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domingo, 31 de julho de 2011

  INVEJA
 Os homens são Espíritos destinados à Angelitude.

        Foram criados simples e ignorantes e gradualmente desenvolvem suas potencialidades e virtudes.

        Por muito tempo viveram os instintos em sua plenitude.

        Atualmente, deixam de forma paulatina a vida instintiva e pautam seu atuar pela razão.

        No lento processo evolutivo, alguns antigos vícios perdem sua força.

        Em seu lugar, algumas novas virtudes vicejam.

        É no trato com os semelhantes que o homem toma contato com sua realidade espiritual.

        Os embates do dia-a-dia tornam possível ao ser humano perceber suas fraquezas.

        Ciente delas pode dedicar-se ao seu combate.

        Uma das fissuras morais bastante comuns na Humanidade atual é a inveja.

        São Tomás de Aquino definiu esse vício como a tristeza que se tem em relação às coisas boas dos outros.

        O invejoso simplesmente se sente mal porque o próximo tem sucesso.

        Não há necessidade de que algo lhe falte.

        Ele apenas se considera diminuído com a grandeza alheia.

        Na realidade, por vezes se perdoa ao semelhante mais facilmente um erro do que um acerto.

        É mais fácil auxiliar quem cai do que suportar a vitória do outro.

        Ante a fome e a enfermidade, não tardam mãos que auxiliam.

        Os benfeitores, sob o prisma material, sempre ocupam lugar de realce.

        O auxílio aos miseráveis pode propiciar, de algum modo, a satisfação da vaidade.

        Bem mais difícil é ser feliz com a felicidade alheia.

        Perante alguém que vence na vida, a animosidade com freqüência torna-se acirrada.

        Não faltam fiscais e acusadores de alguém que sempre obtém algum sucesso.

        Muitas vezes ouvimos a respeito de quem enriquece: Deve estar roubando!

        Na escola, o aluno que obtém boas notas não raramente é objeto de maldosas observações.

        Ele ganha apelidos grosseiros e sofre comentários pouco generosos.

        ­Comenta-se que cola e que goza de favoritismos.

        A inveja está muito presente em nossa sociedade.

        A vontade de apontar os defeitos alheios é um indicativo desse vício em nós.

        Trata-se de uma fissura moral bastante freqüente e reveladora de grande mesquinharia.

        Prestemos atenção em nosso comportamento.

        Apliquemos firmemente a vontade em alijar de nosso íntimo esse triste defeito.

        Ser caridoso não é apenas amparar a miséria.

        Ser feliz com a felicidade alheia também é uma forma de caridade cristã.

        Valorizemos as conquistas e as virtudes dos outros.

        Somos todos companheiros na imensa jornada da vida.

        O clima psíquico da Terra é fruto da soma da vibração de todas as criaturas que nela habitam.

        Todos os homens têm a ganhar com a felicidade dos semelhantes.

        Quando alguém se eleva, com ele se ergue toda a Humanidade.

        Quando alguém cai, é prejuízo na economia moral do planeta.

        Alegremo-nos com as vitórias de nossos irmãos.

        Ao vencerem, eles não nos tiram nada.

        Muitas vezes dão preciosos exemplos, que podemos seguir.

        Sejamos solidários nas dificuldades do próximo.

        Mas participemos também, sinceramente, de seus júbilos. Redação do Momento Espírita, com base no capítulo VII do livro Leis morais da vida, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 05.05.2008

quinta-feira, 28 de julho de 2011

A VISÃO ESPÍRITA DA MATERNIDADE / PATERNIDADE ADOTIVA
(matéria publicada na Folha Espírita em novembro de 2006)
Maternidade adotiva, um exercício de Amor
Por Camila de Andrade

