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terça-feira, 31 de maio de 2011

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  O FILME DOS ESPÍRITOS

Uma produção de Mundo Maior Filmes. Elenco: Nelson Xavier, Ênio Gonçalves, Etty Fraser, Ana Rosa, Sandra Corveloni, Reinaldo Rodrigues, com participação da apresentadora Luciana Gimenez. Gênero: drama.

O Filme dos Espíritos - Conta a história vedadeira de um homem em Paris que após perder a esposa pela inevitável morte do corpo físico, decide suicidar-se, depara-se com “O Livro dos Espíritos” ´. Resolve lê-lo e a partir daí, começa para ele uma jornada de transformação interior em direção aos mistérios da vida espiritual e suas influências no mundo carnal.

Ele seguia, a passos lentos, pelas ruas desertas e se demorara um instante a contemplar o rio Sena... Pensando em acabar com sua vida, pois essa seria a solução, uma vez que não encontrava a menor vontade de continuar vivendo sem sua amada.

Como um autômato chegou até a ponte Marie, quase desaparecida pela forte cerração e, ao apoiar a mão na murada para se atirar, sentiu que um objeto molhado caiu aos seus pés. Surpreso, distinguiu um livro umedecido pelo orvalho. Caminhou, um tanto irritado, até a luz fraca de um poste vizinho, e pôde ler:

Esta obra salvou-me a vida. Leia-a com atenção e tenha bom proveito. Vinha assinado por um certo A. Laurent. Um pouco indeciso, resolveu ler aquele livro e logo nas primeiras páginas encontrou motivos para viver e lutar por dias melhores, suportar com resignação e coragem as tribulações da vida e reconquistar a esperança.

Essa obra que salvara a sua vida também era e ainda é um verdadeiro tesouro de luz, "O Livro dos Espíritos" que conseguiu, com suas páginas de luz, deter aqueles dois homens às portas do suicídio. Foi lançada em Paris, no dia 18 de abril de 1857. 'O livro dos Espíritos', primeira obra da codificação Espírita por Allan Kardec.

A estreia de "O Filme dos Espíritos" está prevista para 7 de outubro, com distribuição da Paris Filmes, que é também responsável pelas cópias de "As Mães de Chico Xavier". O diretor está confiante no sucesso.
 
 

domingo, 29 de maio de 2011

MOMENTOS DIFÍCEIS
Durante a travessia, ele adormeceu, - Então, um grande
turbilhão de vento se abateu de súbito sobre o lago, de
sorte que, enchendo-se d'água a barca, eles se viram em
perigo. Aproximaram-se, pois, dele e o despertaram,
dizendo-lhe: Mestre, perecemos. Jesus, levantando-se,
falou, ameaçador, aos ventos e às ondas agitadas e uns e
outras se aplacaram, sobrevindo grande calma.

(Lucas 8: 23,24)

       A vida tem dessas tempestades.
       Tem dias em que o sol se esconde, nuvens escuras tomam conta de tudo, a ventania sacode o barco, a gente perde o rumo e cai em desespero.
       Quando isto acontecer, procuremos nos lembrar do Mestre, que teve serenidade a ponto de continuar dormindo, quando a tempestade começou.
       Lembremos de que ele não se abalou, mantendo a fé no Criador de todas as coisas.
       As tempestades assustam, provocam estrondos, porém nada podem ante a incomparável permanência dos céus. A chuva passa e lá está ele, claro, limpo e azul.
       Tempestades são necessárias. Revolvem a terra e saneiam o ar.
       Quando a tempestade vier sobre nossas cabeças, sigamos o exemplo da Sementinha, que quase foi levada pelas águas, Porém, aproveitou a tempestade para germinar.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O Maior dos Tesouros
       O ser humano na Terra tem o costume de se apossar das coisas. E diz, freqüentemente: isto é meu! Aquilo me pertence!       Ele almeja possuir pessoas para chamar de suas: minha mãe, meu pai, minha mulher, meu marido, meus filhos.
       E também imagina poder agarrar-se aos momentos, razão pela qual conserva gavetas de recordações, mesmo sabendo que tudo agora é passado e que o que retém não passam de objetos.
       As coisas, as pessoas, os momentos. Pensamos poder tomá-los para nós. Mas as coisas são empréstimos de Deus, as pessoas são seres livres para decidirem sobre si mesmas, e o passado simplesmente não existe.
       No entanto, existe algo que realmente nos pertence, que ninguém pode nos roubar, algo que podemos de fato dispor da maneira como bem entendermos. Este tesouro incalculável é o tempo presente.
       É curioso que uma das expressões mais ouvidas no nosso cotidiano seja "não tenho tempo". Mas o problema não está no tempo: está em nós, quase sempre incompetentes na sua administração. Cada um faz com seu tempo o que bem quer. Há quem use o tempo para ganhar dinheiro, quem o use para estudar. Há aqueles que estão só brincando. Há os que oram, e os que blasfemam.
       Diz Herculano Pires, em "Astronautas do Além" (ed. GEEM): reclamamos do tempo o que devíamos reclamar de nós mesmos (...) Se aproveitarmos com inteligência e cuidado cada minuto que passa, veremos que Deus nos concedeu tempo para tudo o que temos realmente de fazer nesta vida.

