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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011


Chico Xavier na Sapucaí

Fugir do convencional para voltar ao Grupo Especial. Essa é a estratégia da Unidos do Viradouro para este carnaval, de acordo com o carnavalesco Jack Vasconcelos. E dentro dessa proposta, uma das apostas da vermelha e branca é um setor inteiro, no fim do desfile, dedicado ao espiritismo.
No enredo "Quem sou eu sem você", Jack fará, no último carro, uma homenagem a Chico Xavier. O médium será representado por uma escultura em que aparecerá psicografando, cercada por 60 componentes, alguns deles espíritas, que farão uma performance de mediunidade.
- Nosso enredo é sobre a comunicação usada para unir as pessoas. No último setor, vamos mostrar o contato entre os diferentes planos, com o além. De forma carnavalesca, mas com muita responsabilidade. Tenho certeza de que será um momento emocionante - diz Jack, filho de mãe espírita.
Em termos plásticos, o setor será todo inspirado na estética do filme "Nosso Lar", de Wagner de Assis, baseado na obra de Chico Xavier. A última alegoria, inclusive, terá uma espécie de pirâmide, reproduzindo o Ministério da Comunicação do filme. O ator Renato Prieto, protagonista da produção, também participará do desfile. É ele que faz a ponte entre a agremiação e a Federação Espírita, para evitar que qualquer preceito do espiritismo seja desrespeitado na apresentação da vermelha e branca.
Abre-alas representará a bandeira da agremiação
As ousadias da Viradouro, no entanto, não vão parar por aí. No terceiro carro, seis integrantes do grupo Gangue dos Patins vão patinar numa pista no alto da alegoria, como mensageiros do mundo conectado. Já no abre-alas, de 34 metros (dois carros acoplados), 120 componentes representarão a torcida da escola. O carro terá todos os símbolos da bandeira da vermelha e branca, como a coroa a as mãos unidas, também como parte do enredo sobre comunicação. Rebaixada ano passado para o Grupo de Acesso, a Viradouro será a terceira a desfilar no sábado do carnaval.

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Nota de Esclarecimento – Chico Xavier e o Carnaval Carioca

Às Entidades Federativas Estaduais,
Confira a “NOTA DE ESCLARECIMENTO” sobre notícias relacionadas com o carnaval carioca.
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Tendo em vista inúmeras manifestações recebidas relacionadas com o anúncio de homenagens que se pretende prestar ao Espiritismo e a Chico Xavier no carnaval carioca, que enfoca a importância da comunicação dos homens com o mundo espiritual, a Federação Espírita Brasileira – FEB informa que tomou conhecimento desse assunto quando da sua publicação, não sendo correta a interpretação de que tenha participado de prévio entendimento.
A FEB esclarece, também, que continua empenhada em promover a difusão da Doutrina Espírita, nos moldes e na forma compatível com os seus princípios doutrinários, com seriedade, dignidade e elevação espiritual.
A FEB esclarece, finalmente, que respeita o direito de todos os que, no uso de sua liberdade de ação, agem no mesmo sentido de colocar a mensagem consoladora e esclarecedora dos ensinos espíritas ao alcance e a serviço de todas as pessoas, onde elas se encontrem, orientando, todavia, para que esse trabalho seja sempre feito preservando os seus valores éticos e doutrinários.
Brasília, 18 de fevereiro de 2011.
Assessoria de Comunicação da FEB

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

 
 Ante a mediunidade

O trato da mediunidade, não andemos à cata de louros terrestres, nem mesmo esperemos pelo entendimento imediato das criaturas.
Age e serve, ajuda e socorre sem recompensa. Recordemos Jesus e os fenômenos do espírito. Ainda criança, ele se submete, no Templo, ao exame de homens doutos que lhe ouvem o verbo com imensa admiração, mas a atitude dos sábios não passa de êxtase improdutivo. João Batista, o amigo eleito para organizar-lhe os caminhos, depois de vê-lo nimbado de luz, em plena consagração messiânica, ante as vozes diretas do plano superior, envia mensageiros para lhe verificarem a idoneidade. Dos nazarenos que lhe desfrutam a convivência, apenas recebe zombaria e desprezo.

Dos enfermos que lhe ouvem o sermão do monte, buscando tocá-lo, ansiosos, na expectativa da própria cura, não se destaca um só para segui-lo até a cruz. Dos setenta discípulos designados para misteres santificantes, não há lembrança de qualquer deles, na lealdade maior. Dos seguidores que comeram os pães multiplicados, ninguém surge perguntando pelo burilamento da alma. Dos numerosos doentes por ele reerguidos à bênção da saúde, nenhum aparece, nos instantes amargos, para testemunhar-lhe agradecimento. Nicodemos, que podia assimilar-lhe os princípios, procura-lhe a palavra, na sombra noturna, sem coragem de liberar-se dos preconceitos.

Dos admiradores que o saúdam em regozijo, na entrada triunfal em Jerusalém, não emergeuma voz para defendê-lo das falsas acusações, perante a justiça. Judas, que lhe conhece a intimidade, não hesita em comprometer-lhe a obra, diante dos interesses inferiores.

Somente aqueles que modificaram as próprias vidas foram capazes de refleti-lo, na glória do apostolado. Pedro, fraco, fez-se forte na fé, e, esquecendo a si mesmo, busca servi-lo até a morte. Maria de Magdala, tresmalhada na obsessão, recupera o próprio equilíbrio e, apagando-se na humildade, converte-se em mensageira de esperança e ressurreição.

Joana de Cusa, amolecida no conforto doméstico, olvida as conveniências humanas e acompanha-lhe os passos, sem vacilar no martírio. Paulo de Tarso, o perseguidor, aceita-lhe a palavra amorosa e estende-lhe a Boa Nova em suprema renúncia.

Não detenhas, assim, qualquer ilusão à frente dos fenômenos medianímicos. Encontrarás sempre, e por toda parte,muitas pessoas beneficiadas e crentes, como testemunhas convencidas e deslumbradas diante deles; mas apenas aquelas que transfiguram a si mesmas, aperfeiçoando-se em bases de sacrifício pela felicidade dos outros, conseguem aproveitá-los no serviço constante em louvor do bem.

Pelo Espírito Emmanuel
Fonte: XAVIER, Francisco C. Seara dos médiuns. Pelo Espírito
Emmanuel. 19. ed. 2. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

 
Sexo, Espiritualidade e Espiritismo

Hoje em dia, com o sexo sendo apresentado em todo lugar e com uma espécie de “retorno” das “religiões pagãs”, a discussão voltou a estar na linha de frente das questões ligadas à espiritualidade. E não seria diferente com o Espiritismo, que discute a questão abertamente há muito tempo.

Wlademir Lisso, que recentemente publicou seu livro ”Temas Atuais na Visão Espírita Volume I”, é um dos pesquisadores e estudiosos que vem discutindo o tema em profundidade. A seguir, ele responde a algumas perguntas elaboradas pela Espiritismo & Ciência.

Qual a relação entre sexo e espiritualidade?
Uma das dificuldades que o espírita enfrenta no entendimento do sexo está na visão espírita do conceito de sexualidade, que assume dimensões universais, pois define a força sexual como sendo a base de criação do Espírito em todos os planos de vida.

A ignorância leva à concentração da idéia de sexualidade apenas na sua manifestação no ato sexual, do ponto de vista biológico, restringindo a um comportamento específico a função cósmica da sexualidade como força criadora do Espírito.

Em “O Livro dos Espíritos”, em resposta à questão “Os espíritos têm sexo?”, os Espíritos esclarecem: “Não como entendeis, porque o sexo dependem da constituição orgânica...”

