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terça-feira, 31 de janeiro de 2012


SOBRE A TRANSIÇÃO PLANETÁRIA

Comunicação psicografada por Divaldo Pereira Franco, de autoria espiritual de Bezerra de Menezes.
Irmãos amigos, devotados obreiros da seara de Jesus! Abraçando-os em nome dos trabalhadores do lado de cá, rogamos ao Mestre Amigo bênçãos de paz para todos.
Os novos tempos em transcurso no plano físico anunciam uma era de transformações necessárias à implementação do processo evolutivo do ser humano. Os dois planos da vida se irmanam e laços de solidariedade se estreitam, tendo em vista os acontecimentos previstos.
Em atendimento aos compromissos firmados por orientadores do Planeta, almas abnegadas se desdobram em atividades, definindo responsabilidades e tarefas a serem desenvolvidas em épocas específicas.
Não longe, porém, nas regiões purgatoriais de sofrimento que assinalam o perfil dos seus habitantes, no mundo espiritual, almas se agitam, movimentam-se, produzindo ruídos e clamores na expectativa de se beneficiarem, de alguma forma, com a programação que o Alto determina.

Desassossegados, temem as mudanças que já lhes foram anunciadas e, por não saberem ainda administrar emoções e desejos, dirigem-se às praças públicas e aos templos religiosos de diferentes interpretações para debaterem e opinarem: ora aceitam os ventos das mudanças, ora se rebelam, posicionando-se contra elas. Nesse processo, influenciam os encarnados que lhes acatam as opiniões vacilantes e, ao mesmo tempo, são por eles influenciados.


O certo é que a Humanidade chegou a um ponto de sua caminhada evolutiva que não mais se lhe permite retrocesso de qualquer natureza. Para os próximos cinqüenta anos já se delineia um planejamento destinado a ser cumprido por uma coletividade de Espíritos que irão conviver com grandes e penosos desafios.


Trata-se de uma população heterogênea constituída de almas esclarecidas e de outras em processo de reajuste espiritual. As primeiras revelam-se iluminadas pelo trabalho desenvolvido na fieira dos séculos, quando adquiriram recursos superiores de inteligência e de moralidade. Retornam à reencarnação para exercer influência positiva sobre as mentes que se encontram em processo de reparação, necessitadas de iluminação espiritual.

A atual Humanidade será pouco a pouco mesclada por esses dois grupos de Espíritos reencarnantes. Inicialmente na sua terça parte, abrangendo todo o Planeta, depois, dois e três terços. O trânsito entre os dois planos estará significativamente acelerado. Um trânsito de mão dupla, acrescentamos, pois coletividades de encarnados também retornarão à Pátria verdadeira.
Anunciam-se, então, o processo renovador de consciências por meio de provações, algumas acerbas. Uma operação de decantação que visa selecionar os futuros habitantes do Planeta, aqueles que deverão viver os alvores da Era da Regeneração.
A massa humana de sofredores, de Espíritos empedernidos, repetentes de anteriores experiências, retornará à gleba terrestre em cerca de cinqüenta anos, mas os guardiões da Terra estarão a postos, ao lado de cada encarnado ou desencarnado convocando-os á transformação para o bem.

É a era do espírito, anunciada a clarinadas na manhã do dia de ontem, 18 de abril de 2010, no momento em que o sol lançava os seus primeiros raios à Terra. Em região muito próxima ao plano físico, habitantes do Além quase que se fundiram com a humanidade encarnada para, em reunião de luz e vibração amorosa, ouvir o mensageiro de Jesus que lhes traçou as diretrizes de uma nova ordem planetária, que ora começa a se estabelecer.

Ismael falou emocionado para os representantes de todas as nacionalidades, logo após a manifestação clamorosa dos seus patronos e guias. Revelou planos de Jesus relacionados à cristianização dos homens.
Ao final da abençoada assembléia, Espíritos valorosos deram-se as mãos, envolvendo o Planeta em suas elevadas vibrações, transformadas em pérolas que caiam do alto sobre os seus habitantes, atingindo-lhes a fronte na forma de serafina luminosidade.