O pediatra e homeopata Marco Antônio Pereira dos Santos é pai de dois filhos biológicos, mas seguiu a tradição dos pais, que haviam adotado quatro, e dos irmãos, que também se dedicaram a essa tarefa, adotando outros sete. Assim, segundo relata, faz parte de uma família com “mais ou menos” 25 filhos de “maternidade adotiva”. Membro do Projeto Acalanto, um grupo de pessoas da comunidade, pais e filhos adotivos ou não, que, voluntariamente, se propõe a desenvolver um trabalho de esclarecimento, estímulo e encaminhamento à adoção, em São Paulo (SP), ele fala, abaixo, do exercício da maternidade e do quanto é importante estar uma criança no seio da família.
Folha Espírita – O que é a maternidade adotiva?
Marco Antônio Pereira dos Santos –
A adoção é um termo ligado à possibilidade de uma mãe que não tem condições biológicas naturais, por infertilidade, por uma série de situações, de, juridicamente, conseguir filhos. Ou seja, ela tem um contexto muito mais jurídico, do que social, uma vez que, conduzido o trâmite legal, essa maternidade se torna igual à outra comum. Biologicamente, a mãe não conseguiu ter um filho, mas, após o processo jurídico da adoção, aquele filho passa a ter direitos iguais a um herdeiro biológico.
FE – E ela é uma maternidade especial?
Santos –
Sim, é especial porque, apesar de não ser uma maternidade biológica, gestada no útero, o é no coração, na mente. As pessoas que se envolvem, tanto o pai quanto a mãe e a família, têm de ter uma vontade forte e compromisso com esse ideal, porque as dificuldades jurídicas, familiares, sociais e psicológicas devem ser levadas em conta e são importantes. A maternidade biológica pode ser um acidente, pode não ter sido desejada, e a vontade de Deus pode se expressar independentemente da nossa. Então, através da fertilidade natural da mãe, o plano espiritual pode programar aquela reencarnação mesmo que não seja de forma consciente da mãe naquele momento. O momento em que a mãe sabe que está abrigando um novo ser é de reflexão, de compromisso com a vida, e a partir daí se estabelece a maternidade biológica. No caso da maternidade adotiva, é uma gestação diferente, em que não há alteração do corpo da mulher, mas, sim, toda uma preparação, que pode ser feita, inclusive, por grupos de adoção como o nosso, Projeto Acalanto, onde as pessoas vão freqüentar, ouvir palestras e se preparar para as dificuldades que podem surgir, já que a maternidade e a paternidade adotivas são diferentes da biológica.
FE – Qual a proposta básica do Acalanto?
Santos –
Evitar a institucionalização de menores e prevenir o seu abandono e marginalização. Para isso, promove um elo entre as crianças desassistidas e núcleos familiares estruturados, aptos a ampará-las.
FE – Como a adoção chegou à sua vida?
Santos –
Eu já tinha dois filhos biológicos e quis ampliar esse relacionamento abrindo a possibilidade de resgatar pendências que eu tenha deixado em outras vidas e que se manifestaram através da maternidade.
FE – Você já foi criticado por conta disso?
Santos –
A crítica é natural da ignorância, porque quando você não vive uma experiência é natural que você critique aquela pessoa, que talvez queira viver aquela experiência. Meus pais já tinham adotado, e depois, meus irmãos e eu. Temos mais ou menos 25 pessoas ligadas à experiência adotiva em nossa família, todas elas agradáveis e que nos estimularam a repeti-la.
FE – Como funciona isso espiritualmente? O espírito escolhe quem vai reencarnar e adotar outro?
Santos –
É sempre uma programação diferente em cada caso. Naquelas pessoas que já trabalham mais com a idéia adotiva eles incluem a adoção no seu planejamento familiar. Várias pessoas têm o desejo secreto de adotar, mas, ao chegar aqui na Terra, em razão das dificuldades econômicas, sociais e familiares, elas se esquecem um pouco desse projeto, que fica escondido em suas mentes como um desejo secreto que pode ser transformado depois.
FE – Afinal, todas as mulheres encarnadas precisam ser mães?
Santos –
Essa é uma excelente pergunta. Existem quatro oportunidades, como espírito, para os serviços ligados à maternidade. Se eu for homem encarnado não posso ser mãe, se for desencarnado também, tanto homem quanto mulher. Ou seja, como mulher encarnada, tenho a única possibilidade de ser mãe, com um índice de 25%. Assim, biologicamente, nasço com os implementos próprios da maternidade – seios, útero, ovário, etc. Isso é uma certa orientação da espiritualidade que aquele indivíduo deve aproveitar aquela encarnação para evoluir mais rapidamente. E a maternidade é uma oportunidade de evolução maravilhosa.
FE – Então, o encontro da família adotiva não é casual?
Santos –
Na maioria das vezes, para não dizer todas, é um planejamento superior. Veja bem, se uma criança nasce para ser filho biológico de A + B, mas, infelizmente, é abandonada, pode haver uma reengenharia, sim. Tem gente que prefere deixar aquele compromisso pendente, mas em uma próxima encarnação terá de resolvê-lo. É como uma matéria da faculdade: você não pode passar de um ano para outro se deixar uma pendência. Essa visão é muito mais ampla que a lei do carma, da reencarnação, de causa e efeito, que nos abriga a ser pais. Não existe obrigação, existe a lei do amor, que nos oferece uma oportunidade.
FE – Como o tratamento espiritual pode ajudar nessas pendências?
Santos –
A convivência com a criança adotiva não é fácil. Aqueles que pensam que é só adotar e as estão resolvendo estão errados. A adoção começa ali, não termina ali. Ou seja, a partir de determinado momento a criança passa a ser filho. Você vai com ela para casa para construir uma família, algo que não é tão simples. Quando temos filhos biológicos é mais difícil ainda, porque temos de encaixar aquele elemento num planejamento que já existia. Além do lado idealista, existe o econômico, psicológico e afetivo, que precisam ser bem dimensionados. Mas eu diria que é uma experiência importante, que a casa espírita ajuda muito, através do passe, da água fluidificada, de tratamento desobsessivo. Assim como existe programação espiritual positiva, às vezes, também pode existir negativa, ou seja, podem não querer que aquela criança chegue à nossa casa. Ela pode trazer os “amigos” que querem evitar a sua convivência harmônica. Tratamentos psicológico, pediátrico e homeopático ajudam bastante.
FE – Que mensagem o senhor daria para aqueles que querem adotar, mas têm dúvidas e medo?
Santos –
É uma experiência importante na vida do espírito, vai lhe trazer muito amadurecimento, oportunidade de exercitar a maternidade, além dos laços biológicos. Nós precisamos amar a todos, sentir que Deus é nosso pai e todos nós somos irmãos. Então, a maternidade ou paternidade adotiva é um exercício de amor. 