Os Espíritos se referem à citada visão limitada de sexo que desenvolvemos quando encarnados, concentrada no ato biológico, tendo em vista que assume preponderância o erotismo – parte das forças sexuais manifestada no fluido vital. Entretanto, à luz da Doutrina Espírita, “a obra do universo é filha de Deus. O sexo, portanto, como qualidade positiva ou passiva dos princípios e dos seres, é manifestação cósmica em todos os círculos evolutivos, até que atinjamos o campo da harmonia perfeita, onde essas qualidades equilibram-se no seio da divindade” (Missionários da Luz, André Luiz).

O condicionamento criado pela mídia nos leva a situar o sexo exclusivamente nos órgãos sexuais. Entretanto, o sexo nesse sentido restrito é apenas uma das inúmeras manifestações da energia sexual, que “... é princípio universal e acha-se inserido em toda a manifestação do universo” (Missionários da Luz, André Luiz).

As forças sexuais são a base da criação do Espírito em todos os planos da vida e em todos os períodos de desenvolvimento da matéria orgânica durante a reencarnação.

Determinam não só os trabalhos em geral, as obras de todos tipos (artísticas, científicas, sociais etc), como também a permuta de forças positivas entre seres que se amam, através da atuação da lei de sintonia que, a partir dos sentimentos afins, estabelece a ligação entre os seres por exteriorização nas ondas mentais e, conseqüentemente, na ação. O ato sexual, do ponto de vista biológico é apenas uma das formas de sua manifestação.

Como se dá a união entre o sexo e a espiritualidade? Quando estamos nos referindo ao sexo ato biológico que liga dois seres como decorrência da atração gerada pela libido sexual, ou até por outras razões, como ocorre no caso de prostituição, é importante para nós espíritas estabelecermos que o ato em si é apenas uma das manifestações da sexualidade.

Fundamental desmistificar o sexo que significa “... o esforço para compreender a força sexual, a fim de usá-la com dignidade e proveito próprio” (Amor, Casamento & Família, Jaci Régis), tal significando que o equilíbrio virá quando conseguirmos finalmente exteriorizar, através do ato sexual, apenas o amor que já sentimos em relação ao parceiro ou parceira; sendo que, no momento atual, na maioria dos casos o que impulsiona o ato sexual é a satisfação de paixões de natureza física, a partir de um “jogo” de exteriorizações entre parceiros que, geralmente, não correspondem a uma realidade fundamentada nos sentimentos que cultivam no seu campo do “sentir”.

A idéia de que as mulheres usam o sexo para conseguir amor e os homens usam o amor para conseguir sexo, mostra bem as visões diferenciadas sobre a sexualidade, com o ato sexual gerando, em inúmeros casos, não um encontro de vibrações harmônicas que traria equilíbrio, inclusive espiritual, devido às trocas de fluidos positivos, mas uma “distonia” em que os sentimentos estão em conflito, embora aparentemente harmonizados no sexo biológico.

Na visão espírita, sexo define-se como “... atributo não apenas respeitável, mas profundamente santo da natureza, exigindo educação e controle” (Vida e Sexo, Emmanuel).

Entenda-se que educação e controle significam o exercício das funções sexuais, entre as quais a biológica, dentro do princípio moral básico do “amar ao próximo como a nós mesmos”, refreando nossos impulsos e buscando os laços de afetividade e lealdade que devem estar presentes em todas as relações humanas, e principalmente na relação sexual que estabelecemos no nosso campo de vida.

A manifestação da sexualidade – força criadora do Espírito – no ato sexual físico é a conseqüência dos sentimentos que movem o pensamento e a ação. São os sentimentos que encadeiam a atuação da lei de ação e reação, com suas características específicas que estabelecem os atenuantes e agravantes em todas as suas manifestações.

Por que o sexo foi tão perseguido por várias religiões ao longo da história?
O sexo foi tratado de forma diferenciada pelas várias civilizações que predominaram ao longo de nossa história. Na Grécia antiga, havia uma visão mais liberal, inclusive no que se refere à homossexualidade, embora já se observasse nessa civilização o preconceito em relação aos homossexuais do sexo masculino que tinham trejeitos femininos.

No Ocidente, a religião que adquiriu predomínio na nossa era, o catolicismo se desenvolveu no sentido de manter os adeptos sob controle, e obviamente perceberam que o sexo envolvia um aspecto do ser humano no qual as falhas eram freqüentes.

Somente no século 19 teve início um movimento maior de maior liberação, quando o assunto começou a ser abordado na psicanálise. Contudo, em todo o mundo, até os anos 1950, ainda não se abordava o tema, sendo praticamente inexistente qualquer tipo de educação em família, até em países de maior evolução material como nos Estados Unidos.

Vimos as perseguições como uma forma utilizada para se manter o “pecador” sob controle, inclusive explorando suas tendências sexuais para a venda de benefícios como as indulgências, o que gerou – já que praticado pela religião predominante – um condicionamento cultural que ainda se observa até os nossos dias.

Em que o sexo pode ajudar no desenvolvimento da espiritualidade? E em que o sexo pode prejudicar esse desenvolvimento?

Conforme já dissemos antes, as forças sexuais são a base da criação do Espírito, e o ato sexual do ponto de vista biológico é apenas uma das formas de sua manifestação.

Nesse aspecto, todos os seres humanos são passíveis de cometer erros no exercício da sua sexualidade – sejam heterossexuais, homossexuais ou bissexuais -, de acordo com os sentimentos que os movem para a prática do sexo, que nada mais é do que a conseqüência da exteriorização do Espírito, através do cérebro, dos sentimentos que cultiva na sua base.

A ciência identifica no cérebro humano o principal órgão sexual. O Espiritismo concentra nas forças criadoras do Espírito todas as modificações que se observam no cérebro humano gerando as manifestações do sexo através dos órgãos sexuais.

Do ponto de vista espiritual, por exemplo, destacamos a infidelidade, que é a manifestação de um sentimento negativo através do pensamento e ação. É a satisfação do instinto primitivo de realização através da matéria de um desejo.

Isso leva o ser humano a mentir não somente para a esposa, mas também para os filhos e toda a família. Em face às leis divinas, isso encadeia o processo de reações negativas que, necessariamente, ensejam reajustes que podem se manifestar em vidas sucessivas de dor e sofrimento, nas quais a pessoa aprenderá o necessário respeito à dignidade humana, o que falta nas relações sociais em que existe a mentira, a dissimulação, a falsidade.

Embora se esteja diante de um comportamento que decorre do estágio evolutivo da humanidade espiritual que está ligada a um mundo de provas e expiações, como espíritas não podemos deixar de lado a necessidade de nos educar e educar as pessoas que estão caminhando conosco na existência, e a melhor forma para isso será sempre o exemplo de adequação do nosso comportamento às leis morais trazidas por Jesus ao cenário da Terra.

A prática do sexo, em todas as suas formas, há que vir da manifestação de sentimentos qualificados pelo amor, gerando respeito. Da mesma forma que representa poderosa ferramenta de evolução, também pode representar poderosa ferramenta na assunção de novas necessidades de reajustes entre Espíritos, face à Lei de Ação e Reação.

Por que algumas tendências espirituais optam pela castidade?
A castidade envolve a sublimação do sexo, ou seja, o ato de redirecionar as forças sexuais criadoras para outras atividades que não a prática do ato biológico do sexo.

A sublimação, no sentido de se direcionar as forças sexuais para criações em outros planos, depende de educação; e é alternativa válida, não obrigatória, seja para heterossexuais ou homossexuais. Entretanto, trata-se de um processo de educação, já que temos as experiências desastrosas da sublimação imposta na religião gerando os estupros e a pedofilia por toda a parte.

A alternativa para a sublimação, em todos os casos, é o sexo praticamente com responsabilidade e respeito, seja heterossexual ou homossexual, já que, como cita André Luiz, não deixa de ser também uma fonte transitória de prazer, e todos temos o direito de sermos felizes, apesar das diferenças.