domingo, 22 de maio de 2011


Transição do Planeta

"Meus filhos:

Que Jesus nos abençoe

A sociedade terrena vive, na atualidade, um grave momento mediúnico no qual, de forma inconsciente, dá-se o intercâmbio entre as duas esferas da vida. Entidades assinaladas pelo ódio, pelo ressentimento, e tomadas de amargura cobram daqueles algozes de ontem o pesado ônus da aflição que lhes tenham proporcionado. Espíritos nobres, voltados ao ideal de elevação humana sincronizam com as potências espirituais na edificação de um mundo melhor. As obsessões campeiam de forma pandêmica, confundindo-se com os transtornos psicopatológicos que trazem os processos afligentes e degenerativos.

Sucede que a Terra vivencia, neste período, a grande transição de mundo de provas e de expiações para mundo de regeneração.

Nunca houve tanta conquista da ciência e da tecnologia, e tanta hediondez do sentimento e das emoções. As glórias das conquistas do intelecto esmaecem diante do abismo da crueldade, da dissolução dos costumes, da perda da ética, e da decadência das conquistas da civilização e da cultura...

Não seja, pois, de estranhar que a dor, sob vários aspectos, espraia-se no planeta terrestre não apenas como látego mas, sobretudo, como convite à reflexão, como análise à transitoriedade do corpo, com o propósito de convocar as mentes e os corações para o ser espiritual que todos somos.

Fala-se sobre a tragédia do cotidiano com razão.

As ameaças de natureza sísmica, a cada momento tornam-se realidade tanto de um lado como de outro do planeta. O crime campeia a solta e a floração da juventude entrega-se, com exceções compreensíveis, ao abastardamento do caráter, às licenças morais e à agressividade.

Sucede, meus filhos, que as regiões de sofrimento profundo estão liberando seus hóspedes que ali ficaram, em cárcere privado, por muitos séculos e agora, na grande transição, recebem a oportunidade de voltarem-se para o bem ou de optar pela loucura a que se têm entregado. E esses, que teimosamente permanecem no mal, a benefício próprio e do planeta, irão ao exílio em orbes inferiores onde lapidarão a alma auxiliando os seus irmãos de natureza primitiva, como nos aconteceu no passado.

Por outro lado, os nobres promotores do progresso de todos os tempos passados também se reencarnam nesta hora para acelerar as conquistas, não só da inteligência e da tecnologia de ponta, mas também dos valores morais e espirituais. Ao lado deles, benfeitores de outra dimensão emboscam-se na matéria para se tornarem os grandes líderes e sensibilizarem esses verdugos da sociedade.

Aos médiuns cabe a grande tarefa de ser ponte entre as dores e as consolações. Aos dialogadores cabe a honrosa tarefa de ser, cada um deles, psicoterapeutas de desencarnados, contribuindo para a saúde geral. Enquanto os médiuns se entregam ao benefício caridoso com os irmãos em agonia, também têm as suas dores diminuídas, o seu fardo de provas amenizadas, as suas aflições contornadas, porque o amor é o grande mensageiro da misericórdia que dilui todos os impedimentos ao progresso – é o sol da vida, meus filhos, que dissolve a névoa da ignorância e que apaga a noite da impiedade.

Reencarnastes para contribuir em favor da Nova Era.

As vossas existências não aconteceram ao acaso, foram programadas.

