhos partirem muito cedo de volta ao mundo espiritual tendo vivido pouco com eles.       Se por algum motivo ou razão que ainda desconhecemos, não logramos encontrar o sucesso que planejamos para as nossas vidas, continuemos otimistas, alegres, determinados e perseverantes, refletindo com Paulo, o apóstolo, quando ensina: “Regozijai-vos sempre; orai sem cessar e em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus".       Como a criança, freqüentemente, não compreende as decisões e atitudes dos pais, que garantem a segurança do seu desenvolvimento físico e mental, na infância espiritual que ainda estamos também não conseguimos compreender as deliberações instituídas no Código Divino, que nos asseguram amplas condições de progresso e evolução.       Assim como a criança que mesmo sem compreender festeja, brinca e canta esperando o futuro, sejamos alegres, otimistas e confiantes aguardando o que determinam as leis de Deus.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

NÃO JULGUEIS

“Não julgueis a fim de que não sejais julgados; porque vós sereis julgados segundo tiverdes julgado os outros...”( Jesus- Mateus, cap. VII)

      É curioso observar o comportamento humano, em regra geral, onde identificamos o grande anseio das criaturas em julgar a vida alheia, e, nisso praticamente todos estamos incluídos. Raramente temos a felicidade de encontrar alguém, que já conseguiu vencer essa terrível tendência: de bisbilhotar a vida dos outros.
      O Espírito André Luiz, através de psicografia de Francisco Cândido Xavier, faz advertência, dizendo que “os problemas dos outros, realmente são dos outros”, esclarecendo a necessidade de nos atermos aos nossos, que não são poucos e estão a exigir solução.
       Via de regra, gastamos muito tempo e oportunidades cuidando de sondar a vida daqueles que seguem conosco, na família, no trabalho, no lazer, na rua, enfim por onde andamos. Fazemos longos e detalhados comentários sobre eles, sempre enfocando cada situação sob a ótica da nossa compreensão, onde não economizamos palavras para dizer que estamos cobertos de razão e que as nossas observações são as mais precisas e corretas.
      Pena que não temos a mesma disposição e anseio em analisar os nossos próprios defeitos, visando identificá-los para posteriormente movimentarmos recursos visando corrigi-los, objetivando conseguir, mesmo que lentamente, avançar no campo do progresso moral, tão necessário a nós todos.
      Jesus, conhecendo como ninguém a natureza humana e as nossas deficiências, logo foi nos informando sobre a urgência em aprendermos a não julgar ninguém, pois com o mesmo mecanismo que usarmos para tal fim, também seremos julgados ,e, sem dúvida, não vamos gostar disso.
      Assim, muito oportuno e interessante, será utilizar o nosso tempo, raciocínio, observações e análises, visando olhar para o nosso íntimo, buscando encontrar cada falha, cada imperfeição, cada desequilíbrio, no tentame de liquidar com o homem velho que mora em nosso interior, para fazer nascer o homem novo, equilibrado, justo, humano e fraterno, como sugeriu Paulo de Tarso.
      Em realidade, enquanto agimos preocupados com outros, nossa vida fica para trás, e não há nada mais deselegante, inferior e desumano que usar da maledicência, isto é, julgar e falar mal da vida alheia.
      Principalmente nós, que afirmamos em alto e bom tom que somos cristãos, devemos arregimentar armas para combater tão nefasta e atrevida erva daninha, que proliferando na boa plantação, causa terríveis prejuízos à coletividade humana. Muito ódio, muita confusão, muitos problemas e muitos sofrimentos nasceram de fofocas, dos comentários picantes e desagradáveis que fazemos sobre o comportamento do próximo.
      Então, seguir o Cristo significa aprender com Ele, vivenciando o máximo possível as suas preciosas e inquestionáveis lições: a de evitar a maledicência , a prática do perdão, a do trabalho, a da fraternidade e tantas outras.
      Concluindo, façamos o propósito de julgar somente a nós mesmos, procurando identificar os nossos defeitos, buscando aprimoramento, e, se realmente atentarmos para a urgente necessidade da nossa melhoria íntima, não sobrará tempo para perceber onde os outros estão errando.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

A TAREFA DOS PAIS

Os Espíritos dos pais exercem alguma influência sobre os dos filhos, após o nascimento destes?
      