O sexo relacionado à espiritualidade tem alguma diferença do sexo nas relações naturais do ser humano, no seu dia-a-dia?

Conforme já citamos, sexualidade é o móvel da criação em todos os planos de vida. Quando estamos interagindo com a matéria no corpo físico, nossa visão é limitada ao sexo do ponto de vista biológico.

No futuro, nossa evolução levará à eliminação da polaridade sexual – sexos diferentes – que, neste momento, é essencial para as experiências que necessitamos para nosso progresso. A diversidade que observamos neste momento, inclusive em sexualidade, tenderá a desaparecer quando tivermos no Espírito um único ser em equillíbrio energético.

Em O Espiritismo e os Problemas Humanos, os autores Deolindo Amorim e Hermínio Miranda observam que “... em espíritos de elevada condição evolutiva... não há mais predominância de uma polarização sobre a outra, e sim um redirecionamento na utilização da energia como um todo”.

À luz da Doutrina Espírita, a evolução da humanidade como um todo, levando nosso mundo para o plano de mundos regenerados, exige a erradicação dos grandes problemas que no momento constituem obstáculo à transição no campo do progresso. Regeneração virá quando a humanidade – no que diz respeito ao uso das forças sexuais –, conseguir direcioná–las para as realizações edificantes do ponto de vista espiritual, estabelecendo através de relações monogâmicas a atividade sexual, do ponto de vista biológico, fundamentada na sintonia entre os sentimentos mútuos daqueles que se unem para uma vida comum.

A regeneração virá quando o direcionamento das forças sexuais, à luz dos princípios espíritas, eliminar do nosso plano de vida a prostituição – o que não depende somente das prostitutas, mas principalmente daqueles que delas se utilizam como se fossem as depositárias de suas paixões inferiores que não conseguem governar.

A regeneração face ao sexo virá quando o ser humano vir nas crianças os Espíritos Encarnados – que realmente são -, que são colocados no nosso caminho não para seus corpos físicos serem usados na exploração sexual, mas para que se direcionem seus caminhos para a educação do Espírito, visando ao exercício das suas faculdades na construção da sua felicidade.

A masturbação exerce algum papel sob o ponto de vista espiritual?


A masturbação, vista no passado como ‘pecado’, gerando até em pessoas do sexo masculino “cintos” para evitar a prática, tem na atualidade uma visão diferenciada. Segundo os especialistas, é a forma de sexo mais praticada no mundo por homens e mulheres. Do ponto de vista espiritual, e por ignorância, citam-se processos de obsessão, com o que não concordamos absolutamente, por se tratar de manifestação da ‘fantasia’ que trazemos na memória.

O fato é que em todas as manifestações do sexo – a própria ciência conclui -, o processo se inicia no cérebro – para nós, no Espírito – até se manifestar nos órgãos sexuais, e as formas do sexo.

A masturbação hoje é vista como forma de libertação de partículas orgânicas que, se não liberadas, podem até trazer prejuízos à saúde.

Como forma de sexo, cabem as mesmas regras para o sexo em geral, que são controle e equilíbrio na sua prática para que não se transforme em vício, gerando dispersão da força criadora espiritual.

Qual é o papel da homossexualidade – masculina e feminina – neste quadro de desenvolvimento espiritual?
Em matéria de preconceito, inicialmente, cumpre-se estabelecer sua definição, que consiste em opinião ou conceito formado antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos. É também julgamento ou opinião sem levar em conta argumentos contrários.

O preconceito manifesta-se na sociedade contemporânea sob diversas faces, entre elas as citadas em interessante obra “12 Faces do Preconceito”, de autores diversos, abordando mulheres, raças, idosos, obesidade, baixa estatura, anti-semitismo, deficientes, migrantes e, entre eles, preconceitos relacionados com sexo.

Geralmente, os preconceitos têm origem na nossa ignorância sobre a diversidade característica de um mundo de provas e expiações como o nosso. No nosso atual estágio de progresso, a diversidade gera diferenças de corpos, situações sociais, econômicas, regionais etc., tendo em vista as diferenças que existem em relação a graus evolutivos entre espíritos que formam nossa humanidade espiritual.

A igualdade se manifesta no processo da criação e as diferenças decorrem das várias fases do nosso progresso até que, em estágios de maior evolução, a semelhança entre espíritos acentua-se gradativamente pelo entendimento das Leis de Divinas e consciência da necessidade de seu cumprimento, estabelecendo uma rota única através do universo.

Preconceitos geram dor, sofrimento e reencarnações compulsórias em grupos de minoria, vítimas no passado da nossa ignorância, gerando a necessidade de educação e desenvolvimento da eqüidade nas relações humanas em geral.

Diante de nossos semelhantes é forçoso admitir que não somos todos iguais, seja em relação ao Espírito, seja em relação à matéria. Entretanto, eqüidade significa essencialmente que, respeitadas as diferenças que existem entre os seres humanos, todos temos direitos iguais.

Na visão espírita, a sexualidade assume dimensões universais, pois caracteriza a energia sexual como sendo a base de criação do Espírito em todos os planos da vida. Observamos presentes, na criança e no jovem, os sentimentos homofóbicos que geram perseguições e violência contra homossexuais e prostitutas, o que não se justifica a não ser pela nossa ausência de conhecimento.

A ciência, em geral, busca explicações sobre a homossexualidade, sem encontrá–las seja na genética, na sociologia ou na psicologia.

Em relação à diversidade, é fundamental compreender o relacionamento com pessoas que sentem, pensam e se comportam de maneiras diversas das nossas, o que não significa que estejamos certos e as demais pessoas, erradas. Há sempre acertos e erros.

Nos comportamentos diferenciados em relação ao sexo, lembremos a lição extraordinária de Emmanuel, convidando-nos a não “atirarmos a primeira pedra...”, pois “... não dispomos de recursos para examinar as consciências alheias e cada um de nós, ante a Sabedoria a Divina, é um caso particular, em matéria de amor, reclamando compreensão” (Vida e Sexo, Emmanuel).

O homossexualismo, longe de ser uma aberração, é uma forma de lapidação para o Espírito que se encontra incurso em determinado ângulo de reparação evolutiva da mesma.

A qualidade de vida de pessoas que vivem em grupos minoritários vai depender basicamente da educação dos grupos de maioria. Em matéria de homossexualismo, podemos dizer que a qualidade de vida dos homossexuais depende da educação dos heterossexuais.

Aos Espíritas cabe negar os preconceitos sem medo. André Luiz, em “Sexo e Destino”, esclarece que: “... no mundo porvindouro os irmãos reencarnados, tanto em condições julgadas anormais, serão tratados em pé de igualdade no mesmo nível de dignidade humana...” Alerta que se trata de “erro lamentável supor que só a perfeita normalidade sexual, consoante as respeitáveis condições humanas, sendo possa servir de templo às manifestações afetivas”, e convida o indivíduo a fugir das aberrações e dos excessos que podem ser praticados, seja qual for a forma de comportamento sexual (heterossexualidade e homossexualidade), mas “... é imperioso reconhecer que todos os seres nasceram no universo para amarem e serem amados”.

Ninguém é homossexual porque quer ou aprendeu a ser. Ser diferente nem sempre é errado. Preconceito é sinônimo de ignorância.

Reencarnações que visam à contenção de impulsos e práticas, principalmente quando de livre escolha do Espírito reencarnante, são manifestações de auto-consciência que buscam a harmonia com as leis através das provas e expiações.