Antes de mergulhardes na neblina carnal, lestes o programa que vos dizia respeito e o firmastes, dando o assentimento para as provas e as glórias estelares.

O Espiritismo é Jesus que volta de braços abertos, descrucificado, ressurreto e vivo, cantando a sinfonia gloriosa da solidariedade.

Dai-vos as mãos!

Que as diferenças opinativas sejam limadas e os ideais de concordância sejam praticados. Que, quaisquer pontos de objeção tornem‑se secundários diante das metas a alcançar.

Sabemos das vossas dores, porque também passamos pela Terra e compreendemos que a névoa da matéria empana o discernimento e, muitas vezes, dificulta a lógica necessária para a ação correta. Mas ficais atentos: tendes compromissos com Jesus...

Não é a primeira vez que vos comprometestes enganando, enganado-vos. Mas esta é a oportunidade final, optativa para a glória da imortalidade ou para a anestesia da ilusão.

Ser espírita é encontrar o tesouro da sabedoria.

Reconhecemos que na luta cotidiana, na disputa social e econômica, financeira e humana do ganha-pão, esvai-se o entusiasmo, diminui a alegria do serviço, mas se permanecerdes fiéis, orando com as antenas direcionadas ao Pai Todo-Amor, não vos faltarão a inspiração, o apoio, as forças morais para vos defenderdes das agressões do mal que muitas vezes vos alcança.

Tende coragem, meus filhos, unidos, porque somos os trabalhadores da última hora, e o nosso será o salário igual ao do jornaleiro do primeiro momento.

Cantemos a alegria de servir e, ao sairmos daqui, levemos impresso no relicário da alma tudo aquilo que ocorreu em nossa reunião de santas intenções: as dores mais variadas, os rebeldes, os ignorantes, os aflitos, os infelizes, e também a palavra gentil dos amigos que velam por todos nós.

Confiando em nosso Senhor Jesus Cristo, que nos delegou a honra de falar em Seu nome, e em Seu nome ensinar, curar, levantar o ânimo e construir um mundo novo, rogamos a Ele, nosso divino Benfeitor, que a todos nos abençoe e nos dê a Sua paz.

São os votos do servidor humílimo e paternal de sempre,

Bezerra."

Mensagem psicofônica de Bezerra de Menezes (espírito) transmitida por Divaldo Franco

(13.11.2010 – Los Angeles)


Autor: Bezerra de Menezes
Psicografia de Divaldo Franco

sexta-feira, 20 de maio de 2011


GAMES E ATITUDES AGRESSIVAS

Gargalhadas ecoavam pela casa. Eram os adolescentes que se divertiam com os novos jogos de vídeo game. Curioso com aquele alvoroço da garotada, o Pai se dirigiu ao quarto onde estavam para ver qual o jogo que lhes causavam tamanha excitação e alegria.
 
Qual não foi sua surpresa quando se deparou com aquela triste cena; a garotada se divertia com um jogo que exaltava a violência, onde tiros eram trocados e sagrava-se vencedor aquele que conseguia massacrar seu oponente com o maior número de marcas no corpo. Cada parte contava um ponto diferente: Tiro nos membros inferiores valiam tantos pontos, no peito outros tantos e na cabeça muitos pontos.
 
Diante daquele fato lamentável acontecendo em sua própria casa, só restou ao Pai chamar a garotada para um bate papo esclarecedor.
 
Fale-se da violência, esbraveja-se contra a falta de segurança, todavia, a paz que trará segurança à todos começa justamente dentro de nosso lar.
 
Há uma atividade cerebral denominada P300 que reflete o impacto emocional causado por uma imagem. Adolescentes que se comprazem com games violentos têm uma diminuição dessa atividade, o que colabora para a insensibilidade diante de imagens chocantes. O resultando não é difícil de prever: Os jovens acostumam-se com a violência como se fosse ela algo normal.
 
Criaturas que trazem uma tendência belicosa tendem a acentuar essa característica se convivem livremente com agressões e violências das mais diversas formas, mesmo que seja em jogos aparentemente inocentes.
 
Não pode haver diversão onde espalha-se sangue , mesmo que seja nas telas do computador, televisão ou cinema.
 
Por isso há que refletir no que estamos permitindo chegar à nossos filhos. Jogos violentos que retratam tiros trocados, lutas onde o vencedor é aquele que massacra com rudes golpes seu adversário, filmes onde o herói mutila dezenas de pessoas,  transmitem ao jovem um espírito de animosidade que pode acompanhá-lo em toda a existência.
 