Estejam, pois, atentos para os acontecimentos, meus filhos. Reflitam a respeito do trabalho que se delineia e, do posto de serviço onde se encontrem, sejam, todos e cada um, foco de luz, ponto de apoio.

Ouçam as vozes do céu, pois estão marcados pela luz dos guardiões planetários. Façam a parte que lhes cabe. Sejam bons, honestos, laboriosos, fraternos.
Os dias futuros de lutas e dores assemelham-se aos "ais" apocalípticos. Surgirão aqui, acolá e mais além, implorando pela união, compaixão e misericórdia, individual e coletiva.
Assim, irmãos e amigos, não cometam o equívoco de olhar para trás, mas coloquem as mãos na charrua do Evangelho e sigam adiante. Não repitam a experiência da mulher de Ló, o patriarca hebreu que, possuidora de fé frágil, olhou para trás em busca dos prazeres perdidos, transformando-se em estátua de sal, desiludida pela aridez das falsas ilusões.

Façam brilhar a própria luz, meus filhos! Este é o clamor do Evangelho, hoje e sempre!...

Bezerra

sábado, 28 de janeiro de 2012

MÃES MÁS

O texto abaixo foi entregue pelo professor de Ética e Cidadania da escola Objetivo/Americana, Sr. Roberto Candelori, a todos os alunos da sala de aula para que entregassem à seus pais. A única condição solicitada pelo mesmo, foi de que cada aluno ficasse ao lado dos pais até que terminassem a leitura.
O Referido texto foi publicado recentemente por ocasião da morte estúpida de Tarcila Gusmão e Maria Eduarda Dourado, ambas de 16 anos, em Maracaípe - Porto de Galinhas. Depois de 13 dias desaparecidas, as mães revelaram desconhecer os proprietários da casa onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permanece sem resposta.

Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães, eu hei de dizer-lhes:
- Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
- Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar".
- Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos.
- Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
- Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci. Porque no final vocês venceram também! E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e mães; quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:

 "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo...".

As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvetes no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Nossos colegas faziam o que bem entendiam na escola, desde quebrar material e desrespeitar professores. Nós éramos obrigados a cuidar e respeitar. Ela insistia em saber onde estávamos à toda hora (ligava no nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails). Era quase uma prisão! Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia, que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata! Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos; tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde da noite com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).

Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência:

- Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.

FOI TUDO POR CAUSA DELA!

Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como ela foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES E PAIS MAUS!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

NOSSA DOR
Na Terra, via de regra, o homem lamenta os ferimentos que o atormentam, e, equivoca-se ao atribuir suas dores por conta da culpa alheia.
      Dentro da justiça divina, ninguém paga o que não deve. Se temos motivos para sofrer, se temos razões íntimas que nos fazem verter lágrimas, isso, obviamente, não tem origem na conduta daqueles que seguem conosco pelas estradas da vida.
      Sendo herdeiros de nós mesmos, logramos experimentar hoje, o reflexo do que fizemos e fomos ao longo do tempo, através das sucessivas reencarnações. Dizer o contrário, seria imputar ao próximo uma culpa indevida, enquanto estaríamos afirmando que Deus é injusto, pois que suas leis possibilitariam um padecimento que não nos é devido.
      Não, as leis naturais são sumamente justas e de amor. Nós é que ainda não aprendemos a conhecer os mecanismos do Código Divino, cheio de lógica e razão.
      Portanto, ao invés de prosseguirmos na lamentação, procuremos usar a mesma força para observar o acerto da vida em nos proporcionar as mais variadas oportunidades de aprimoramento interior, na superação dos nossos limites.
      Acomodar no pensamento a idéia de que sofremos muito e que a nossa felicidade depende da ação daqueles que vivem conosco, é, incontestavelmente, um grande erro. Sofremos apenas o que merecemos e seremos felizes na proporção do entendimento das Leis de Deus, que afirmam a cada instante ser imprescindível fazer aos outros aquilo que desejamos para nós mesmos.
      Na expressão “ajuda-te o céu te ajudará”, está o manual norteador dos nossos passos, pois que informa a necessidade de movimentarmos as próprias forças na solução dos problemas que nos afligem.
      Na verdade, não precisamos dos outros para ganharmos a felicidade, mesmo que de forma relativa, mas sim, da paz de consciência que nos assegure estarmos vivendo dentro dos preceitos apontados pelo Evangelho de Jesus, especialmente no “ amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
      Ante nossas dificuldades e nossas angústias evitemos procurar culpados, no tentame de transferir ao próximo os desequilíbrios que moram em nosso âmago.
      Em realidade, nos apresentamos hoje, nesta encarnação, trazendo conosco o aprendizado e a evolução espiritual adquirida ao longo dos séculos. Se não somos melhores e não conseguimos viver bem é porque ainda não foi possível ter uma conduta mais afinizada com as sábias lições do Cristo.
      Saiamos com firmeza e determinação, buscando a paz e a felicidade, e as acharemos. Ajudemo-nos com coragem e o “céu”, representado pelos Espíritos Benfeitores, nos ajudará, nessa empreitada.
      Confiemos.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