Wladimir Lisso, diretor da área de Assistência Espiritual FEESP (Federação Espírita do Estado de São Paulo).

domingo, 20 de fevereiro de 2011

CANSAÇO E SONO
Seus compromissos espirituais são também deveres morais de expressiva envergadura.
Reserve-se consideração, para deles desincumbir-se a contento.
*
Engajado aos misteres do socorro mediúnico você comparece na condição de criatura responsável.
Proponha-se nobreza na atividade com pura consciência do dever.
*
Alistado(a) para servir aos labores providenciais em benefício dos desencarnados nas sessões especializadas, você é peça valiosa do conjunto.
Vigie para que não se interrompa a produção por irreflexão de sua parte.
*
Você confia na assistência dos Mentores generosos para a tarefa do esclarecimento aos Espíritos infelizes.
Os Mentores esperam, a seu turno, que você não durma no posto, criando-lhes compreensíveis dificuldades.
*
Se irrefreável torpor lhe domina a lucidez, quando convocado ao serviço do bem geral, observe o sinal vermelho de alarme chamando-lhe a atenção.
Pode ser cansaço, talvez seja sono...
Se, porem, essa situação venha a tornar-se habitual, ou você está enfermo(a) ou insidiosa influência negativa está assenhoreando-se das suas forças.
Sejam, porém quais forem as causas, reaja: repousando e orando, refazendo-se e orando, medicando-se e orando, tratando-se espiritualmente e orando, vigiando e orando para não ser surpreendido(a) pela tentação.

Marco Prisco
Livro Sementeira da Fraternidade
Divaldo Franco

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Entrevista de Divaldo Pereira Franco ao Programa Televisivo O Espiritismo Responde,


Espiritismo Responde – Um de seus  livros publicados tem por título “A Nova Geração: A visão Espírita sobre as crianças índigo e cristal”. Quem são as crianças índigo e cristal?
Divaldo – Desde os anos 70, aproximadamente, psicólogos, psicoterapeutas e pedagogos começaram a notar a presença de uma geração estranha, muito peculiar.
Tratava-se de crianças rebeldes, hiperativas que foram imediatamente catalogadas como crianças patologicamente necessitadas de apoio médico. Mais tarde, com as observações de outros psicólogos chegou-se à conclusão de que se trata de uma nova geração. Uma geração espiritual e especial, para este momento de grande transição de mundo de provas e de expiações que irá alcançar o nível de mundo de regeneração.
As crianças índigo são assim chamadas porque possuem uma aura na tonalidade azul, aquela tonalidade índigo dos blue jeans (Dra. Nancy Ann Tape).
O índigo é uma planta da Índia (indigofera tinctoria), da qual se extrai essa coloração que se aplicava em calças e hoje nas roupas em geral. Essas crianças índigo sempre apresentam um comportamento sui generis.
Desde cedo demonstram estar conscientes de que pertencem a uma geração especial. São crianças portadoras de alto nível de inteligência, e que, posteriormente, foram classificadas em quatro grupos: artistas, humanistas, conceituais e interdimensionais ou transdimensionais.
As crianças cristal são aquelas que apresentam uma aura alvinitente, razão pela qual passaram a ser denominadas dessa maneira.
A partir dos anos 80, ei-las reencarnando-se em massa, o que tem exigido uma necessária mudança de padrões metodológicos na pedagogia, uma nova psicoterapia a fim de serem atendidas, desde que serão as continuadoras do desenvolvimento intelecto-moral da Humanidade.
ER – Essas crianças não poderiam ser confundidas com as portadoras de transtornos da personalidade, de comportamento, distúrbios da atenção? Como identificá-las com segurança?
Divaldo – Essa é uma grande dificuldade que os psicólogos têm experimentado, porque normalmente existem as crianças que são portadoras de transtornos da personalidade (DDA) e aquelas que, além dos transtornos da aprendizagem, são também hiperativas (DTAH), mas os estudiosos classificaram em 10 itens as características de uma criança índigo, assim como de uma criança cristal.
A criança índigo tem absoluta consciência daquilo que está fazendo, é rebelde por temperamento, não fica em fila, não é capaz de permanecer sentada durante um determinado período, não teme ameaças…
Não é possível com essas crianças fazermos certos tipos de chantagem. É necessário dialogar, falar com naturalidade, conviver e amá-las.
Para tanto, os especialistas elegem como métodos educacionais algumas das propostas da doutora Maria Montessori, que criou, em Roma, no ano de 1907, a sua célebre Casa dei Bambini, assim como as notáveis contribuições pedagógicas do Dr. Rudolf Steiner. Steiner é o criador da antroposofia. Ele apresentou, em Stuttgart, na Alemanha, os seus métodos pedagógicos, a partir de 1919, que foram chamados Waldorf.
A partir daquela época, os métodos Waldorf começaram a ser aplicados em diversos países. Em que consistem? Amor à criança. A criança não é um adulto em miniatura. É um ser que está sendo formado, que merece o nosso melhor carinho. A criança não é objeto de exibição, e deve ser tratada como criança. Sem pieguismo, mas também sem exigências acima do seu nível intelectual.
Então, essas crianças esperam encontrar uma visão diferenciada, porque, ao serem matriculadas em escolas convencionais, tornam-se quase insuportáveis. São tidas como DDA ou DTAH. São as crianças com déficit de atenção e hiperativas. Nesse caso, os médicos vêm recomendando, principalmente nos Estados Unidos e na Europa, a Ritalina, uma droga profundamente perturbadora. É chamada a droga da obediência.
A criança fica acessível, sim, mas ela perde a espontaneidade. O seu cérebro carregado da substância química, quando essa criança atinge a adolescência, certamente irá ter necessidade de outro tipo de droga, derrapando na drogadição.
Daí é necessário muito cuidado.
Os pais, em casa (como normalmente os pais quase nunca estão em casa e suas crianças são cuidadas por pessoas remuneradas que lhes dão informações, nem sempre corretas) deverão observar a conduta dos filhos, evitar punições quando errem, ao mesmo tempo colocando limites. Qualquer tipo de agressividade torna-as rebeldes, o que pode levar algumas a se tornar criminosos seriais. Os estudos generalizados demonstram que algumas delas têm pendores artísticos especiais, enquanto outras são portadoras de grandes sentimentos humanistas, outras mais são emocionais e outras ainda são portadoras de natureza transcendental.
Aquelas transcendentais, provavelmente serão os grandes e nobres governantes da Humanidade no futuro.
As artísticas vêm trazer uma visão diferenciada a respeito do Mundo, da arte, da beleza. Qualquer tipo de punição provoca-lhes ressentimento, amargura que podem levar à violência, à perversidade.
ER – Você se referiu às características mentais, emocionais dessas crianças. Elas têm alguma característica física própria? Você tem informação se o DNA delas é diferente?
Divaldo – Ainda não se tem, que eu saiba, uma especificação sobre ela, no que diz respeito ao DNA, mas acredita-se que, através de gerações sucessivas, haverá uma mudança profunda nos genes, a fim de poderem ampliar o neocórtex, oferecendo-lhe mais amplas e mais complexas faculdades. Tratando-se de Espíritos de uma outra dimensão, é como se ficassem enjauladas na nossa aparelhagem cerebral, não encontrando correspondentes próprios para expressar-se. Através das gerações sucessivas, o perispírito irá modelar-lhes o cérebro, tornando-o ainda mais privilegiado.
Como o nosso cérebro de hoje é um edifício de três andares, desde a parte réptil, à mamífera e ao neocórtex que é a área superior, as emoções dessas crianças irão criar uma parte mais nobre, acredito, para propiciar-lhes a capacidade de comunicar-se psiquicamente, vivenciando a intuição.
Características físicas existem, sim, algumas. Os estudiosos especializados na área, dizem que as crianças cristal têm os olhos maiores, possuem a capacidade para observar o mundo com profundidade, dirigindo-se às pessoas com certa altivez e até com certo atrevimento… Têm dificuldade em falar com rapidez, demorando-se para consegui-lo a partir dos 3 ou dos 4 anos. Entendemos a ocorrência, considerando-se que, vindo de uma dimensão em que a verbalização é diferente, primeiro têm que ouvir muito para criar o vocabulário e poderem comunicar-se conosco. Então, são essas observações iniciais que estão sendo debatidas pelos pedagogos.
ER – Com que objetivo estão reencarnando na Terra?
Divaldo – Allan Kardec, com a sabedoria que lhe era peculiar, no último capítulo do livro A Gênese, refere-se à nova geração que viria de uma outra dimensão. Da mesma forma que no tempo do Pithecanthropus erectus vieram os denominados Exilados de Capela ou de onde quer que seja, porque há muita resistência de alguns estudiosos a respeito dessa tese, a verdade é que vieram muitos Espíritos de uma outra dimensão. Foram eles que produziram a grande transição, denominada por Darwin como o Elo Perdido, porque aqueles Espíritos que vieram de uma dimensão superior traziam o perispírito já formado e plasmaram, nas gerações imediatas, o nosso biótipo, o corpo, conforme o conhecemos.
Logo depois, cumprida a tarefa na Terra, retornaram aos seus lares, como diz a Bíblia, ao referir-se ao anjo que se rebelara contra Deus – Lúcifer.
Na atualidade, esses lucíferes voltaram. Somente que, neste outro grande momento, estão vindo de Alcione, uma estrela de 3ª. grandeza do grupo das plêiades, constituídas por sete estrelas, conhecidas pelos gregos, pelos chineses antigos e que fazem parte da Constelação de Touro.
Esses Espíritos vêm agora em uma missão muito diferente dos capelinos.
É claro que nem todos serão bons. Todos os índigos apresentarão altos níveis intelectuais, mas os cristais serão, ao mesmo tempo, intelectualizados e moralmente elevados.
ER – Já que eles estão chegando há cerca de 20, 30 anos, nós temos aí uma juventude que já está fazendo diferença no Mundo?
Divaldo – Acredito que sim. Podemos observar, por exemplo, e a imprensa está mostrando, nesse momento, gênios precoces, como o jovem americano Jay Greenberg considerado como o novo Mozart. Ele começou a compor aos quatro anos de idade. Aos seis anos, compôs a sua sinfonia. Já compôs cinco. Recentemente, foi acompanhar a gravação de uma das suas sinfonias pela Orquestra Sinfônica de Londres para observar se não adulteravam qualquer coisa.
O que é fascinante neste jovem, é que ele não compõe apenas a partitura central, mas todos os instrumentos, e quando lhe perguntam como é possível, ele responde: “Eu não faço nenhum esforço, está tudo na minha mente”.
Durante as aulas de matemática, ele compõe música. A matemática não lhe interessa e nem uma outra doutrina qualquer. É mais curioso ainda, quando afirma que o seu cérebro possui três canais de músicas diferentes. Ele ouve simultaneamente todas, sem nenhuma perturbação. Concluo que não é da nossa geração, mas que veio de outra dimensão.
Não somente ele, mas muitos outros, que têm chamado a atenção dos estudiosos. No México, um menino de seis anos dá aulas a professores de Medicina e assim por diante… Fora aqueles que estão perdidos no anonimato.
ER – O que você diria aos pais que se encontram diante de filhos que apresentam essas características?
Divaldo – Os técnicos dizem que é uma grande honra tê-los e um grande desafio, porque são crianças difíceis no tratamento diário. São afetuosas, mas tecnicamente rebeldes. Serão conquistadas pela ternura. São crianças um pouco destrutivas, mas não por perversidade, e sim por curiosidade.
Como vêm de uma dimensão onde os objetos não são familiares, quando vêem alguma coisa diferente, algum objeto, arrebentam-no para poder olhar-lhes a estrutura.
São crianças que devemos educar apelando para a lógica, o bom tom.
A criança deve ser orientada, esclarecida, repetidas vezes.
Voltarmos aos dias da educação doméstica, quando nossas mães nos colocavam no colo, falavam conosco, ensinavam-nos a orar, orientavam-nos nas boas maneiras, nas técnicas de uma vida saudável, nos falavam de ternura e nos tornavam o coração muito doce, são os métodos para tratar as modernas crianças, todas elas, índigo, cristal ou não.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