Isso colabora para que se criem pessoas prontas ao ataque, e não apenas ao ataque corporal que se exprime na agressão física, mas também ao ataque das palavras, onde machuca-se com a crueldade das criticas ferinas, ou ao ataque intelectual, onde procura-se subjugar os outros impondo o medo, a duvida e semeando a desesperança através da fácil articulação de idéias.
 
Bem... Esses apontamentos poderão ser contestados, inclusive com estudos e pesquisas que contradizem o que estamos afirmando, ou seja, os jogos violentos não geram atitudes agressivas.
Alguns dirão ainda que o cerne do problema da violência vai muito além disso, e que há coisas muito mais importantes à considerar, como: Desigualdade social, Educação e o próprio comportamento violento dos pais que muitas vezes agridem toda a família. Porém, não creio que apreciar a violência, mesmo que virtual,  possa trazer algum benefício à alguém.
No mais, há muitas coisas sadias e instrutivas que podem divertir os adolescentes,  ao mesmo tempo que sedimentam valores nobres em suas almas.
 
Cabe então aos pais e educadores de um modo geral, avaliar essa questão e ver o que preferem transmitir à seus tutelados.
 

terça-feira, 17 de maio de 2011

 
Reformador digital, em junho!
A Revista Reformador agora poderá ser acessada de qualquer lugar do mundo com a comodidade do acesso via web. Produzida pela Federação Espírita Brasileira, um dos quatro periódicos mais antigos do Brasil conta com artigos e notícias sobre o Espiritismo e poderá ser lida, a partir de junho, em formato moderno, leve e de leitura fácil. Fique por dentro de mais essa novidade da FEB no cenário digital. A partir de junho, disponível para assinaturas no site:
Informações: No site do Reformador

segunda-feira, 16 de maio de 2011


CAMINHANDO
   Todos somos caminheiros da vida, em nossas viagens reencarnatórias colhemos experiências e agregamos valores a nosso espírito imortal.
Cada qual tem suas aspirações e seus sonhos, suas dúvidas e certezas, o que para uns é prioridade para outros é supérfluo.
Somos um universo único!
Não obstante a essa realidade encontramos pessoas que atentam contra a originalidade do ser.
Muitas vezes nem se dão conta de sua perniciosidade, procuram anular o que o espírito tem de mais sagrado que é sua naturalidade, seu jeito especial de ser!
Sentem-se donos da história daqueles que com eles caminham, sufocam-lhes e iludidos em suas fantasias chamam isso de amor.
Essa tendência se exprime das mais diversas formas:
O pai autoritário que não cultiva o diálogo com os filhos e impõe sua vontade, sem respeitar tendências e aptidões!
O marido inseguro que controla as atitudes da esposa e procura dominá-la sob o julgo da violência!
O amigo ciumento que julga possuir exclusividade sobre o outro e se opõe a seus novos relacionamentos!
Há que se respeitar as individualidades e aprender a conviver.
Diz a canção:
“É preciso saber viver”
Amar sem cobrar amor!
Conviver sem ofender!
Auxiliar sem esperar algo em troca!
Prosseguir esta nossa caminhada, embora precisemos uns dos outros, nossa ascensão é obra inteiramente particular e intransferível!

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Estudo das obras fundamentais do Espiritismo