   PEQUENAS ATITUDES
  “Felizes daqueles que espalham a esperança, mas bem-aventurados sejam os seguidores do Cristo que suam e padecem, dia a dia, para que seus irmãos se reconfortem e se alimentem no Senhor”. ( Emmanuel, no livro “Fonte Viva”, item 74, psicografia de Francisco C. Xavier).

      A sociedade que temos, no momento, não é o oásis de paz e serenidade que idealizamos, no entanto não podemos ignorar que o processo evolutivo não dá saltos, tudo deve seguir uma lógica dentro da maturidade humana e cada um de nós, no contexto das possibilidades que sustentamos, precisamos oferecer nossa cota de contribuição, visando as melhorias que desejamos.
      Ninguém, por certo, conseguirá dar mais do que pode, mas se torna imprescindível e necessário o esforço comum, mesmo no contexto da superação pessoal, para que consigamos, o mais breve possível, promover os avanços sociais e morais que pretendemos.
      Obviamente, é pouco provável que sejamos convocados para a realização de grandes tarefas no mundo, mas sim chamados pela Providência Divina para o exercício das pequenas ações, que somadas redundarão nas melhorias que todos queremos.
      Atitudes solidárias como cumprimentar as pessoas com um sorriso abre sempre perspectivas para um bom entendimento entre os seres humanos, facilitando sobremaneira a salutar convivência social.
      A fraternidade em nosso comportamento permite que os irmãos do caminho encontrem motivação e ânimo para nos relatar, se precisarem, um problema ou uma dificuldade que podemos ajudar a resolver, muitas vezes despendendo apenas um pouco de tempo.
      O atendimento feito com gentileza e cortesia a um cliente num estabelecimento comercial, por certo, nos permitirá ganhar um novo amigo, e, a amizade, sem dúvida, é um dos maiores patrimônios que podemos amealhar sobre a Terra.
      Dirigir atenção, carinho e cuidados a uma criança ou a um adolescente, mesmo que não o conhecemos, é um gesto que dirá àquele pequeno ser em formação que ele é importante e merece ser tratado com consideração e respeito, o que muito contribuirá para a estruturação do seu caráter.
      Aos jovens nossa demonstração de dignidade, respeito ao próximo, dedicação ao trabalho, preservação dos valores reais da vida, abstinência alcoólica, tabagista e principalmente a honradez, são indicadores dos caminhos adequados que eles também terão necessidade de percorrer se realmente desejarem uma vida de paz e tranqüilidade intima.
      Sejamos pais participativos, presentes, atuantes na vida dos filhos, entendendo que a paternidade além de ser um gesto de extrema confiança Divina é uma atribuição de imensa responsabilidade, pois que os genitores estarão formando novos componentes que integrarão a sociedade, levando a ela boas ou más influências.
      Parar um instante a nossa corrida dentro da vida para poder ouvir, com atenção, alguém que vive momentos de angústias e aflições é procedimento digno e valioso para a solução de inúmeros dramas que, muitas vezes, apenas precisam palavra amigas ou o apontamento de um novo roteiro na seqüência dos dias.
      Observar as carências e as necessidades de um idoso, seja ele quem for, procurando compreender os limites que a vida lhe impôs, atuando com paciência e dedicação, conseguimos melhorar a qualidade de vida dele projetando-lhe mais conforto e serenidade.
      Ajudar a conseguir um emprego a um chefe de família em dificuldades financeiras não é tarefa difícil e pode evitar que num momento de desespero o desempregado tome deliberações que comprometam toda a sua família.
      As grandes realizações, aquelas que promovem profundas mudanças no seio social não são fácies de serem implantas, então melhor será a concretização das pequenas tarefas, quotidianamente, realizadas por cada um de nós, onde poderemos construir, sem muito alarde, o ambiente de paz e serenidade que desejamos viver.
      Contribuamos, então, com pequenas, mas salutares atitudes...