---- Exercem, e muito, pois como já dissemos, os Espíritos devem concorrer para o progresso recíproco. Pois bem: o Espírito dos pais tem a missão de desenvolver o dos filhos pela educação: isso é para eles uma tarefa? Se nela falhar será culpado”. ( Questão 208, de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec).

      Educar é bem diferente de instruir.
      Instruir é obter conhecimentos através dos livros, das experiências do cotidiano, das pessoas mais preparadas e é tarefa básica das escolas e universidades, enquanto educar é formar caráter e essa é uma atribuição típica da família, especificamente dos pais.
      Uma criatura pode ser instruída sem ser educada. Osama Bin Laden, por exemplo, é extremamente instruído, pois que conseguiu aterrorizar os Estados Unidos, num ato terrorista em 2001, mas desprovido de caráter, uma vez que promoveu a morte de milhares de inocentes. Já quem é educado também possuiu instrução, pois que um caráter bem formado é dotado de profundos conhecimentos.
      Daí a importância e o valor da família, principalmente dos pais que tem a decisiva tarefa de educar os filhos. Tarefa, aliás, extremamente difícil, mas imprescindível para a formação de uma sociedade nos padrões da decência, dignidade e honradez.
      Diante da quantidade imensa de informações diárias que recebemos, oferecida pela tecnologia do momento, nossas crianças, adolescentes e jovens vivem cercados por elas, fazendo com que seus raciocínios se motivem e desenvolvam com rapidez incrível, chegando a nos surpreender em várias ocasiões com questionamentos, perguntas e colocações que jamais imaginávamos que partissem deles naquele momento. Então os pais ou responsáveis, têm necessidade de redobrarem a atenção e o cuidado com eles, pois se não ocuparem suas mentes com o que saudável, terão espaços para absorver o que é indevido, inútil e perigoso.
      E esse descuido, desinformação ou indiferença dos genitores tem permitido a formação de uma infância, adolescência e juventude comprometidas, onde a ausência dos valores básicos da ética, respeito e conhecimento dos limites tem proporcionado o surgimento de imensos dramas familiares e sociais, com sérios e muitas vezes irreparáveis prejuízos físicos e morais.
      Inúmeras famílias choram no presente dores e sofrimentos que poderiam ter sido evitados se tivessem atentado para os deveres e obrigações da paternidade em dias do passado.
      A maior e mais profunda lição que os pais podem ensinar aos filhos é a do exemplo digno. As palavras ensinam, mas os bons exemplos marcam. E os nossos rebentos vêem, detalhadamente, tudo o que fazemos.
      Assim, antes de gritarmos por um mundo melhor, mais humano e fraterno, observemos como estamos preparando os nossos filhos para viverem nele. Muitas vezes a paz que buscamos no meio social não conseguimos manter nem dentro do nosso lar. Ainda, não podemos olvidar que a sociedade a que pertencemos é formada por nós mesmos. As crianças, adolescentes e jovens que fazem uma mocidade ajuizada ou desajustada moram em nossas casas.
      É extremamente complexa a tarefa da educação dos filhos, mas os pais não tem outra alternativa a não ser educar. Obviamente que cada genitor terá que encontrar as maneiras de educar o filho que está sob seus cuidados, tomando por base a personalidade dele, mas terá que educar. Por certo não será fácil fazer dos filhos modelos de virtude, mas valerá o esforço para ajudá-los a serem homens de bem.
      Ou fazemos isso com imensa responsabilidade ou então nos preparemos para a colheita amarga das decepções que por certo virão.
      Reflitamos...