Geraldo Campetti Sobrinho
    A leitura atenta e o estudo continuado das obras fundamentais do Espiritismo sempre renovam nossa oportunidade de aprender. Dão a impressão de que estamos diante de um con teúdo inédito, quando nos certificamos, após algum tempo, de que já o havíamos lido anteriormente. Isso decorre, em nosso entendimento,de duas razões principais: a constante atualização dos conteúdos doutrinários expostos na obra básica da Codificação Espírita, isto é, o conteúdo espírita organizado na obra kardequiana foi, é e continua sendo atual; e a oportuna necessidade de atualizarmos nosso entendimento acerca da mensagem evangélica pelo salutar hábito do estudo, ou seja, precisamos “atualizar”nossa ignorância, buscando novos conhecimentos, cujos assentamentos encontramse, sem exceção, nas inamovíveis bases definidas no arcabouço doutrinário.
    As orientações seguras advindas da Espiritualidade superior nos recomendam que dediquemos pelo menos 15 minutos diariamente à leitura de alguma obra de Allan Kardec.
    Esse contato diário com a obra básica, que compõe o Pentateuco Kardequiano (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo,O Céu e o Inferno e A Gênese), somandose Obras Póstumas,O Que é o Espiritismo e a extraordinária Revista Espírita (18581869), certamente nos colocará a par da sabedoria espiritual e da genialidade de Kardec ao ensejar que tais ensinamentos renovadores fossem materializados na Terra para acesso de todos nós, trabalhadores e aprendizes da última hora.
    O estudo possibilita ampliar a visão e o entendimento, a reflexão e a prática, sobre tudo o que nos sensibiliza as percepções, dilatando gradativamente a nossa capacidade de compreensão, “a zona lúcida”, conforme expressão do estudioso francês Paul Gibier.
  O estudo espírita pode ser individual, num processo persistente de autodesenvolvimento, e coletivo, quando nos predispomos a integrar algum grupo interessado em propósitos semelhantes de reunião e aprendizado, pelo compartilhamento de lições e experiências.
    Ambas as tipologias de estudo, individual e coletivo, exigem planejamento, disciplina e organização do proponente à compreensão da Mensagem Divina à luz do Espiritismo.
   Para o estudo individual, alimentemo-nos de boa vontade, separemos um tempo diário de pelo menos 15 minutos, e iniciemos com o propósito firme de ir adiante. No início, há que se vencer algumas resistências naturais. Depois,torna-se mais fácil. Para o estudo em grupo, as casas espíritas ofertam várias possibilidades, aproveitando-se do material de excelente qualidade disponibilizado ao Movimento Espírita pela FEB. São os programas do Estudo Sistematizado, do Estudo Aprofundado, do Estudo e Educação da Mediunidade, de cursos específicos sobre as obras da Codificação e de algumas publicações subsidiárias.
    Oportunidades de estudo e aprendizado não faltam. O que às vezes falta é nossa boa vontade de estudar e aprender.
   Que tal enriquecermos nossa trajetória presente, aproveitando a oportunidade de educação espiritual, propondo-nos à efetiva renovação íntima pelo exercício dos excelsos  mandamentos recomendados pelo Espírito de Verdade: amai-vos e intruí-vos?!

Referências

GIBIER, Paul. Análise das coisas: ensaio sobre a ciência futura e sua influência certa sobre as religiões, filosofias, ciências e artes. Trad. T. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2009. Cap. 2. KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo. Trad. Guillon Ribeiro. 129. ed. 1. reimp. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Cap. 6, it. 5.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

COMPANHEIROS DE CAMINHADA

A tola e inútil vaidade humana enche-nos o coração de pretensões, que causam sofrimentos e igualmente nos iludem também com conseqüências desagradáveis para nós mesmos. O que somos afinal?
            Uma resposta prática: somos todos aprendizes. Iniciantes, diga-se de passagem.
            Vaidade, orgulho, para que? Não somos melhores que ninguém, nem piores. Não somos maiores que ninguém, nem menores.
            Somos todos iguais na necessidade de aprendizagem e melhoramento, apesar das diferenças, em virtude de experiências igualmente diferentes. Mas, convenhamos que estamos todos no mesmo “barco” do aprendizado, o que nos solicita, mutuamente, solidariedade e  respeito.
            Muitas vezes, idolatramos o sábio, o ídolo, ao mesmo tempo em que desprezamos o selvagem ou aquele que, em nosso julgamento, consideramos inferior. Todavia, todos – selvagens, sábios, ignorantes, bons e maus, ricos e pobres, sãos e enfermos, negros e brancos, etc. – somos todos irmãos e solidários no mesmo caminho do aperfeiçoamento intelecto-moral.
            A questão 787 de O Livro dos Espíritos, como as demais, é muito sábia. Na seqüência e desdobramentos de sua composição, há a pergunta final: Assim, os homens mais civilizados, foram selvagens e antropófagos? E a resposta magistral: Tu mesmo o foste, mais de uma vez, antes de seres o que és.
            Claro, muito óbvio. Não fomos criados prontos. Estagiamos por diferentes experiências para alcançar o que já somos. O que estão à nossa frente, igualmente. E há os que estão passando agora. Por que então desprezar, ignorar, desfazer? Por que uma postura de prepotência, vaidade, e tolo orgulho?
            Temos todos a mesma origem e a mesma destinação gloriosa na imortalidade. Os caminhos podem ser diferentes, mas a destinação é a mesma.
            E a Bondade Divina permite-nos a permuta mútua de aprendizados permanentes, uns em favor dos outros. Não é notável perceber isso?
            Estendamos, pois, nossa sintonia na construção de laços de simpatia e amizade, ampliando a fraternidade à nossa volta. Isso será altamente benéfico para todos os envolvidos.
            Aprendamos a olhar cada pessoa com a visão de companheiros de caminhada, sem desprezá-lo, nem tampouco exaltá-lo. Afinal temos todos a mesma necessidade de aprimoramento intelecto-moral, apesar das diferenças aparentes que possamos apresentar...