sábado, 21 de janeiro de 2012

NESTOR JOÃO MASOTTI
PRESIDENTE DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA  FEB
"TRABALHO DE UNIFICAÇÃO DO MOVIMENTO ESPÍRITA"

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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O ESPÍRITA E AS REDES SOCIAIS
 As potencialidades das redes sociais como ferramentas de divulgação doutrinária terão foco central do encontro promovido pelo Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro no próximo dia 29 de janeiro. Com a presença de especialistas, será debatido o tema "O espírita e as redes sociais", com a intenção de conhecer mais a respeito desta ferramenta, seu uso e pontecialidades em meio ao Movimento Espírita. O encontro tem início às 9h, no próprio CEERJ localizado na Rua dos Inválidos, 182, Centro.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Centro de parto normal Marieta de Souza Pereira

Divaldo Pereira Franco

Seu nome é uma homenagem à mãe de Nilson de Souza Pereira, fundador da Obra, com Divaldo Pereira Franco.
O empreendimento representa um projeto audacioso em gestação. E não apenas pelo pioneirismo, mas também porque vai exigir da Instituição muitos recursos e parcerias para que seus objetivos sejam alcançados. A iniciativa, categorizada como serviço de atendimento, avança numa área de proteção a direitos de segmentos carentes da sociedade. A meta é acolher a gestante e avaliar suas condições, propiciar a presença de acompanhamento durante o parto, assim como garantir assistência ao recém-nascido.
O CPN da Mansão do Caminho é o primeiro do Norte e Nordeste do País, concebido com a mais moderna técnica arquitetônica, construído com materiais de excelente qualidade e equipado com 06 leitos PPP (pré-parto, parto e pós-parto), apropriados para o máximo conforto e funcionalidade da parturiente e do obstetra durante a realização de seu ato médico. Além de tudo, servido com ambulância totalmente equipada para transporte da paciente para hospitais da rede pública, no caso de situações de risco ou emergência.
A Instituição gradativa e rapidamente está adequando o seu Centro de Saúde a fim de que o seu Programa de Pré Natal esteja em condições de detectar situações de risco entre suas gestantes, somente comprometendo-se em acolher para a parturição aquelas que estejam em condições clínicas satisfatórias.A expectativa é que possam acontecer de 120 a 150 partos por mês, quando o Centro de Parto Normal (CPN) da Mansão do Caminho estiver em plena capacidade.
Este Centro tem como princípio a assistência humanizada ao parto, considerando-o acontecimento de cunho familiar, social, cultural e fisiológico. “A proposta é acolher a gestante e o bebê, amando ao próximo diante da luz que se apresenta no momento em que a vida se renova” . Este é um depoimento do obstetra responsável pelo projeto, que se propõe materializar um velho sonho de Divaldo Franco: “Cuidar da criança desde o nascimento até a conclusão de sua escolaridade básica.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

 APRENDENDO A PERDOAR 
 
        
                                                           “Se perdoardes aos homens as faltas que eles fazem
contra vós, vosso Pai celestial vos perdoará também  vossos pecados, mas se não perdoardes aos homens quando eles vos ofendem, vosso Pai, também, não vos perdoará os pecados.”
                                               (Cap.X, item 2.)
 