 LIÇÕES PARA BEM VIVER
O pensador russo Giurdzhiev que, no início do século passado, já falava em autoconhecimento e na importância de se saber viver, traçou algumas regras de vida que foram colocadas em destaque no Instituto Francês de Ansiedade e Stress, em Paris.
Segundo os especialistas em comportamento humano, quem consegue praticar a metade dessas lições, com certeza terá mais harmonia íntima e menos estresse.!
As regras são as seguintes:
Faça pausas de dez minutos a cada duas horas de trabalho, no máximo.
Repita essas pausas na vida diária e pense em você, analisando suas atitudes.
Aprenda a dizer não sem se sentir culpado ou achar que magoou. Querer agradar a todos é um desgaste enorme.
Planeje seu dia, sim, mas deixe sempre um bom espaço para o improviso, consciente de que nem tudo depende de você.
Concentre-se em apenas uma tarefa de cada vez. Por mais ágeis que sejam os seus quadros mentais, você se exaure.
Esqueça, de uma vez por todas, que você é imprescindível. No trabalho, em casa, no grupo habitual. Por mais que isso lhe desagrade, tudo anda sem a sua atuação, a não ser, você mesmo.
Abra mão de ser o responsável p! elo prazer de todos. Não é você a fonte dos desejos, o eterno mestre de cerimônias.
Peça ajuda sempre que necessário, tendo o bom senso de pedir às pessoas certas.
Diferencie problemas reais de problemas imaginários e elimine-os, porque são pura perda de tempo e ocupam um espaço mental precioso para coisas mais importantes.
Tente descobrir o prazer de fatos cotidianos como dormir, comer e tomar banho, sem achar que isso é o máximo a se conseguir na vida.
Evite se envolver na ansiedade e tensão alheias enquanto ansiedade e tensão. Espere um pouco e depois retome o diálogo, a ação.
Saiba que a família não é você, está junto de você, compõe o seu mundo, mas não é a sua própria identidade.
Entenda que princípios e convicções fechadas podem ser um grande peso, a trave do movimento e da busca.
É preciso ter! sempre alguém em quem se possa confiar e falar abertamente, ao menos num raio de cem quilômetros.
Saiba a hora certa de sair de cena, de retirar-se do palco, de deixar a roda. Nunca perca o sentido da importância sutil de uma saída discreta.
Não queira saber se falaram mal de você e nem se atormente com esse lixo mental. Escute o que falaram bem, com reserva analítica, sem qualquer convencimento.
Competir no lazer, no trabalho, na vida a dois, é ótimo... para quem quer ficar esgotado ! e perder o melhor.
A rigidez é boa na pedra, não no homem. A ele cabe firmeza, o que é muito diferente.
Uma hora de intenso prazer substitui com folga três horas de sono perdido. O prazer recompõe mais que o sono. Logo, não perca as oportunidades de se divertir.
Não abandone suas três grandes e inabaláveis amigas: a intuição, a inocência e a fé.
Por fim, entenda de uma vez por todas, ! definitiva e conclusivamente: você é o que fizer de você mesmo.
*   *   *
Grande número de pessoas gasta boa parte do seu tempo em esforços inúteis e desnecessários.
Uns gastam horas tentando fazer com que os outros aceitem suas ideias.
Outros perdem horas de sono pensando no que irão dize! r no dia seguinte, numa conversa que não acontecer&aacu! te;.
Existem aqueles que se detêm por longo tempo alimentando ilusões.
Isso prova que fazemos esforços inúteis ou até prejudiciais ao nosso bem-estar.
Assim, anote as regras de Giurdzhiev e prepare-se para uma vida de melhor qualidade. 