segunda-feira, 9 de maio de 2011

MEDIUNIDADE
        A mediunidade sempre existiu, porém as relações com o mundo espiritual têm mudado, no decorrer dos milênios.
No passado, a crença cega e a ignorância sobre a natureza do mundo espiritual gerou um relacionamento baseado em medo e obediência, em que o motivo principal eram as barganhas. Buscavam-se favores, soluções e sorte, agradando os Espíritos, e as relações com os Espíritos eram pessoais, centradas num sacerdote ou pitonisa, que detinha esta prerrogativa.
  O Livro dos Médiuns deu à Humanidade terrestre o primeiro tratado sobre mediunidade, versando sobre seu conceito, tipos, desenvolvimento, etc. Fato importantíssimo, que tirou a mediunidade do terreno do obscurantismo e a colocou nas mãos de quantos se dispusessem a estudá-la e entendê-la melhor.
Contudo, no presente, é ainda esta obra pouco conhecida, inclusive entre os espíritas. A mediunidade ainda é confundida com rituais do mediunismo; persistem a ignorância, o medo e as barganhas. As relações com o mundo dos Espíritos ainda são pessoais, ou seja, a crença geral é de que só determinadas pessoas poderiam ser intermediárias entre os planos material e espiritual.
Conforme a Humanidade se esclarece, contudo percebe que a mediunidade faz parte de nossas vidas. Os casos que chegam ao conhecimento das massas, de curas e de intervenções do plano espiritual em nossa vida são mais comuns. A mediunidade vai sendo encarada com mais naturalidade e menos preconceito, o que prenuncia um futuro em que a convivência entre homens e Espíritos seja considerada tão normal quanto a convivência entre os encarnados.
A troca de favores entre encarnados e desencarnados evoluirá para a troca de conhecimentos, com o objetivo de aprendizado espiritual e progresso, e não de solucionar problemas imediatos. Nos centros espíritas, isto já é uma realidade: os Espíritos mais adiantados instruindo os encarnados, e os encarnados orientando os Espíritos mais atrasados. E os médiuns não são pessoas dotadas de misteriosos poderes especiais, mas trabalhadores comuns, pais de família, donas de casa com seus afazeres, que dedicam um pouco de seu tempo ao bonito serviço de esclarecimento ao semelhante.
O medo dá lugar ao respeito humano ditado pela fraternidade e a obediência cega desaparece, com o estudo que permite a análise das comunicações e a identificação dos Espíritos e de suas intenções, com acatamento ou não do conteúdo de suas mensagens.
Podemos, então, ser otimistas quanto ao futuro, em que a mediunidade seja reconhecida como um canal legítimo de comunicação, estreitando os laços que unem a grande família humana.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

QUANDO DEUS CRIOU AS MÃES
  Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.
Em quê, afinal de contas, ela era tão especial?
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.
Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa especial para a festinha da escola.
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
Outro para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo, mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos.
De superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.
*   *   *
Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.
Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.
Redação do Momento Espírita.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