         Nosso conceito de perdão tanto pode facilitar quando limitar nossa capacidade de perdoar. Por possuirmos crenças negativas de que perdoar é “ser apático” com os erros alheios, ou mesmo, é aceitar de forma passiva tudo o que os outros nos fazem, é que supomos estar perdoando quando aceitamos agressões, abusos, manipulações e desrespeito aos nossos direitos e limites pessoais, como se nada tivesse acontecendo.
        Perdoar não é apoiar comportamentos que nos tragam dores físicas ou morais, não é fingir que tudo corre muito bem quando sabemos que tudo em nossa volta está em ruínas. Perdoar não é “ser conivente” com as condutas inadequadas de parentes e amigos, mas ter compaixão, ou seja, entendimento maior através do amor incondicional. Portanto é um “modo de viver”.
        O ser humano, muitas vezes, confunde o “ato de perdoar” com a negação dos próprios sentimentos, emoções e anseios, reprimindo mágoas e usando supostamente o “perdão” como desculpa para fugir da realidade que, se assumida, poderia como conseqüência alterar toda uma vida de relacionamento.
        Uma das ferramentas básicas para alcançarmos o perdão real é manter-nos a uma certa “distância psíquica” da pessoa-problema, ou das discussões, bem como dos diálogos mentais que giram de modo constante no nosso psiquismo, porque estamos engajados emocionalmente nesses envolvimentos neuróticos.
        Ao desprendermo-nos mentalmente, passamos a usar de modo construtivo os poderes do nosso pensamento, evitando os “deveria ter falado ou agido” e eliminando de nossa produção imaginativa os acontecimentos infelizes e destrutivos que ocorreram conosco.
        Em muitas ocasiões, elaboramos interpretações exageradas de suscetibilidade e caímos em impulsos estranhos e desequilibrados, que causam em nossa energia mental uma sobrecarga, fazendo com que o cansaço tome conta do cérebro. A exaustão íntima é profunda.
        A mente recheada de idéias desconexas dificulta o perdão, e somente desligando-nos da agressão ou do desrespeito ocorrido é que o pensamento sintoniza com as faixas de clareza e da nitidez, no processo denominado “renovação da atmosfera mental”.
        É fator imprescindível, ao “separar-nos” emocionalmente de acontecimentos e de criaturas em desequilíbrio, a terapia da prece, como forma de resgatar a harmonização de nosso “halo mental”. Método sempre eficaz, restaura-nos os sentimentos de paz e serenidade, propiciando-nos maior facilidade de harmonização interior.
        A qualidade do pensamento determina a “ideação” construtiva ou negativa, isto é, somos arquitetos de verdadeiros “quadros mentais” que circulam sistematicamente em nossa própria órbita áurica. Por nossa capacidade de “gerar imagens” ser fenomenal, é que essas mesmas criações nos fazem ficar presos em “monoidéias”. Desejaríamos tanto esquecer, mas somos forçados a lembrar, repetidas vezes, pelo fenômeno “produção/conseqüência”.
        Desligar-se ou desconectar-se não é um processo que nos torna insensíveis e frios, como criaturas totalmente impermeáveis às ofensas e críticas e que vivem sempre numa atmosfera do tipo “ninguém mais vai me atingir ou machucar”. Desligar-se quer dizer deixar de alimentar-se das emoções alheias, desvinculando-se mentalmente dessas relações doentias de hipnoses magnéticas, de alucinações íntimas, de represálias, de desforras de qualquer matiz ou de problemas que não podemos solucionar no momento.
        Ao soltar-nos vibracionalmente desses contextos complexos, ao desatar-nos desses fluidos que nos amarram a essas crises e conflitos existenciais, poderemos ter a grande chance de enxergar novas formas de resolver dificuldades com uma visão mais generalizada das coisas e de encontrar, cada vez mais, instrumentos adequados para desenvolvermos a nobre tarefa de nos compreender e de compreender os outros.
        Quando acreditamos que cada ser humano é capaz de resolver seus dramas e é responsável pelos seus feitos na vida, aceitamos fazer esse “distanciamento” mais facilmente, permitindo que ele seja e se comporte como queira, dando-nos também essa mesma liberdade.
        Viver impondo certa “distância psicológica” às pessoas e às coisas problemáticas, seja entes queridos difíceis, seja companheiros complicados, não significa que deixaremos de nos importar com eles, ou de amá-los ou de perdoar-lhes, mas sim que viveremos sem enlouquecer pela ânsia de tudo compreender, padecer, suportar e admitir.
        Além do que, desligamento nos motiva ao perdão com maior facilidade, pelo grau de libertação mental, que nos induz a viver sintonizados em nossa própria vida e na plena afirmação positiva de que “tudo deverá tomar o curso certo, se minha mente estiver em serenidade”.
        Compreendendo por fim que, ao promovermos “desconexão psicológica”, teremos sempre mais habilidade e disponibilidade para perceber o processo que há por trás dos comportamentos agressivos, o que nos permitirá não reagir da maneira como o fazíamos, mas olhar “como é e como está sendo feito” nosso modo de nos relacionar com os outros. Isso nos leva, consequentemente, a começar a entender a “dinâmica do perdão”.
        Uma das mais eficientes técnicas de perdoar é retomar o vital contato com nós mesmos, desligando-nos de toda e qualquer “intrusão mental”, para logo em seguida buscar uma real empatia com as pessoas. Deixamos de se vítimas de forças fora de nosso controle para transformar-nos em pessoas que criam sua própria realidade de vida, baseadas não nas críticas e ofensas do mundo, mas na sua percepção da verdade e na vontade própria.        
 