Conheça mais sobre o trabalho do Projeto Acalanto
Para conhecer mais sobre o Projeto Acalanto acesse o site http://www.adocao.com.br/acalanto.htm ou fale com a entidade através do telefone (11) 3976-1160. Ela fica na rua Madre Nineta Junata, 126, Freguesia do Ó, São Paulo (SP)
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domingo, 24 de julho de 2011

                  OBRAS PÓSTUMAS
Eis um livro muito especial. Esquecido, infelizmente! Convido o leitor a buscar seu exemplar na estante de sua biblioteca para folhear a obra. Sugiro iniciar pelo índice para inteirar-se do conteúdo do livro. São duas partes. Na primeira delas, estudos de Allan  Kardec sobre empolgantes temas e na segunda parte anotações íntimas, detalhes da vida particular do Codificador, comunicações dos Espíritos diretamente ligados à tarefa da Codificação Espírita e a preciosidade dos textos Projeto 1868, Constituição do Espiritismo e Credo Espírita. Como se sabe, o livro foi publicado em janeiro de 1890, após a desencarnação de Allan Kardec, contento textos, estudos  e anotações encontradas em seu gabinete de trabalho.
            Apesar da riqueza dos estudos contidos na primeira parte da obra, parece-nos que a segunda parte do livro precisa ser novamente consultada e amplamente divulgada entre todos nós, principalmente a partir do texto Fora da Caridade Não Há Salvação. Referido texto dá início a uma seqüência maravilhosa de reflexões, que se distribuem nos capítulos Projeto 1868, Constituição do Espiritismo e Credo Espírita, como já citados acima.
Percepção
            Percebe-se, com clareza, que referidos textos precisam ser copiados, distribuídos, lidos e estudados em conjuntos por todos nós em nossas reuniões públicas ou íntimas de estudos, em nossas instituições, pela preciosidade de suas considerações. Pela nossa imperfeição humana, estamos muitas vezes esquecidos da caridade nos relacionamentos, nos julgamentos, ou nos iludimos com tolas vaidades, colocando a perder esforços de décadas daqueles que ergueram ou fundaram as instituições a que atualmente nos entregamos.
            Por outro lado, as anotações pessoais do Codificador, seus pensamentos íntimos (como o texto Fora da Caridade não há salvação), suas lutas e dificuldades precisam novamente serem colocados à nossa visão para refletirmos no tempo que perdemos com picuinhas e assuntos sem importância, retardando esforços no bem, onde deveríamos concentrar mais nossas atenções...
E mais conteúdo
            A obra ainda contém a Biografia de Allan Kardec, o discurso de Flammarion por ocasião do sepultamento do Codificador e os preciosos estudos intitulados Teoria da Beleza, A música celeste, Música Espírita, O Caminho da Vida e As cinco alternativas da Humanidade, entre outros.
            Quando volto a reler tais preciosidades, fico a pensar por que nos esquecemos deles? Seria leviandade nossa? Seria desprezo ou indiferença? O que nos leva a desprezar tão valiosos escritos e tão importantes reflexões de Allan Kardec?
            São textos tão importantes que deveriam constituir material de reflexão diária.
Apenas um trecho
Para concluir, motivando o leitor à consulta direta de tais tesouros na fonte original, transcrevo parcialmente um trecho do capítulo Liberdade, Igualdade, Fraternidade, não citado acima, propositalmente, para oferecê-lo agora no final:
“(...)Todos vós que sonhais com essa idade de ouro para a Humanidade, trabalhai, antes de tudo, na base do edifício, antes de querer coroar-lhe a cumeeira; dai-lhe por base a fraternidade em sua mais pura acepção; mas, para isso, não basta decretá-la e inscrevê-la sobre uma bandeira; é preciso que ela esteja no coração e não se muda o coração dos homens com decretos. Do mesmo modo que, para fazer um campo frutificar, é preciso arrancar-lhe as pedras e os espinheiros, trabalhai sem descanso para extirpar o vírus do orgulho e do egoísmo, porque aí está a fonte de todo mal, o obstáculo real ao reino do bem; destruí nas leis, nas instituições, nas religiões, na educação, até os últimos vestígios, os tempos de barbárie e de privilégios, e todas as causas que mantêm e desenvolvem esses eternos obstáculos ao verdadeiro progresso, que se recebe, por assim dizer, desde a meninice e que se aspira por todos os poros na atmosfera social; só então os homens compreenderão os deveres e os benefícios da fraternidade; então, também, se estabelecerão por si mesmos, sem abalos e sem perigo, os princípios complementares da igualdade e da liberdade. (...)”
Parece-nos que o pequeno trecho nos faz pensar seriamente em nós mesmos...