Redação do Momento Espírita, baseado em informações
 contidas no site: http://www.psiconselhos.com.br/psico/dicasv.php3.
Dispo! nível no CD Momento Espírita v. 7 e no livro Momento Espírita v. 3, ed. Fep.
Em 21.07.2010.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

        
SOFREMOS ?

Costumamos ouvir:
“Aqui se faz, aqui se paga”
  Analisando, é o mesmo que o princípio de causa e efeito.
Porém, quando se fala em pagar, quitar débitos, sejam de reencarnações anteriores ou mesmo da atual, o que vem em mente é: Sofrimento, tortura, tristeza sem fim.
Criou-se essa cultura de que pagar é sofrer.
Contudo, a realidade vai distante disso e muitas vezes estamos quitando nossos chamados “débitos”, de maneira suave, Tranquila, diria até que imperceptível.
  Para “quitar dividas” não precisamos necessariamente sofrer.  Deus, Pai de Infinita Bondade,  nos concede pagamentos á prazo, freqüentemente utilizando nossas habilidades, nossas aptidões como instrumento de nossa própria libertação, ou seja, ao mesmo tempo que quitamos débitos, colaboramos com o semelhante, desenvolvemos potencialidades, aprendemos e ainda sentimos prazer com tudo isso.
É a força do universo a concorrer para nossa felicidade!
A grande questão está em que algumas pessoas vivem com os olhos focados em problemas, daí provém que muitos consideram a existência pesada, densa e por vezes torturante.
E as provas em suas bocas logo tornam-se carmas, explodindo em frases do tipo:
-          Meu companheiro(a) é um  carma!
-          O que fiz em outra existência para merecer tanto sofrimento!
Com uma visão dessas certamente pagar ou não pagar débitos será sempre uma sensação penosa, porque se enxerga a vida de forma penosa.
E chega a ser engraçado como alguns vêem méritos no fato de sofrer: Aquele que muito sofreu certamente muito pagou e muitas venturas irá conseguir – Conclamam, justificando o sofrimento alheio, ou quem sabe até o próprio.
Não é bem assim. Em O Evangelho segundo o espiritismo, CAP V – Bem Aventurados os Aflitos – o Espírito Lacordaire, dá a seguinte mensagem intitulada Bem e Mal sofrer:
18. Quando o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcional às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: "Fui o mais forte."
Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. - Lacordaire. (Havre, 1863.) 

  Resumindo, o mérito reside justamente na forma que encaramos os embates da vida, eis porque um motivo mais que imediato para que encaremos o “Quitar Débitos” de maneira positiva, as aflições de forma serena, as injurias de maneira sensata, a vida de forma entusiasmada.
O sucesso existencial não está baseado na intensidade do sofrimento, mas sim, na forma como o encaramos.
Tenhamos coragem, para que a existência seja de vitória sobre o pessimismo,  vitória sobre nós mesmos.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

  MORTES PREMATURAS
Quando a morte ceifa nas vossas famílias, arrebatando, sem restrições, os mais moços antes dos velhos, costumais dizer: Deus não é justo, pois sacrifica um que está forte e tem grande futuro e conserva os que já viveram longos anos cheios de decepções; pois leva os que são úteis e deixa os que para nada mais servem; pois despedaça o coração de uma mãe, privando-a da inocente criatura que era toda a sua alegria.
Humanos, é nesse ponto que precisais elevar-vos acima do terra-a-terra da vida, para compreenderdes que o bem, muitas vezes, está onde julgais ver o mal, a sábia previdência onde pensais divisar a cega fatalidade do destino. Por que haveis de avaliar a justiça divina pela vossa?
Podeis supor que o Senhor dos mundos se aplique, por mero capricho, a vos infligir penas cruéis? Nada se faz sem um fim inteligente e, seja o que for que aconteça, tudo tem a sua razão de ser. Se perscrutásseis melhor todas as dores que vos advêm, nelas encontraríeis sempre a razão divina, razão regeneradora, e os vossos miseráveis interesses se tornariam de tão secundária consideração, que os atiraríeis para o último plano.

Temos aqui o início de uma manifestação do Espírito Sanson, recebida na Sociedade de Estudos Espíritas de Paris, presidida por Allan Kardec. Consta do capítulo V, item 21, de O Evangelho segundo o Espiritismo, sob o subtítulo “Perda de pessoas amadas. Mortes prematuras”.
Se estabelecêssemos uma gradação para as dores morais que afligem os seres humanos, certamente a mais intensa, mais angustiante, seria a da mãe que vê um filho partir prematuramente, nos verdes anos da infância, no despertar da adolescência, no entusiasmo da juventude.
O grande lenitivo está na fé, concebendo o elementar: Deus sabe o que faz. Significativo exemplo está na famosa expressão de Jó, o patriarca judeu, que após morrerem não um, mas todos os seus filhos, sete varões e três mulheres, e perder todos os seus haveres, ele, que era muito rico, proclamou, convicto (Jó, 1-21):

Deus deu, Deus tirou! Bendito seja o seu santo nome.
O problema é que raros têm fé legítima. Cultivam precária confiança, que não resiste aos embates da adversidade. Por isso, muitas mães, debruçadas sobre o esquife de um filho que resumia suas alegrias e esperanças, indagam angustiadas: – Por que, Senhor? Por que fez isso comigo? O que fiz para merecer esse castigo?!
Esse questionamento não é bom, porquanto conduz facilmente ao desespero e à revolta, que apenas multiplicam angústias, sem chance para a consolação. A vida torna-se um fardo muito pesado quando nos debatemos ante o inexorável. Matematicamente falando, acrescentamos dores à alma, quando subtraímos a fé.
Um confrade, espírita da velha guarda, homem lúcido e inteligente, costumava dizer: – É preciso ter sempre um pé atrás, não apenas em relação à nossa morte, mas, também, quanto à morte de um ente querido, particularmente um filho.
Parecia adivinhar que seria chamado a esse testemunho, porquanto um filho, jovem inteligente e empreendedor, com brilhante futuro pela frente, faleceu repentinamente. E o nosso companheiro deu testemunho de que estava preparado, tanto ele quanto a esposa, comportando-se com muita serenidade e equilíbrio, a imitar o exemplo de Jó. Esse pé atrás na vida, para não se desequilibrar diante da morte, equivale a fortalecer a nossa fé, transcendendo a mera crença com o conhecimento da realidade.
É importante conceber que Deus existe; que seus desígnios são sábios e justos; que Ele trabalha sempre pelo nosso bem, mesmo quando males aconteçam; que seu olhar misericordioso está sobre nós. Nem sempre, porém, será o bastante. Para que a nossa fé ultrapasse os limites da mera crença, adquirindo consistência para resistir aos embates da vida, é fundamental que se estribe no conhecimento. Em relação às mortes prematuras, somente a Doutrina Espírita, a nos oferecer uma visão objetiva do mundo espiritual, pode nos consolar de forma perfeita, sem dúvidas, sem vacilações, mostrando-nos por que ocorrem.

