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domingo, 26 de agosto de 2012

TATUAGENS
Muitas pessoas têm dúvida se o Espiritismo permite tatuagens para o trabalhador espírita. Em princípio, cabe lembrar que a Doutrina Espírita nada proíbe. No entanto, dota os indivíduos de elementos para reflexão para que decidam conscientemente. Não é a utilização de tatuagens que desmerecerá o caráter de uma pessoa. No entanto, alguns tipos de tatuagens, com motivos funestos, classificam-se como inconvenientes e impróprias para um trabalhador espírita.
Segundo Divaldo Pereira Fraco, respeitado médium e orador espírita, pessoas que tatuam o corpo inteiro ou o enchem de piercings, são almas que ainda trazem reminiscências vivas de encarnações em épocas bárbaras, quando guerreiros sanguinários se utilizavam desses meios para se impor frente aos adversários.
Necessário sairmos da superficialidade. A questão cultural é muito importante para entendermos porque alguns povos adotam certos costumes estranhos a outras culturas. Na Tailândia, fronteira com Myanmar, antiga Birmânia, existe uma tribo isolada onde as mulheres cultuam pescoços longos. Para tal, utilizam argolas no pescoço, desde a infância, para provocar o aumento do pescoço.
Para os integrantes da tribo, todo este procedimento é muito natural, pois faz parte de suas crenças e seus costumes. Trata-se de culto ao corpo e a beleza, sem conotação de auto-agressão.
Nota-se que a compreensão espiritual dos nativos dessa tribo é bastante diferenciada do restante do mundo. Essas particularidades de entendimento implicam em conseqüências diferentes no mundo espiritual, pois cada qual está na situação de elevação espiritual que já tenha conquistado.
É necessário compreender o indivíduo de forma integral. As reações expressas no corpo são conseqüências de seus pensamentos e, estes, resultado das crenças, experiências e visão de mundo. Tudo é muito relativo até que se descubra como funcionam determinadas Leis Divinas. A Doutrina dos Espíritos não proíbe - esclarece. Não condena - conscientiza. Não se coloca ‘em cima do muro’, mas mostra como construir e trilhar o melhor caminho.
Uma tatuagem por si só não faz ninguém melhor ou pior. No entanto, perguntemos o que está por trás dessa tatuagem? Quais sãos os sentimentos, os anseios, as crenças daqueles que cobrem seus corpos com tais símbolos?
É preciso compreender as razões de alguém tatuar todo o corpo, camuflando-se de si mesmo. Grande parte o faz conduzido pelo modismo. Outros tantos ainda se encontram presos a hábitos de outras encarnações, que transitam do inconsciente para o consciente do indivíduo, resultando na transfiguração do indivíduo.
O Espiritismo não julga, porém compreende que, com o amadurecimento, o Espírito cultivará apenas os valores que nortearão sua verdadeira vida. Tatuagens, piercings são todas práticas  transitórias. Convém perceber, contudo, se tais pessoas estão abaladas, desequilibradas emocional e espiritualmente. O que as faz quebrar a barreira do bom senso e do discernimento? Por que provocam para si as dores e sofrimentos?
Frente a tais perguntas, a Doutrina Consoladora busca no íntimo do ser o seu real problema. Convida-o ao autoconhecimento e ao exercício do auto-aprimoramento. Recomenda bom senso, amor a si mesmo, equilíbrio e a busca incessante ao Pai Criador, o único que poderá nos preencher de alegria e felicidade.
Hoje a moda cobre o corpo de desenhos e objetos. Amanhã o mundo será coberto de almas verdadeiramente engajadas no trabalho de servir, deixando de lado o culto exterior – superficial – para as conquistas de valores espirituais duradouros.
Analisemos a alma para descobrir o porquê do estado do corpo. Compreendamos o profundo para entender claramente o superficial. O certo e o errado; o bem e o mal nada mais são que experiências condizentes ou não com as Leis Naturais. Valorizar o corpo e a alma é ensinamento que todos os homens compreenderão e, então, já não discutiremos assuntos superficiais, mas assuntos da alma. Deixando do lado o embrulho para valorizar o conteúdo.

domingo, 19 de agosto de 2012

ANDRÉ LUIZ 
"A VIDA NO MUNDO ESPIRITUAL"
Desnecessário relatar a importância e a contribuição de André Luiz para a melhor compreensão dos ensinamentos da Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec. Segue resumo das suas obras:


Nosso Lar (1943): André Luiz narra a sua experiênciaapós a desencarnação, descrevendo em detalhes o período passado no Umbral. Relata a emoção de ter sido socorrido e levado a uma cidade espiritual denominada "Nosso Lar", revelando informações antes desconhecidas sobre o Plano Espiritual. 

Os Mensageiros (1944): Alertaaos médiuns quanto à necessidade da prática dos ensinamentos na esfera íntima, evitando surpresas negativas, quando do retorno ao Plano Espiritual. 