quinta-feira, 21 de julho de 2011

JOSÉ RAUL TEIXEIRA
 ISTO NÃO É ESPIRITISMO - SEGUNDA PARTE
video

quarta-feira, 20 de julho de 2011

                 UM AMIGO DE VERDADE
Você tem um amigo de verdade?
Existem muitos amigos, mas os amigos verdadeiros ainda são uma raridade.
Um dia desses, enquanto alguns amigos conversavam de forma descontraída, podia-se observar que um deles, em especial, trazia no rosto um semblante calmo, e sua serenidade espalhava um hálito de paz no ambiente.
Logo mais, aquele jovem senhor deixava o recinto para atender alguns compromissos e, com a alma dorida, falava-nos de algumas dificuldades que estava enfrentando.
Qual espinho cravado no peito, a calúnia feita por um falso amigo lhe fustigava a alma.
E, apesar de ter o coração dilacerado, ele conseguia exalar perfume ao seu redor, poupando os demais companheiros do seu infortúnio.
Falava-nos, com certa tristeza, mas sem rancor, que um amigo maledicente havia espalhado inverdades a seu respeito.
Logo mais estarei com ele e sei que irá me abraçar. E mesmo sabendo o que ele diz de mim pelas costas, retribuirei o abraço sem nada dizer. - Falava-nos aquele homem nobre.
Não negava que a atitude do amigo o incomodava, mas, em momento algum se deixou levar pelo ódio, pela mágoa ou pelo desejo de vingança.
Quem não gostaria de ter um amigo assim?
Sem dúvida, ter amigos de verdade é o que todos desejamos, mas nem sempre nos propomos a ser amigos verdadeiros.
Perdoar um amigo significa dar-lhe uma prova de amizade, pois quando cometemos algum deslize desejamos que, pelo menos, os amigos nos entendam e nos estendam a mão.
Mas, infelizmente, nem sempre agimos com os amigos da maneira que gostaríamos que eles agissem conosco.
E, no momento que ouvíamos aquele amigo de verdade mostrar tamanha compreensão para com o seu caluniador, lembramo-nos de  Jesus.
Quando Judas chegou, trazendo os guardas para o prender, Jesus dirigiu seu olhar compassivo ao traidor e lhe perguntou: A que vieste, amigo?
Jesus não só perdoou o amigo infeliz, como também compreendeu a sua miséria moral.
Em outro momento, quando Pedro negou que o conhecia, por três vezes, e se desesperou ao perceber que Jesus o observava, sereno, por entre as grades da prisão, o Mestre o consola:
Pedro, os homens são mais frágeis que verdadeiramente maus.
Certamente um afago que Pedro jamais esqueceria...
Um amigo de verdade, diante dos maus passos dos amigos, age com compaixão, com piedade, com tolerância, com benevolência...
São amigos assim que fazem falta no mundo...
Um amigo que olhe nos olhos, sem nada para esconder...
Um amigo que defenda o seu amigo ausente diante de comentários maldosos...
Um amigo que não tenha medo de dizer que é amigo...
Que não sinta vergonha de admitir que está com saudades...
Que ligue tarde da noite só para saber se o amigo está bem, porque teve um sonho ruim com ele e quer se certificar de que foi apenas um sonho...
Por tudo isso, vale a pena pensar um pouco sobre esse tesouro que se chama amizade.
E é sempre bom lembrar que não se consegue construir amizades sólidas em bases falsas e mentirosas.
Se você acha bom ter um amigo de verdade, lembre-se de que não se pode só desejar amigos assim, é preciso ser um amigo verdadeiro.
*   *   *
Amigos são como flores nobres semeadas ao longo do nosso caminho, para que possamos aspirar perfume em todas as estações.
Redação do Momento Espírita, com base
 em fato ocorrido com Raul Teixeira.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