domingo, 25 de setembro de 2011

O presidente da FEB Nestor João Masotti entregou o livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho à presidente da República no momento em que ela passava defronte ao stand da FEB, logo após a inauguração da XV Bienal do Livro, no Rio de Janeiro. O fato ocorreu na tarde do dia 1º. de setembro, nas dependências do Riocentro.

sábado, 24 de setembro de 2011


O MÉDIUM PSICÓGRAFO TEM CONSCIÊNCIA DO QUE ESCREVE
Ivone A. Pereira
       (Extraído da Revista Internacional de Espiritismo - Nº 02 - Maio/1972)


 
      Ao receber a mensagem do Além, para os seus livros, você fica consciente do que escreve ou só se reconhece ao terminar?

      R -  A obtenção de um livro mediúnico é trabalho árduo, que mobiliza todas as forças mentais e psíquicas do médium a serviço do agente comunicante, pois, é transmissão de pensamento a pensamento. nem todos os médiuns têm as mesmas características para a recepção desse gênero de trabalho. No que me diz respeito, sofro transe pronunciando, embora, não completo. Tenho consciência de mim mesma, mas qualquer rumor exterior me poderá perturbar. Por essa razão só escrevo altas horas da noite. Vou lendo o que escrevo como se se tratasse de um folhetim que me apresentassem. O impulso do braço e atordoamento é ligeiro sem ser veloz. Às vezes, ouço o murmúrio do ditado como se se tratasse de um folhetim que me apresentassem. Esse impulso é ligeiro sem ser veloz. Às vezes, ouço o murmúrio do ditado como se o Espírito comunicante falasse aos meus ouvidos, o que facilita a recepção. Se a obra é de difícil captação, como Memórias de um Suicida e Nas Voragens do Pecado, o impulso vibratório do braço é menos rápido. Perco a noção do que me rodeia, mas não de mim mesma; somente me apercebo da tarefa que executo, por isso necessito de silêncio e tranqüilidade. Às vezes, vejo as cenas que estou descrevendo, mas só me inteiro do conteúdo da obra, verdadeiramente, depois da sua publicação.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