Renovando Atitudes
Francisco do Espírito Santo Neto
Pelo Espírito HAMMED

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

 CARIDADE
 Toda moral ensinada por Jesus, se resume em duas simples palavras: Caridade e Humildade, isto é, nas duas maiores virtudes em que devemos concentrar todas as nossas forças em desenvolvê-las, se pretendemos erradicar de nosso espírito o egoísmo que até hoje nos mantém presos às teias da ignorância.

Em tudo que ensinou, chamou-nos a atenção apontando essas duas virtudes como sendo as que poderão nos conduzir ao encontro à eterna e verdadeira felicidade. Falou-nos ele: “Bem-aventurados os pobres de espírito, isto é os simples, os humildes, porque deles é o reino dos céus; e continuou a nos ensinar; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que gostaria que vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros; não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita”. Em todas estas passagens de seus ditos se pode tirar o ensinamento maior resumindo em caridade e humildade, eis o que não cessa de recomendar e exemplificar em todas as suas ações. Em tudo que pregou em sua passagem pelo nosso planeta, não cansou de combater o orgulho e o egoísmo que são sem dúvida as duas grandes chagas a corroer a humanidade.

O Mestre maior de todos nós não se limitou apenas a recomendar a caridade, apresenta-a como condição absoluta para a conquista da felicidade futura, assegurando-nos que as ações empreendidas pelos caridosos com certeza lhes assegurarão uma melhor posição no futuro quando a justiça divina nos chamar para a prestação de contas, como nos ensinou também em outra oportunidade “a cada um segundo as suas obras”.

Na Parábola do Bom Samaritano, considerado herético, mas que naquele momento pratica o amor ao próximo, Jesus coloca-o acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas designa como condição única. Se outras houvesse que a substituíssem ele as teria ensinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e também porque significa a negação absoluta do orgulho e do egoísmo naquele que a pratica.

O Espiritismo sendo o Cristianismo Redivivo, ou seja o cristianismo na sua pureza inicial, vem reafirmar os ensinos do seu criador com a máxima: “Fora da caridade não há salvação”, máxima essa que consagra o princípio da igualdade perante Deus, e da liberdade de consciência, deixando a todos a escolha da maneira como queiram seguir adorando o Pai Celestial, não pregando que fora do espiritismo não há salvação, pois bem sabe que o Cristo não fundou nenhuma religião, por isso mesmo respeita a liberdade de crença de todos os seus irmãos em humanidade, pois em qualquer corrente religiosa a que pertença o homem, terá aí mesmo a oportunidade de seguir os ensinamentos de Jesus.