MANIFESTO ESPÍRITA SOBRE O ABORTO



Quando começam os direitos da pessoa?
Para o Espiritismo, a existência de um princípio espiritual ligado ao corpo desde o momento da concepção não é mero artigo de fé. Trata-se de evidência comprovada pela observação – embora a chamada Ciência oficial ainda não tenha reconhecido tal evidência. Relatos de pessoas, em estado de hipnose ou em lembranças espontâneas, mesmo de crianças, que retratam passagens de outras vidas e de época em que o ser ainda se encontrava no ventre materno, revelam uma consciência pré-existente ao corpo. Essas evidências, que vêm sendo estudadas nos últimos anos por pesquisadores de diversos países, confirmam a posição da Doutrina Espírita, em O Livro dos Espíritos (Questão 344):
"Em que momento a alma se une ao corpo?
— A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimento. Desde o instante da concepção, o Espírito designado para habitar certo corpo a este se liga por um laço fluídico, que cada vez vai apertando até o instante em que a criança vê a luz (...)."
Desse modo, o ser que se desenvolve no ventre materno, a partir da fecundação do óvulo já é uma pessoa – sujeito de direitos – constituída de corpo e alma.
Felizmente, a Constituição Brasileira e o Código Civil são, neste ponto, coerentes, com a formação espiritualista do povo brasileiro (incluindo católicos, protestantes, espíritas e outras denominações, que constituem, no seu conjunto, a maioria da nossa população). O artigo 5º da Constituição assegura "a inviolabilidade do direito à vida", elegendo assim tal direito a princípio absoluto, não passível de relativização. E o artigo 4º do Código Civil afirma que "a personalidade civil do homem começa pelo nascimento com vida, mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro". Reconhece-se desse modo que o nascituro já é uma pessoa, sujeito de direitos, o que está de acordo com todas as concepções espiritualistas acima citadas.
A Lei e o Aborto
O Código Penal de 1940, em seu artigo 128, diz o seguinte: "não se pune o aborto se não há outro meio de salvar a vida da gestante e ou se a gravidez resulta de estupro". Em vista disto, os parlamentares elaboraram o projeto de lei 20/91, que regulamenta o seu atendimento na rede pública de saúde. Esse projeto, aprovado recentemente pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, na prática, é uma reafirmação do artigo 128, do Código Penal, garantindo às mulheres o efetivo exercício de um direito.
E há outros projetos que propõem a completa discriminalização do aborto.
Mas, diante do princípio absoluto do direito à vida, garantido pela Constituição e partilhado pelo Espiritismo, não se pode admitir qualquer relativização ou condicionamento deste direito.
Segundo O Livro dos Espíritos (Questão 358):
"Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?
— Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre ao tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, porque isso impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando."
A Vida da Mãe em Risco
No caso de risco de vida da mãe — único aborto aceito pela Doutrina Espírita — existem duas vidas em confronto e é necessário escolher entre o direito de dois sujeitos. Assim reza O Livro dos Espíritos (Questão 359):
"Dado o caso em que o nascimento da criança pusesse em perigo a vida da mãe dela, haverá crime em sacrificar-se a primeira para salvar a segunda?