Missinários da Luz (1945): Descreve vários processos mediúnicos e como se desenvolvem as providências do plano espiritual, antes, durante e após as reuniões mediúnicas. São descritos atendimentos realizados a encarnados e desencarnados. Destaque ao relato do processo de reencarnação de um espírito, a partir da sua fecundação. Contém também interessante relato sobre a programação da existência terrena.

Obreiros da Vida Eterna (1946): Esclarece o processo da desencarnação, substituindo o medo pela compreensão deste fenômeno natural.

No Mundo Maior (1947): Análise dos distúrbios psíquicos a partir do Plano Espiritual, trazendo-nos a abalisada opinião de Espíritos especialistas (Instrutores espirituais). São enfocados os encontros e desencontros da Medicina terrena ante as lições da Doutrina dos Espíritos. Os esclarecimentos espirituais trilhando pela simplicidade e por exemplos possibilitam a todos nós compreendermos como se processam e como devem ser administrados os casos de: esquizofrenia, epilepsia, neuroses várias, fobias, idéias fixas, sentimentos de culpa e mongolismo. 

Agenda Cristã (1947): 
 Curso de espiritualidade onde André Luiz apresenta um ementário de recomendações rigoristas.

Libertação (1949): Aborda as culpas advindas a todos aqueles encarnados e desencarnados que trilharam pelos descaminhos morais, prejudicando a si mesmos e ao próximo. 

Entre o Céu e a Terra (1954):André Luiz revela a história de Amaro, Zulmira e Odila, dentre outros, recuando nos acontecimentos de suas anteriores existências, desde a Guerra do Paraguai até os dias do Rio antigo. Objetiva mostrar a vida comum das almas que aspiram à vitória sobre si mesmas, aproveitando o tempo para a aquisição do progresso moral.

Nos Domínios da Mediunidade (1954): Obra dedicada inteiramente à mediunidade. Vida e Morte, berço e túmulo, experiência e renovação, nada mais são do que simples etapas seqüenciais do progresso espiritual, expressando-se, pujantes, num "hoje imperecível". Nossa mente é o nosso endereço e nossos pensamentos são as nossas criações de luz e sombra, de liberdade ou escravidão, de paz ou tortura.

Ação e Reação (1957): André Luiz e Hilário visitam as sombrias regiões umbralinas, onde colhem as lições desta obra. O sofrimento dos Espíritos desencarnados, que quando na romagem terrena obnubilaram a consciência, é aqui descrito sem rodeios, servindo como poderoso alerta para todos nós.

Evolução em Dois Mundos (1958): André Luiz alia os conceitos da ciência com a mensagem consoladora de Jesus reavivada pelo Espiritismo, oferecendo admirável estudo científico sobre o harmonioso elo existente na evolução da alma nos dois planos da vida: o mundo material e o mundo espiritual.

Mecanismos da Mediunidade (1959): Apresenta o estudo e a explicação espírita da mediunidade à luz da ciência. Oferece aos médiuns e estudiosos do tema os recursos para a compreensão de complexas questões da física e da fisiologia que, inteligentemente, vão sendo relacionados com os inúmeros aspectos da mediunidade. 

Conduta Espírita (1960): Coletânea de mensagens esclarecedoras que indicam como agir perante as múltiplas situações e opções que se apresentam na vida do homem. 

Sexo e Destino (1963): Neste livro estão as respostas a esta e a outras das várias indagações sobre o relacionamento sexual humano, com as implicações na vida do Espírito imortal, possibilitando aos interessados "aprender com a biblioteca da experiência". Sexo e destino, amor e consciência, liberdade e compromisso, culpa e resgate, lar e reencarnação, constituem os temas deste livro, nascido na forja da realidade cotidiana. Homossexualismo, poligamia, divórcio, inibições físicas, crimes sexuais todos estes temas são aqui analisados sob foco da Espiritualidade, em especial da Lei de Ação e Reação, culminando com a certeza inamovível do grande Amor do Pai para com todos, não permitindo que uma única ovelha do Seu redil se perca, em especial as transviadas. 

Desobsessão (1964): Este livro presta valioso auxílio àqueles que se propõem a tratar, com a devida seriedade, em reuniões específicas do centro espírita, o grave problema da obsessão, que, como as mais diferentes e temíveis doenças do corpo físico, se constitui em flagelo da humanidade.