À luz abençoada da Doutrina Espírita, podemos considerar o assunto em vários aspectos:
Aborto. Por que mulheres que anseiam pela maternidade experimentam sucessivas frustrações? Geralmente estamos diante de problemas cármicos, a partir de comprometimentos em existências anteriores.
A causa – quem diria! – é o mesmo aborto. Não o espontâneo, mas o induzido. A mulher que se recusa ao compromisso da maternidade, expulsando o filho que estagia em seu corpo, às portas da reencarnação, comete uma autoagressão. Produz desajustes em seu perispírito, o corpo espiritual, em área correspondente à natureza de seu delito. Em vida futura, mais amadurecida, a ansiar pela maternidade, terá problemas. Grávida, não conseguirá segurar a gestação do filho que anseia, na mesma proporção em que expulsou, outrora, filhos de seu seio.
O problema pode estar, também, no reencarnante. Se foi um suicida, traz sérios comprometimentos perispirituais que poderão repercutir no corpo em formação, a promover o aborto. Fracassos sucessivos, tanto da gestante quanto do reencarnante, os ensinarão a valorizar e respeitar a vida.
Infância. Às vezes consuma-se a reencarnação, não obstante os problemas do Espírito de passado comprometedor, mas de forma precária. Vulnerável a males variados, em face da debilidade orgânica, logo retornará à Espiritualidade. André Luiz reporta-se a um suicida, que se matou ingerindo veneno, no livro Entre a Terra e o Céu, psicografia de Francisco Cândido Xavier. Em nova existência, saúde frágil, desencarnou aos sete anos.
Um mentor espiritual explicou que aquela breve experiência na carne fora sumamente útil ao Espírito, livrando-o de parte de seus desajustes, e que ele deveria reencarnar em breve, na mesma família, já em melhores condições.
A morte prematura pode ser, também, um convite ao cultivo de valores espirituais. No livro Atravessando a Rua, comento a experiência de um casal que reencarnou com a tarefa de cuidar de crianças, numa instituição assistencial. No entanto, envolvidos pelos interesses imediatistas, ambos andavam distraídos de sua missão. Então, um mentor espiritual que os assistia, preocupado com sua deserção, reencarnou como seu filho. Foi aquela criança maravilhosa, inteligente, sensível, que faz a felicidade dos pais, que passam a gravitar em torno dela.
Consumando a intenção de despertar os pais, ele desencarnou na infância, deixando-os desolados, desiludidos, deprimidos. Encontraram lenitivo a partir do momento em que se entregaram de corpo e alma a crianças num orfanato, exatamente como fora planejado. O mentor viera apenas para ajudá-los a corrigir o desvio de rota.
Fica a pergunta, amigo leitor: O que acontece com o Espírito na morte prematura? Normalmente, um retorno tranquilo. O que dificulta nossa readaptação à pátria espiritual é o apego à vida física, os comprometimentos com a ambição, as paixões, os vícios... O Espírito literalmente entranha-se na vida física, o que lhe impõe sérias dificuldades, até mesmo para perceber sua nova condição. Já o jovem nem sempre tem esses comprometimentos. É alguém que desperta para a vida, que ainda não se envolveu. Será logo acolhido e amparado pelos mentores espirituais, por familiares desencarnados.

O grande problema dos que partem nessa condição é a reação dos que ficam. Desespero, revolta, rebeldia são focos pestilentos de vibrações desajustadas, que atingem em cheio o passageiro da Eternidade, causando- lhe aflições e desajustes, já que nos primeiros tempos de vida espiritual tende a permanecer ligado psiquicamente à família. E o que é pior – na medida em que os familiares insistem nas lembranças, quando a desencarnação ocorreu em circunstâncias trágicas, induzem o Espírito a reviver, em tormento, todas aquelas emoções. Há uma mensagem famosa de uma jovem que desencarnou no incêndio do Edifício Joelma, psicografada por Francisco Cândido Xavier, dirigida à sua mãe.
Após dizer-lhe que fora muito bem amparada e que sua morte atendera a compromissos cármicos, pediu à mãe que não ficasse recordando do incêndio nem a contemplasse, na tela de sua mente, morrendo queimada. – Cada vez que a senhora me vê assim, é assim que me sinto.
O final da mensagem de Sanson é bastante significativo e deve merecer nossa reflexão:
Em vez de vos queixardes, regozijai-vos quando praz a Deus retirar deste vale de misérias um de seus filhos. Não será egoístico desejardes que ele aí continuasse para sofrer convosco? Ah! essa dor se concebe naquele que carece de fé e que vê na morte uma separação eterna. Vós, espíritas, porém, sabeis que a alma vive melhor quando desembaraçada do seu invólucro corpóreo.
Mães, sabei que vossos filhos bem-amados estão perto de vós; sim, estão muito perto; seus corpos fluídicos vos envolvem, seus pensamentos vos protegem, a lembrança que deles guardais os transporta de alegria, mas também as vossas dores desarrazoadas os afligem, porque denotam falta de fé e exprimem uma revolta contra a vontade de Deus. Vós, que compreendeis a vida espiritual, escutai as pulsações do vosso coração a chamar esses entes bem-amados e, se pedirdes a Deus que os abençoe, em vós sentireis fortes consolações, dessas que secam as lágrimas; sentireis aspirações grandiosas que vos mostrarão o porvir que o soberano Senhor prometeu. (
Op. cit., cap. V, item 21.)
Richard Simonetti

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

  ONDE ESTAMOS ERRANDO?
            É comum surgirem crises nas instituições humanas. Somos seres falíveis, com inúmeras limitações e dificuldades, e nossas falhas pessoais refletem-se diretamente nas atividades a que nos dedicamos ou nas instituições a que nos vinculamos, seja na condição de funcionário, voluntário, diretor ou mero colaborador.
            Estas crises podem receber vários títulos: desorganização, desencontro, melindres, desentendimentos, agressões, separações, divisões, disputas, intrigas, “fofocas de bastidores”, abandonos, brigas, inimizades, calúnias, desastres financeiros e administrativos, entre tantos outros adjetivos que poderíamos colocar.
            E as instituições espíritas, compostas por seres humanos igualmente falíveis que todos somos, não estão livres desses pesadelos que colocam a perder grandes investimentos de pioneiros, no passado, como de dedicados trabalhadores do presente. Isso nos dois planos da vida e não exclusivamente do ponto de vista material, mas especialmente na valorização da condição humana nas diversas áreas que se queira relacionar.
            Muitas dessas crises são oportunidades de crescimento; outras poderiam ser evitadas e muitas – a maioria delas – simplesmente surgem porque ainda nos deixamos perder por bagatelas do relacionamento. Porém, sabe-se de onde se originam?
            É simples. Muitas crises são construídas paulatinamente pela nossa invigilância, quando:
a)      Consideramo-nos indispensáveis;
b)      Tornamo-nos centralizadores e deixamos de preparar sucessores ou continuadores;
c)      Desejamos impor pontos de vistas, considerando que somente nós sabemos;
d)      Tornamo-nos indiferentes aos sentimentos das pessoas;
e)      Desejamos fazer como achamos que deve ser feito, desconsiderando posições alheias;
f)        Desejamos abraçar todas as tarefas.
g)      Tomamos para nós o título de enviado, missionário, porta-voz da espiritualidade ou aquele trabalhador sempre consciente e infalível;
h)      Tornamo-nos fiscalizadores da conduta alheia;
i)        Deixamo-nos levar pela crítica habitual aos esforços alheios...
j)        Quando levamos para o lado pessoal...
k)      Quando consideramos as outras pessoas incapazes de levar adiante qualquer tarefa
             Será preciso continuar com tão nefasta relação? Não, são as circunstâncias humanas, não é mesmo? Infelizmente. Mas é daí que surgem as crises, que nem sempre são construtivas. Nossos pensamentos infelizes, nossa língua inoportuna, nossos gestos e posturas destroem iniciativas e “matam” ambientes, relacionamentos e instituições.
              Pessimismo? Exagero? Acredito que não.
            Estamos nos deixando perder por bagatelas... Voltemo-nos para a finalidade principal da Doutrina Espírita: o aprimoramento moral de nós mesmos.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

 PARA EVOLUIR
Que nenhuma agressão exterior te perturbe, levando-te à irritação, ao desequilíbrio.

Mantém-te sereno em todas as realizações. A tua paz é moeda arduamente conquistada, que não deves atirar fora por motivos irrelevantes.

Os tesouros reais, de alto valor, são aqueles de ordem íntima, que ninguém toma, jamais se perdem e sempre seguem com a pessoa.

Tua serenidade, tua gema preciosa.