— Preferível é se sacrifique o ser que ainda não existe a sacrificar-se o que já existe." (Entende-se que o ser referido seja o ser encarnado no mundo, após o nascimento).
O Estupro
No caso de estupro, quando a mulher não se sinta com estrutura psicológica para criar o filho, a Lei deveria facilitar e estimular a adoção da criança nascida, ao invés de promover a sua morte legal. Sobrepõe-se o direito à vida ao conforto psicológico da mãe.
O Espiritismo, considerando o lado transcendente das situações humanas, estimula a mãe a levar adiante a gravidez e até mesmo a criação daquele filho, superando o trauma do estupro, porque aquele Espírito reencarnante terá, possivelmente um compromisso passado com a genitora.
O Aborto Eugênico
Embora não regulamentado por Lei, o aborto eugênico (de feto portador de malformação congênita irreversível) também vem sendo praticado no Brasil, já abrindo caminho para a sua legalização. Também neste caso, não se poderia admitir infração ao direito à vida, sendo dever de todo cidadão, partidário deste princípio, opor-se a esta prática, apenas aceitável em sociedades impregnadas de filosofias eugênicas, tal como Esparta antiga ou a Alemanha nazista, mas incompatível com uma sociedade majoritariamente cristã.
O Espiritismo se manifesta especificamente sobre o assunto, alertando que o Espírito, antes de reencarnar, escolhe esta ou aquela prova (o nascimento em corpo defeituoso ou mesmo a morte logo após o parto), como oportunidade de aprendizado e resgate de erros cometidos no passado.
O Direito de escolha da Mulher
Invoca-se o direito da mulher sobre o seu próprio corpo como argumento para a discriminalização do aborto. Mas o corpo em questão não é mais o da mulher, visto que ela abriga, durante a gravidez um outro corpo, que não é de forma alguma uma extensão do seu. O seu direito à escolha precede o ato da concepção e se subordina ao direito absoluto à vida.
O Espiritismo, admitindo a presença de um Espírito reencarnante no nascituro, considera que a mulher não tem o direito de lhe negar o direito à vida. 
Conclusão
É inadmissível que pequeníssima parcela da população brasileira, constituída por alguns intelectuais, políticos e profissionais dos meios de comunicação e embebida de princípios materialistas e relativistas, venha a exercer tamanha influência na legislação brasileira, em oposição à vontade e às concepções da maioria do povo e contrariando a própria Carta Magna de 1988. O direito à vida não pode ser relativizado, sob pena de caminharmos para a barbárie e para a quebra de todos os princípios que têm orientado a nossa cultura cristã. Em que pesem as pretensões daqueles que querem conduzir a opinião pública, desviando-se de suas verdadeiras aspirações, o povo brasileiro continua em sua maioria cristão (seja esse Cristianismo manifestado na forma católica, protestante, espírita ou outra), adepto da existência de um princípio espiritual no homem e portanto defensor da vida humana, como direito inalienável.
O nascituro não é uma máquina de carne que pode ser desligada de acordo com interesses circunstanciais, mas um ser humano com direito à proteção, no lugar mais sagrado e inviolável que a natureza criou: o ventre materno. 
(Manifesto aprovado na reunião do Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, nos dias 7, 8 e 9 de novembro de 1.998)
 FEB  e  CFN (DF)

quarta-feira, 13 de julho de 2011


                  NOSSA CONSCIÊNCIA
Se a consciência está pesando, é sinal de que se tem consciência. Parece brincadeira, mas é muito sério.

Problemas de consciência surgem - como? Quando o nosso hoje briga com o nosso ontem, por não aceitarmos mais nosso comportamento do passado, não importa que este passado seja o dia imediatamente anterior ou há trinta anos.
Eles costumam nos deixar deprimidos, cheios de culpa e remorso. No entanto, estagnar neste estado é a pior coisa que podemos fazer, pois até os problemas conscienciais têm um lado positivo que poucos conseguem enxergar: eles indicam que nós mudamos!
Que não aceitamos mais determinadas coisas. E isto é muito positivo.
Quer dizer, provavelmente, que se a cena se repetisse hoje, agiríamos melhor.
Quanto ao peso em si, que incomoda, existe uma única maneira de eliminá-la. Esta maneira é saber que estamos fazendo tudo no sentido de reparar o que fizemos, de consertar as conseqüências ruins de nossos atos.
Não precisamos esperar que o processo de Causa e Efeito nos conduza a isto. Sempre há alguma coisa que pode ser feita no presente momento, como procurar quem prejudicamos, corrigir equívocos ou minorar suas conseqüências. Seja o que for, torna-se logo evidente para nós, bastando para isso que o queiramos... Porém, e se o meu adversário estiver longe, ou estiver desencarnado?