Dediquemo-nos portanto à prática da caridade ensinada no evangelho de Jesus, pois ela nos ajudará não só a evitar a prática do mal, mas também nos impulsionará em direção ao trabalho no bem, e para a prática do bem uma só condição se faz indispensável: a nossa vontade, pois para a prática do mal basta apenas a inércia e a despreocupação, agradeçamos pois a Deus nosso Pai, por nos permitir encontrar em nossa estrada evolutiva a bênção de gozar da luz do Espiritismo.

Não significa achar que só os espíritas serão salvos; é que ajudando-nos a melhor compreensão dos ensinos do Cristo, ele nos faz, se seguirmos seus ensinos, melhores cristãos, confirmando por nossas ações que verdadeiros espíritas e verdadeiros cristãos são uma só e a mesma coisa, pois todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, não importando para tanto, que pertençam a esta ou àquela seita religiosa.

sábado, 7 de janeiro de 2012

ALCOOLISMO NA JUVENTUDE: OMISSÃO DA FAMÍLIA
“Não se educa sendo deseducado. Não se disciplina sem estar disciplinado”. ( Amélia Rodrigues, no Livro “Sementeira da Fraternidade”, psicografia de Divaldo P. Franco).

     Cresce no meio jovem o consumo de bebidas alcoólicas.      Bares, restaurantes, lanchonetes, clubes sociais, boates, avenidas estão repletas de jovens que, displicentemente, fazem uso, em larga escala e abertamente, das bebidas deletérias e nocivas que não só desfiguram e arrasam o corpo como agridem e violentam o caráter.      Contra outros tipos de tóxicos levanta a sociedade, mesmo que palidamente, no combate, nem sempre eficaz, mas o álcool, esse “veneno livre”, marcha à solta, e quase sempre apoiado por grandes e bem produzidas campanhas publicitárias e aceito com naturalidade por nós.      Tomar um “gole”, é um ato de afirmação do jovem, como sinônimo de que ele já começa a adentrar o sonhado mundo dos adultos. Puro engano.         Uma organização infanto-juvenil, em formação, sem dúvida, com ingestão de álcool não poderá possuir a saúde que teria se evitasse o consumo de tão corrosiva substância. Isso, evidentemente, sem citar os estragos morais da personalidade.      Mas o problema é muito sério e de uma gravidade sem contas.      Temos sim, necessidade de maior participação de nossas autoridades constituídas, que muitas vezes laboram com grandes deficiências de material humano e de equipamentos, ante a situação em que vive a sociedade.      Precisamos também que o comércio de bebidas alcoólicas não venda essa “tragédia engarrafada ou enlatada” aos menores. No entanto, a solução só virá com a devida conscientização da família. Não haverá outro meio e nem outros mecanismos que evitem a derrocada da grande maioria dos nossos jovens.      Já foi dito que a criança ou o jovem imita o adulto, isso significa dizer que se o jovem está utilizando o álcool foi porque viu o adulto fazê-lo.      E o que é mais grave, esses jovens, em grande escala consomem bebidas junto com seus pais, em clima de festa, de euforia mesmo. Lamentável.      Indiscutivelmente, pais que consomem álcool não têm moral para impedir que os filhos o façam. Não terão autoridade para dizer que faz mal à saúde física e ao caráter, pois que são escravos do vício.      É triste, muito triste mesmo, identificar que muitos alcoólatras que afirmam não sê-lo, escondem-se atrás das bebidas sociais, sim, aquelas que se consomem nas rodas da sociedade. O alcoólatra não é somente aquele que se estende numa sarjeta, mas é todo consumidor de álcool.      Dolorosa realidade a do alcoolismo juvenil; mais dolorosa ainda é constatar, sem qualquer equívoco, a omissão da família. Pais, indiferentes e descuidados, estimulam ou se omitem hoje, para, provavelmente, chorarem amanhã, quando dificilmente haverá tempo para reparos.      Os nossos jovens precisam muito mais do que roupas da moda, carros do ano, motos envenenadas, escolas de alto nível, médicos especializados. Eles precisam de educação, que só virá através dos exemplos dos adultos, especialmente dos adultos com quem convivem.      O jovem que se dá ao consumo de bebidas alcoólicas é vítima, muito freqüentemente, vítima da omissão familiar. Portanto, pouco vai adiantar instituição de leis, normas, fiscalizações se entre as paredes do lar, a indiferença continuar.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