 A LIÇÃO DO SEMEADOR
 Ulverson Olsson era um homem portador de caráter especial, que se tornara indiferente ao bem, afirmando que ninguém realizava qualquer coisa de útil, que não mantivesse sob disfarce os interesses inescrupulosos dos desejos egoísticos.
Nascera num lar abastado de família tradicional e a ociosidade dele fizera um fútil, destituído dos sentimentos superiores de solidariedade e de amor.
Nos seus comentários ácidos sempre destilava pessimismo, a soldo de um comportamento cínico e destruidor.
Zombava da ingenuidade de Nils Holgersson e da pata Abba de Kebnekaise em sua viagem fantástica pelas fronteiras da Suécia demarcando as regiões, reduzindo todos os atos de amor a lendas e fantasias da imaginação de pessoas que considerava servis...
Tendo visitado a Lapônia (Lapplandis lãn) desconsiderava as tradições e as heranças místicas do seu nobre povo, lamentando não haver nascido na formosa região, onde os gênios e as fadas confraternizam com as criaturas vegetais, animais e humanas, para ter o prazer de as negar.
Como a sua existência era ociosa, viajava, quase sem cessar, a fim de apaziguar o vazio interior, que resultava da falta de objetivos elevados com que a existência humana se torna digna e formosa.
Insensível ao amor, comprometera-se intimamente gratificar qualquer pessoa cujos gestos de abnegação fossem destituídos de ambições egotistas.
Mesmo quando se referia a Jesus, em cuja doutrina fora educado, recusava-se a render-se ao Amor capaz de apaziguar todas as inquietações com a doçura do Seu olhar, com a musicalidade da Sua voz e com a inefável bondade do Seu coração.
Nesse tormento, fizera-se solitário e, porque não dizer, infeliz.
A felicidade é filha predileta do sentimento dos deveres tranquilamente cumpridos, mas Ulverson, distanciado do trabalho de solidariedade humana, não atendia a compromissos morais relevantes, nem desempenhava atividades que lhe exalçassem o caráter.
Nem mesmo as doces criancinhas conseguiam arrancar-lhe um sorriso de carinho ou um gesto afetuoso.
Dizia que se tratava de seres desagradáveis, e que, ingênuas na infância iam crescer depois, tornando-se arrogantes e desagradáveis quando adolescentes e adultos...
Parecia a figueira que secou, a grave lição apresentada por Jesus, no Seu Evangelho, como ensinamento profundo a respeito da produção que tudo e todos devem cumprir.
O seu mau humor tornara-o uma pessoa indelicada e desagradável.
A vida humana é rica de oportunidades para amar-se e confraternizar-se, espalhando alegrias e produzindo bem-estar.
Existem muitos corações afetuosos que perderam o rumo e, semelhantes a embarcações sem leme, navegam à matroca, correndo riscos numerosos.
Também são incontáveis aqueles que experimentam sofrimento e solidão, por não encontrarem uma palavra de amizade ou de compreensão, ajuda fraternal e entendimento, capazes de diminuir-lhes as culpas, os conflitos, as aflições pessoais...
Toda vez quando alguém se resolve por ajudar outrem, torna-se melhor, descobre o valor da existência e enriquece-se de alegria.
Não era o caso de Olsson, o viajante desencantado de si mesmo.
Numa das viagens, enquanto caminhava triste, observou um homem de avançada idade, que plantava pinheiros... Silenciosamente, cavava o buraco na verde relva e colocava uma semente, cobria-a e seguia adiante.
Parecia cansado, vergado ao peso dos anos, mas o semblante apresentava um sorriso jovial e encantador.
Tudo nele denotava a presença da felicidade, que nascia nas fibras delicadas do amor.
O rosto se encontrava iluminado por um sorriso gentil.
Quando Olsson o viu, sentiu-se estranhamente atraído pelo semeador, a quem interrogou:
Essas terras lhe pertencem, considerando-se que o senhor está plantando essas pináceas que crescem lentamente e que a sua idade não lhe permitirá vê-las grandiosas?
Não, não me pertencem essas terras. São da comunidade e delas cuido para que permaneçam exuberantes em decorrência das árvores nelas plantadas e replantadas.
Certamente não as verei adultas e belas. Mas isso, para mim, não é importante, porque todas essas que existem a volta, não fui eu quem as plantou, e aqui estão oferecendo-nos madeira, sombra, beleza, mantendo a natureza em triunfo...
Ele fez uma pausa, e logo prosseguiu:
Quando eu era jovem, plantava legumes porque podia alimentar-me deles pouco tempo depois. Com o tempo ocorreu-me plantar árvores...
E o que o senhor ganha com isso? - interrompeu-o, desconfiado.
Ganho a alegria de semear. Recordo-me que muito antes de mim, houve Alguém que semeou vidas para todo o sempre. Mesmo quem planta árvores pensa em acolher-se na sua sombra, o que não é o meu caso, mas quem planta vidas, semeia para a eternidade, sem esperar qualquer recompensa. Foi o que fez Jesus...
Nunca devemos semear esperando a colheita por nós mesmos, mas por todos aqueles que virão depois.
Não espera nenhuma compensação?
Sim, o prazer de semear, de plantar beleza, de participar da vida.
Emocionado, pela primeira vez, Ulverson Olsson, saltou do animal e acercando-se do ancião, disse-lhe com inusitada alegria:
Permita-me plantar árvores com você e cuidar da sua vida, porque sou jovem e cheio de energias.
Como Alguém plantou vidas, espero que Ele aceite que eu seja cuidador também da vida que Ele semeou.
A partir dali, em face da lição do semeador, Ulverson fez-se, também, semeador de esperança, de alegria, de paz, de árvores e de vidas...
Selma Lagerlöf
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na noite de 28 de maio de 2008, em Estocolmo, Suécia.