"Cuida do teu íntimo e deixa que a vida encaminhará as separações necessárias".

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A GRANDE CERTEZA 
       Quando acordamos de manhã, não temos certeza de como será nosso dia. Pode cair uma chuva e mudar todos os nossos planos. Pode um pneu do veículo furar a caminho do trabalho. Pode um telefonema trazer um convite inesperado. Mil possibilidades...
       No entanto, quem está vivo pode ter uma única e grande certeza: a certeza de que, um dia, vai morrer. Quem tem fé, pode ter a certeza de uma vida depois desta vida. Mas uma certeza que todos os que estão vivos têm, mesmo os incrédulos e os ateus, é a morte.
       Morrer - observa Herculano Pires - não é uma opção ou uma possibilidade. Morrer é tão certo, que devia existir uma Educação para a Morte, do mesmo modo que somos educados para a vida. E ele escreveu um livro com esse título, para explicar como seria.
       As religiões não deviam nos preparar para morrer?
       De certo modo, elas preparam, mas não conseguem tranqüilizar um grande número de pessoas, e o temor não cessa por que se freqüenta este ou aquele templo religioso.
       Acredito que o primeiro passo para uma Educação para a Morte (conforme propõe Herculano Pires) seria encará-la com naturalidade, como um fato da vida, do mesmo modo que o nascimento, a alimentação e a reprodução. Afinal, qual é a definição clássica de seres vivos? Seres vivos são aqueles que nascem, crescem, alimentam-se, reproduzem-se e morrem.
       Como Allan Kardec pesquisou a morte? Conversando com os "mortos", com os Espíritos que viveram na Terra e passaram para o Plano Espiritual. Este é o modo mais natural de lidar com a morte.
       O sono - dormimos todos os dias - é algo parecido com o que acontece no desencarne. Quando dormimos, nosso Espírito se desprende parcialmente do nosso corpo e desfruta de um grau de liberdade que lhe permite visitar lugares distantes e entrar em contato mais direto com os habitantes do Plano Espiritual.
       A diferença entre dormir e morrer é que o sono é um desprendimento parcial, permanecemos ligados ao corpo por um cordão fluídico, enquanto que na morte o desprendimento é completo.
       Quer dizer que todos os dias fazemos uma prévia do momento da morte e de forma tão natural, que ninguém em seu juízo perfeito se apavora, só porque está na hora de ir para a cama.

sexta-feira, 8 de julho de 2011


                    DOR E SABEDORIA
Há males que vêm para o bem, diz o ditado.
Mas podemos tirar um bem de todos os males, dependendo da maneira como os vemos e de como passamos por eles.
Nosso modo, geralmente superficial, de ver leva-nos a considerar um acontecimento bom ou ruim, só pelo seu aspecto mas exterior.
No entanto, tudo encerra um aprendizado, e este aprendizado é a finalidade do que nos acontece. Se há vitória ou derrota, se há alegria ou tristeza, o importante é que há sempre um ensinamento para ser extraído e uma mensagem para ser compreendida.
É assim, também, com o que chamamos de doenças.
Que bem pode haver numa doença?
A oportunidade de percebermos o que há de errado conosco. As desordens de ordem física, emocional e mental, via de regra, nos alertam para o fato de que não estamos agindo bem conosco mesmos, que cometemos abusos, fizemos coisas contrárias as leis da Natureza ou adotamos uma postura interior auto-destrutiva.
E qual é a mensagem?
A dor serve para chamar nossa atenção. Ao contrário do que geralmente se diz, a dor não serve para nos punir. O sofrimento em si mesmo jamais será meio de evolução, num Universo onde a Lei Maior é a do Amor. A dor, simplesmente, vem nos acordar.
E uma vez que seu objetivo seja alcançado, ela perde sua razão de ser. Em outras palavras: uma vez que a dor nos tenha levado a encontrar a sua causa, que estejamos conscientes da necessidade de eliminá-la e decididos a fazê-lo, é o momento em que começamos a nos curar. Só então,qualquer tratamento poderá ser realmente eficaz.
Enquanto não se chega a tal nível de consciência, tudo será paliativo, serão feitas tentativas válidas de melhorar a qualidade de vida e minorar os sintomas, porém o problema continuará a existir.
Portanto, se você já procurou toda espécie de terapia, se já bateu em todas as portas e a dor persiste, pare e analise. É que a lição, no seu caso, ainda não foi compreendida. Você ainda não extraiu sabedoria dessa situação.

terça-feira, 5 de julho de 2011

INTELIGÊNCIA E AMOR


Instrumentos de incrível precisão singram os espaços infinitos...