Diante de quem te enganou, traindo a tua confiança e o teu ideal, ou envolvendo-te em malquerença mantém-te sereno.

O enganador é quem deve estar inquieto e não a sua vítima.

Nunca te permitas demonstrar que foste atingido pelo petardo da maldade alheia.

No teu círculo familiar ou social sempre defrontarás com pessoas perturbadas, confusas e agressivas.

Não te desgastes com elas, competindo nas faixas de desequilíbrio em que se fixam.

Constituem teste à tua paciência e serenidade.

Assim, exercita-te com essas situações para, mais seguro, enfrentares os grandes testemunhos e provações do processo evolutivo. Sempre, porém, com serenidade.

Livro: Episódios Diários
Joanna de Ângelis e Divaldo P. Franco

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

 “Parnaso de além-túmulo”, psicografado por Chico Xavier em 1932, foi tema de dissertação de mestrado na Unicamp

 1. Por que escolheu o título A poesia transcendente de “Parnaso de além-túmulo” para a sua dissertação de mestrado? Em que ano?
R: A defesa ocorreu em 2001. O título do trabalho alude ao projeto de Parnaso de além-túmulo, cuja poesia se propõe a transcender os limites individuais do autor empírico, Chico Xavier.
2. O “Parnaso de além-túmulo” é o primeiro livro psicografado por Chico Xavier, em 1932. De que é composto esse livro?
É uma antologia poética psicografada que, em 1932, era composta por 60 poemas atribuídos a 14 autores. Ao longo de suas edições, o livro foi crescendo, até que, em 1955, estabilizou-se com 259 poemas atribuídos a 56 poetas brasileiros e portugueses. Entre esses, encontram-se nomes consagrados, como Fagundes Varela, Antonio Nobre, Júlio Diniz, Castro Alves, Olavo Bilac, etc.; nomes pouco conhecidos, como Cornélio Bastos, Alberico Lobo, Lucindo Filho, etc.; e mesmo poetas anônimos, como A. G., Alma Eros, Marta e “Um desconhecido”.
3. Em uma parte do trabalho, você identificou pontos em comum entre poemas psicografados por Chico Xavier e a obra de autores a quem são atribuídos. Quais foram os autores estudados?
Estudei os poemas que, no livro, foram atribuídos a cinco autores: os portugueses João de Deus, Antero de Quental e Guerra Junqueiro, e os brasileiros Cruz e Sousa e Augusto dos Anjos. Como parâmetro, utilizei importantes estudos sobre esses poetas, a fim de verificar se particularidades descritas pelos críticos também fazem parte dos versos psicografados.
4. E o que você notou?
Percebi que, em grande medida, características formais e temáticas dos autores estudados também estão presentes nos versos mediúnicos. A constatação nos permite inferir: quem concebeu os poemas, além de possuir diversas habilidades poéticas, conhecia muito bem particularidades sutis daqueles autores, as quais foram apreendidas e explicitadas nos estudos críticos que utilizei na pesquisa.
5. Agora, conte-nos sobre a sua tese de doutorado. Qual é o título da tese e o ano de obtenção?
O título é O caso Humberto de Campos: autoria literária e mediunidade. Foi defendida em junho deste ano e, como a dissertação, foi financiada pela Fapesp.
6. Quem foi Humberto de Campos?
Humberto de Campos (1886-1934), nascido no interior do Maranhão, foi um escritor de grande destaque no Brasil entre os anos 20 e 40. Autodidata, foi poeta, jornalista, cronista, contista, memorialista, crítico. Entre 1912 e 1934, morou no Rio de Janeiro, onde foi escritor por profissão; escrevia para diversos jornais do país e era um dos autores de maior sucesso naquela época. Foi membro da Academia Brasileira de Letras, a partir de 1920. Em livros, sua obra tem cerca de 45 volumes, 11 deles sob o pseudônimo de Conselheiro XX. Poucas décadas após sua morte, Humberto de Campos foi caindo em esquecimento. Interessante notar que, por outro lado, o Humberto de Campos segundo Chico Xavier continua sendo lido e reeditado.
7. Narre-nos o caso Humberto de Campos, quando, em 1944, a sua viúva D. Catharina Vergolino de Campos e seus filhos entraram com uma ação judicial contra Chico Xavier e Federação Espírita Brasileira.
Quando, em 1935, Chico Xavier começou a atribuir textos a Humberto de Campos, este, como disse, era extremamente popular em todo o Brasil, ao passo que aquele era um jovem ainda pouco conhecido. Com a grande repercussão obtida por esses textos, o médium foi ganhando notoriedade também na imprensa não espírita. Essa exposição culminou em 1944, ano do “caso Humberto de Campos”, quando familiares do escritor processaram Chico Xavier e a Federação Espírita Brasileira. Por meio de uma ação declaratória, pediam que a Justiça decidisse se o autor dos cinco livros atribuídos ao “espírito de Humberto de Campos” – publicados pela FEB entre 1937 e 1943 – era ou não o próprio escritor maranhense, após sua morte. Se a resposta fosse sim, solicitavam direitos autorais; se fosse não, pediam punições aos responsáveis pelos livros. Para a grande imprensa, foi um prato cheio, mas, juridicamente, o pedido era absurdo. A ação, considerada sem cabimento, foi rejeitada pelo juiz. Ele argumentou: 1) ao morrer, o indivíduo deixa de ter direitos civis, e Humberto de Campos morrera em 1934; 2) os direitos autorais herdáveis se referem às obras do escritor produzidas antes de sua morte; 3) uma ação declaratória deve requerer a declaração de existência ou não de uma relação jurídica, e não a existência ou não de um fato. A família recorreu, mas, no mesmo ano, a Justiça reafirmou a impropriedade da ação. Uma consequência do processo, no entanto, foi a substituição do nome Humberto de Campos por Irmão X, em textos mediúnicos posteriores.
8. Algum membro da família admitiu a veracidade das mensagens do espírito Humberto de Campos?
A mãe do escritor tinha a convicção de que seu filho era o autor dos textos psicografados. Ela admirava Chico Xavier e se correspondia com ele. A viúva, ao contrário, não acreditava. Não encontrei informações sobre os filhos Henrique e Maria de Lourdes, mas o filho mais novo do casal, Humberto de Campos Filho, que em 1997 publicou o livro Irmão X, meu pai, acreditava que o espírito de seu pai era o autor dos textos que Chico Xavier psicografava. Campos Filho conheceu pessoalmente o médium em 1957.
9. Poderia nos dar um pequeno resumo da sua tese de doutorado?
Procurei entender o problema autoral dos livros que Chico Xavier atribuiu a Humberto de Campos e a Irmão X. Visto que houve tantas controvérsias com relação a esses livros, queria saber de que forma os textos mediúnicos se relacionam com a obra do escritor maranhense. Para isso, pesquisei Humberto de Campos e os referidos livros de Chico Xavier, além de muitas outras referências que se fizeram necessárias ao longo do trabalho. Entre os temas apresentados na tese, há um histórico da atribuição de autoria a Humberto de Campos e uma análise da representação do escritor após sua morte. Mostro que, em alguns textos psicografados, o autor arquitetou um notável diálogo intertextual com referências relacionadas a Humberto de Campos, entre as quais a obra do escritor e citações de autores brasileiros e estrangeiros que faziam parte do rol de leituras de Humberto de Campos.
10. Como ter acesso aos dois estudos?
Na Internet, ambos estão disponíveis na Biblioteca Digital da Unicamp:
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000236698
http://libdigi.unicamp.br/document/?code=vtls000443434

(Nome completo: Alexandre Caroli Rocha | Naturalidade: Águas de Lindóia - SP | Formação acadêmica: Graduação em Letras; mestrado e doutorado em Teoria e História Literária – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)
Fonte:  Entrevista – RIE