       A FORÇA DO PENSAMENTO
Encontramos vasta literatura por aí, que fala da força do pensamento. Numa ótica espírita, podemos dizer que os pensamentos têm, em si mesmos, uma força intrínseca de atrair Espíritos em afinidade com eles. No entanto, o pensamento sozinho não é uma força a nosso favor. Ele só adquire força quando se torna fé e vontade. Isso significa que só realizamos ou conquistamos alguma coisa quando sentimos que podemos e sabemos exatamente o que queremos.
Agora, o fato é que, nem sempre na vida, sabemos o que queremos.
Às mais das vezes, sabemos o que não queremos, mas este pensamento pouco resolve. Saber o que não queremos nos mantém paralisados perante as alternativas.
Outras vezes, nós simplesmente pensamos que algo ou alguém deveria ser diferente, mas não nos sentimos em condições de fazer nada a respeito.
Há um hábito muito generalizado de acreditar nas chances contrárias. De pensar que os fatores adversos podem mais. De pensar que não somos bons o bastante, que não merecemos (pode até ser que não mereçamos, mas este pensamento não nos ajuda em nada). Estes pensamentos unidos à fé no fracasso são construtivos, também, mas constroem a enfermidade, a frustração e os impedimentos. Pois a força da fé e da vontade pode ser usada a nosso favor ou, se não soubermos usá-la, ela agirá contra nós. A persistência de pensamentos com qualidade específica se transmite ao nosso corpo através do perispírito, imprimindo estados de saúde ou doença, conforme o seu teor. É uma séria responsabilidade para conosco mesmos, que temos o costume de responsabilizar os outros, o clima ou os problemas pelo nosso mal estar.
Hoje em dia, a Ciência comprovou a realidade das curas através da fé e começa a estudá-las.
É um bom momento para pensarmos: o que é que temos construído com nossos pensamentos?...

terça-feira, 3 de maio de 2011

CONSOLIDANDO A PAZ
José, desconfiado, diz a Francisco:
 
-         Acho que o Joaquim não gosta de mim, sequer me cumprimenta e quando o faz é sempre com o semblante de obrigação.
 
Sorridente, guardando a tranqüilidade das almas generosas,  responde Francisco:
 
-         Creio que estás enganado, o Joaquim é apenas tímido e luta para vencer essa timidez, ontem mesmo elogiava tua postura serena e me disse que é grande admirador seu.
 
-         Verdade?! – Perguntou José  com misto de admiração e alegria.
 
-         Verdade! Respondeu Francisco.
 
Desde então a postura de José ante a Joaquim modificou-se, se antes considerava que Joaquim sequer lhe suportava, agora sabe que ele é apenas vítima da timidez, começou a dispensar-lhe atenção,  e a partir disso surgiu uma grande amizade.
 
Tudo graças as palavras sóbrias de Francisco.
 
Se ao invés de apaziguar ele tivesse colocado lenha na fogueira da desconfiança do colega,  provavelmente Joaquim e José não teriam se aproximado, pelo contrário, teria surgido uma rivalidade inoportuna e prejudicial à ambos.
 
Esse fato é corriqueiro, todos os dias milhares de pessoas, inseguras e ingênuas consideram-se perseguidas.
 
Criam fantasmas por conta própria e comentam com outros colegas.
 
Há os que colocam lenha na fogueira da discórdia e alimentam um duelo inoportuno, envenenam apenas para como vulgarmente se diz “Ver o circo pegar fogo”.
 
Comumente exclamam frases:
 
-         Cuidado, ele pode lhe puxar o tapete.
   Ou:
-         Não deixe barato, se houver desfeita revide na mesma moeda.
        Ou:
-         Bem que percebi, ele não vai mesmo com sua cara!
 
Contudo, há os que têm o sublime prazer de ver a paz sedimentada, agregam pessoas fazendo a união de criaturas que poderiam ser inimigas.
 
Estão sempre levando a palavra amiga e incentivadora a comentar com alegria:
 
-         Gostaram muito de seu trabalho!
-        Sua atitude hojê foi exemplar!
-        Parabéns por sua Exposição Doutrinária!
Persevere, não desista!
Estes trazem consigo o prazer de ver o amor por onde passam, apaziguam, e têm sempre um discurso sereno para auxiliar.
 
Todos os dias nos deparamos com fatos assim, a escolha de agregar pessoas é nossa.
 
Podemos espalhar fofocas provocando desavenças.
Ou:
Distribuir  amizade unindo pessoas.
 
Se espalharmos fofocas desunindo criaturas,  colheremos os frutos de nossa sementeira desastrosa que muitas vezes resultará em dolorosa sensação de solidão e desprezo.
 
Todavia, se unirmos criaturas, transformando nossos amigos em amigos de outros amigos,  estaremos ampliando laços de afeto a criar vínculos de amor que irão perdurar pela eternidade,  trazendo-nos agradável sensação de bem estar de quem semeou a paz.