Técnicas avançadas são postas a serviço da inteligência para atenderem aos vôos da imaginação exaltada...

Cálculos incomparáveis ampliam os horizontes da Matemática a fim de atenderem às exigências da indagação hodierna.

E o homem, ávido de novos rumos, avança para fora da órbita do domicílio em que se encontra engastado, na Terra, procurando soluções que, no entanto, se encontram nele mesmo, se se dispuser a mergulhar nos labirintos da alma para decifrar os enigmas que o afligem.

Todavia, a inteligência, aplicada na elucidação dos inquietantes quesitos da vida, tem-se divorciado do sentimento para prejuízo do homem mesmo, que se atormenta, cada dia e a toda hora, vítima da própria irresponsabilidade.

É que a chama do intelecto não prescinde do óleo do coração, para arder com a potência necessária à produção de luz e calor, suficientes para manterem o lume de felicidade.

E quando aquele se desenvolve sem o combustível deste, incêndio voraz irrompe na máquina da ordem tudo devorando, tudo destruindo, ou, por falta dos elementos combustíveis, a paralisia tudo condena ao aniquilamento.

Por isso, se a Astronáutica intenta colocar o homem no satélite da Terra ou nos planetas vizinhos, projéteis balísticos são testados, diariamente, em franca ameaça à civilização que os fabrica.

Enquanto belonaves aéreas cruzam os espaços, encurtando as distâncias em nome do conforto e da pressa, radares ultra-sensíveis comandam teleguiados que podem destruí-los quando utilizados com outras finalidades.

Cidades flutuantes que competem em conforto e luxo com as grandes Metrópoles de terra, edificadas para o ócio e o gozo, cruzam os mares acondicionando prazer e fortuna; no entanto, sonares ativos favorecem torpedos que as desmoronam, tudo transformando em ferro retorcido e ruína que as águas sepultam...

... E a carreira armamentista se processa em termos indescritíveis...

Quando o coração se converte ao bem, a inteligência se desdobra em serviço nobre e enovador.

Há dois mil anos já, as mãos de Jesus, atendendo ao impositivo da sua mente excelsa, semeou as estrelas da caridade - filhas do amor - nos céus escuros das consciências, como um sol gentil a adornar de luz o firmamento...

É imperativo consorciar mente e sentimento nas esferas do trabalho, para que a vida se converta, no Orbe, em estância de harmonia e paz.

Para tanto se faz imprescindível que cada cristão atenda ao programa que lhe compete.

A sociedade tem início na família, e esta começa no indivíduo.

Se o cristão em atividade não dispõe de bastante serenidade para atender às questiúnculas que o surpreendem, com o tirocínio que dele se espera, não está preparado para participar da família ampliada...

Se ingere altas doses de cólera e verte volumosa quantidade de desacato, não pode contribuir para um mundo melhor, uma sociedade mais feliz.

Se reage ao invés de agir, é peça desajustada na máquina do progresso.

A mensagem cristã atualizada pelo Espiritismo é roteiro pacificador, diretriz equilibrante, via de segurança...

Imperiosa ordem, disciplina, obediência às instruções da Boa Nova para resultados salutares, eficientes.

Quem não se domina, é incapaz de dirigir...

Quem não sabe obedecer, não dispõe de valor para orientar...

Por essa razão é necessário harmonizar lucidez da mente com emoção sentimental, para o real equilíbrio.

A paz do mundo é serva da paz do lar, e esta é escrava da paz do homem...

A grande máquina depende de humildes parafusos ou pequeninos minérios que as ajustam.

Jesus, falando às multidões, utilizou-se das imagens humildes e conhecidas do povaréu; nas sinagogas selecionou expressões compatíveis com o conhecimento dos interlocutores que o inquiriram; diante, no entanto, da empáfia e parvolice, elegeu o silêncio e o trabalho como respostas serenas, inconfundíveis, amando, porém, indistintamente.

E o Espiritismo, que no-Lo traz de volta na atualidade, se fala a elevada linguagem da Filosofia e da Ciência, atendendo às imperiosas questões do momento, também repete a singela linguagem que é roteiro para todas as épocas:

"Fazei a outrem o que desejardes que outrem vos faça", exaltando o amor ao lado das conquistas valiosas da inteligência.

Autor: Joanna de ÂngelisPsicografia de Divaldo Franco. Livro: Dimensões da Verdade