E a Vida Continua (1968): Tem como tema principal a condição mental dos habitantes da espiritualidade, apresentando o retrato espiritual da criatura ao desencarnar, com o objetivo de demonstrar que a vivência dos habitantes do Além está relacionada com sua condição mental.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

SONHOS NA VISÃO DA DOUTRINA ESPÍRITA
Martins Peralva, em seu livro 'Estudando a Mediunidade', no capítulo 17 descreve três tipos de sonhos: comuns, reflexivos e espíritas. De acordo com Peralva, os sonhos comuns são "aqueles em que nosso Espírito, desligando-se parcialmente do corpo, vê-se envolvido e dominado pela onda de imagens e pensamentos seus e do mundo exterior, uma vez que vivemos num misterioso turbilhão das mais desencontradas idéias". Neste caso, os sonhos seriam a resultante das atividades cerebrais do indivíduo.
Como sonhos reflexivos, Peralva categoriza aqueles em que "a alma, abandonando o corpo físico, registra as impressões e imagens arquivadas no subconsciente e plasmadas na organização perispiritual". Este caso é uma variante do primeiro, com a diferença que os elementos constitutivos da recordação onírica são decorrentes das experiências do Espírito, independente das suas memórias orgânicas. Já nos sonhos espíritas"a alma, desprendida do corpo, exerce atividade real e afetiva, facultando meios de nos encontrarmos com parentes, amigos, instrutores e, também, com nossos inimigos, desta e de outras vidas".
Esta classificação está de acordo com as respostas dadas pelos Espíritos Benfeitores à Allan Kardec em 'O Livro dos Espíritos', além das próprias ponderações do Codificador. Logo na questão 401, a Espiritualidade informa que durante o sono, o Espírito "percorre o espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos", dando-nos conta da possibilidade dos sonhos espíritas. Esta possibilidade é ampliada na pergunta 402, quando afirmam ter o Espírito a capacidade de "lembrança do passado e às vezes a previsão do futuro". E Kardec completa: "os sonhos são o produto da emancipação da alma (...) Daí também a lembrança que retraça na memória os acontecimentos verificados na existência presente ou nas existências anteriores" (comentários de Allan Kardec à questão 402).
Kardec trata também dos sonhos denominados "comuns", destacando que nem sempre lembramos daquilo que vimos durante o sono, apontando como causa deste esquecimento o pouco desenvolvimento de nossa alma. Em decorrência disso, com maior freqüência temos sonhos desta natureza, resultado principalmente da "perturbação que acompanha a vossa partida e a vossa volta, a que se junta a lembrança do que fizestes ou do que vos preocupa no estado de vigília" (comentário de Allan Kardec à questão 402).
Lembramos que esta classificação não é definitiva e apenas nos possibilita, didaticamente, compreender melhor este fenômeno tão importante. Cumpre ressaltar ainda que as lembranças que temos dos sonhos geralmente são fragmentárias, agregadas por cenas e situações vivenciadas durante a vigília. Mesmo os sonhos espíritas, resultado de nossa vivência no Mundo Espiritual, não são lembranças fiéis, uma vez que, mesmo dormindo, não nos desprendemos completamente de nossas idéias e preocupações.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

video
QUERO VIVER ALGO ASSIM
A felicidade depende das qualidades próprias do indivíduo
e não do estado material do meio em que se acha.
Allan Kardec

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CIRURGIAS ESPIRITUAIS
A inefável misericórdia de Deus sempre proporciona ao ser humano os recursos hábeis para que a paz, o bem-estar e a saúde o alcancem, embora os percalços existenciais.

Quando escasseiam os meios humanos convencionais, nunca faltam os valiosos contributos da oração, da inspiração, da ajuda espiritual direta ou indireta, proporcionando os tesouros incalculáveis do amor para tornar a vida mais suave e menos dorida.


Todos os dissabores e enfermidades de qualquer procedência encontram no Espírito as causas que os desencadeiam no corpo, na emoção ou no psiquismo. O ser real é sempre o responsável por quaisquer ocorrências no trânsito carnal. Em conseqüência, todas as providências saneadoras de distúrbios devem ser direcionadas às matrizes, ao veículo modelador orgânico...

domingo, 5 de agosto de 2012

FAMÍLIA
De todas as associações existentes na Terra – excetuando naturalmente a Humanidade – nenhuma talvez mais importante em sua função educadora e regenerativa: a constituição da família.
De semelhante agremiação, na qual dois seres se conjugam, atendendo aos vínculos do afeto, surge o lar, garantindo os alicerces da civilização. Através do casal, aí estabelecido, funciona o princípio da reencarnação, consoante as Leis Divinas, possibilitando o trabalho executivo dos mais elevados programas de ação do Mundo Espiritual.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

SEMEADURA
“Mas, tendo sido semeado, cresce.” -  Jesus. (MARCOS, capítulo 4, versículo 32.)
É razoável que todos os homens procurem compreender a substância dos atos que praticam nas atividades diárias. Ainda que estejam obedecendo a certos regulamentos do mundo, que os compelem a determinadas atitudes, é imprescindível examinar a qualidade de sua contribuição pessoal no mecanismo das circunstâncias, porqüanto é da lei de Deus que toda semeadura se desenvolva.