O ESFORÇO RECOMPENSADO
        “Quem desejar a benção divina, trabalhe pela merecer.
        O aprendiz ausente da aula não pode reclamar benefícios decorrentes da lição”. ( Emmanuel, no livro “Fonte Viva”, item 100, Francisco C. Xavier).

        Acostumado a privilégios e a favorecimentos na Terra, quase sempre sem merecimentos, segue o homem pela vida acreditando que pode também negociar com Deus, dentro da lei do menor esforço, ou ainda, escorado na idéia de levar vantagem em tudo, sem declinar reflexões para com as coisas nobres, sublimes e realmente belas, ilusoriamente pensa que o mundo lhe dará o que anseia, gratuitamente.
        Deseja ardentemente as benesses dos “céus”, sem movimentar qualquer esforço pessoal no sentido de dar a sua cota de participação saudável, no contexto social em que vive. Busca encontrar benefícios para si e, quando muito, para os seus familiares e amigos, sem idéia de universalidade, não vendo irmãos além dos afetos que acalenta.
        Cultuando o egoísmo, carrega consigo a vontade forte de ser feliz, desconhecendo que a felicidade somente será possível, em nosso âmago, quando a plantarmos no coração do próximo.
        E, quando percebe que seus sonhos e metas não são atingidos, pois que em oportunidades variadas busca pelo impossível ou pelo irrealizável, desespera-se, caindo em profundas prostrações que se incumbem de aniquilar-lhe os melhores propósitos, propiciando o aparecimento de processos depressivos ou de inatividade, geradores de incomensuráveis quadros de sofrimentos.
        Informa-nos a sabedoria do Espírito Emmanuel que se pretendemos ter a justiça divina do nosso lado, que lutemos por merecê-la, e isso, obviamente não chegará sem que saímos a procurá-la, uma vez que foi Jesus quem noticiou: “ajuda-te e o céu te ajudará”.
        Dessa forma, importante será que vislumbremos em nossa intimidade, buscando conhecer os recursos que temos, e dentro da lição divina dos “talentos”, conforme ensina a parábola do Cristo, tenhamos pressa em encontrar quais talentos possuímos e não perdendo tempo, saíamos a multiplica-los em favor do próximo, pois quem trabalha em favor do irmão do caminho, na verdade atua em prol de si mesmo, isso porque é “dando que se recebe”.
        Assim se dermos amor, logo encontraremos quem nos decline tais sentimentos, se distribuirmos caridade, não muito longe alguém estará tendo piedade pelas aflições que passamos e nos ajudará também, se oferecermos gentilezas e fraternidade, em breve a afabilidade dos outros estará nos beneficiando com a solidariedade e ternura, se ministrarmos a educação por onde passarmos, os bons tratos e as boas maneiras nos servirão por mãos amigas. Então, não resta dúvida, se desejamos a justiça divina, se pretendemos estar de posse da tranqüilidade, da paz e da felicidade, primeiramente temos que implantá-las nos corações alheios.
        E, pela mesma lei, receberemos de volta também todo o mal que aos outros fizermos ou mesmo a indiferença, pois pela lei de causa e efeito, a vida nos retornará tudo aquilo que endereçarmos aos nossos irmãos, no contexto social que em vivemos.
        As sábias leis de Deus não apresentam segredos ou mistérios, tudo caminha dentro do princípio da compensação; o que fizermos no mundo, na mesma proporção receberemos do mundo.