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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

 PAIS E FILHOS
Quando nos casamos e após os primeiros tempos, a preocupação dominante passa a ser a conquista ou manutenção do patrimônio material, entre outros anseios do casal, preocupados com o futuro, especialmente considerando-se os filhos que virão.  O homem volta sua atenção, assim como a mulher nos dias atuais um tanto diferente do passado: para o sucesso profissional e a escalada dos valores sociais.
            Em muitos casos viagens, cursos, aprimoramentos e os desdobramentos próprios de uma vida que se equilibra gradativamente. Tudo muito natural, normal.
Em outros casos, como os dos casamentos prematuros, das precipitações, inclusive geradoras da gravidez precoce, ou de jovens casais sem estruturas materiais, psicológicas e emocionais para assumir a vida a dois, alguns desfechos infelizes causam traumas e dificuldades. Nada além de nossa limitada condição humana.
Consideremos, porém, um detalhe. Fazemos cursos, nos especializamos, destinamos recursos e tempo para a formação profissional, voltamos nossa atenção para formação e manutenção do patrimônio material, buscamos um bom nível de vida, mas não somos preparados a mais importante função de um casal: educar os filhos.
Tornamo-nos pais. Sem experiência. Sem estrutura para educar, para formar o caráter, para direcionar os filhos numa via que lhes possibilite crescer moral-intelectualmente, simultaneamente ao equilíbrio psico-emocional que todos precisamos para enfrentar os desafios da vida humana.
Além da formação para a profissão, para cuidar da casa, para administrar bens e providências de uma família, para gerar renda, para conduzir a própria vida conjugal e mesmo para atender às crescentes exigências da vida moderna, deveríamos nos preparar igualmente para a missão incomparável de educar os filhos.
Transferimos a eles nossas neuroses, nossos descaminhos, contaminamos-lhes o caráter com nossos vícios, influenciamos sua conduta, exemplificamos mal com nosso comportamento nem sempre recomendável e agimos na maioria das vezes sem vigiar o que falamos ou fazemos. Com isso, ao invés de educar, deseducamos.
É correto que há pais e pais. Não podemos generalizar. Há pais e mães notáveis, exemplares, que transmitem como ninguém as noções de honestidade, decência, dignidade, respeito, crença, valorização e amor ao próximo. Mas a maioria de nós está ainda deixando a desejar nesta notável e intransferível missão. Para constatar isso, basta visualizar o comportamento social a quanto anda...   
Nas classes mais abastadas, nas consideradas de baixa renda ou nas intermediárias, nas diferentes designações religiosas, com ou sem cultura, no poder ou fora dele, entre homens e mulheres – sejam crianças, jovens, maduros ou mesmo idosos – o que se nota é ainda uma carência enorme da base que a família deve oferecer, o que vem se refletindo severamente na sociedade.
Mas esta não é uma visão pessimista. É apenas uma visão do que nos falta fazer.
Estimular a criatividade, incentivar o bem, combater o egoísmo, promover o crescimento intelecto-moral, propiciar experiências enriquecedoras de solidariedade e amor ao próximo, semear a esperança, fomentar a gentileza e a bondade estão entre as ações que todos nós, pais e educadores ainda podemos fazer em favor de nossas crianças.
Dar-lhes atenção, ouvir-lhes, exemplificar mais que proferir sermões ou castigar, falar-lhes ao sentimento, tratá-los com carinho e especialmente trazer-lhes o Evangelho ao coração estão entre os caminhos práticos para referida incumbência.
A criança necessita de limites, mas também das referências do adulto, observa seus exemplos e os assimila, precisa compreender que há regras para a vida social, necessita compreender os valores do respeito a si próprio e ao semelhante e mais que tudo isso, o futuro adulto deve ter nos pais seus melhores amigos.
O que nos tem trazido dificuldades é o egoísmo que ainda carregamos no coração, inclusive para com os filhos. Achamos, equivocadamente, que eles são nossos, que devem pensar como pensamos, que são máquinas sujeitas aos nossos caprichos. Não são! São seres pensantes, individuais, e vontade própria, também integrantes desse enorme processo de crescimento.
Sempre há tempo de mudarmos o comportamento, de atender a esses reclamos de dignidade, desses olhinhos atentos e esperançosos que caminham ao nosso lado. Sempre é tempo de exemplificarmos o bem e semearmos o amor.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011


 
“A VERDADEIRA FORTALEZA DE UMA CASA ESPÍRITA, DO PONTO DE VISTA DA SUA FUNÇÃO NA TERRA, NÃO ESTÁ NOS ALICERCES DE CONCRETO, E SIM NO ESTUDO E VIVÊNCIA DO ASPECTO DOUTRINÁRIO”.
Wilson Ferreira de Mello.

       Aqueles que buscam atender as necessidades; que cultivam o positivismo; que traduz em gestos uma alegria inimaginável; que paciente e persistentemente estudam e tentam colocar em prática os preceitos de Cristo, indubitavelmente, são mensageiros e reais instrumentos da seara divina.
       Convicto no excelente e essencial trabalho que prestam a comunidade. A inegável dedicação de seus componentes e a maneira simples de labutarem que fomenta, indiscutivelmente, o bem ao próximo
       A cada encontro, atividade desenvolvida, dentro da seriedade, comprometimento e responsabilidade senta-se um tijolo na construção caritativa do edifício maior chamado amor.
       Observa-se que o amor em sua essência não foi ainda compreendido pelo homem, que vive envolto a cerração grossa do desconhecimento.
       Mas, surge mais um facho de luz rompendo esperançosamente para auxiliar o homem na cegueira das incorreções e a caminhar na estrada desta existência de maneiras a encontrar-se e melhorar dos males inerentes que contraiu.
       Alvorada da Paz grupo, lar, templo não importa sua denominação, porém o seu trabalho e grandioso intento em elucidar, amparar não medindo esforços em prol de um porvir melhor.
       Alvorada da paz nos incita ao recomeço, a iniciar uma significativa e verdadeira valorização da vida em cada amanhecer.
       Alvorada da Paz seu espírito encerra tremenda vontade de fazer com que a paz, o bem estar, a segurança e o mais sublime reine entre nós seres imperfeitos.
       Em suma, nestas meras linhas parabenizo o grupo, seu trabalho e, é uma imensa satisfação ter amigos tão especiais, não somente pelo que fazem, mas pelo que são.

Luz, paz e amor a todos.
João Luis G. de Almeida

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011


Mãe morta e crianças enterradas vivas são socorridas por Jesus Cristo.

Um muçulmano egípcio matou a esposa porque esta estaria lendo a Bíblia. E a história, que circula como notícia, informa que ele teria enterrado a esposa juntamente com uma bebê pequenina e outra filha de 8 anos. As duas meninas teriam sido enterradas vivas! E ele relatou à polícia que um tio teria matado as menores.
Quinze dias depois, um outro membro da família morreu. E quando foram enterrá-lo, encontraram as duas meninas vivas sob a lápide! O país todo teria sido abalado pelo incidente.
A menina mais velha, ao ser entrevistada, teria contado que sobreviveram graças à ajuda de Jesus Cristo: "Um homem que veste roupa branca brilhante, com cicatrizes nas mãos, veio todos os dias alimentar-nos. Ele acordou minha mamãe e, assim, ela pôde amamentar minha irmãzinha..."
A reportagem foi publicada pela TV Nacional Egípcia. A mulher que foi acordada por Jesus teria dito que aquele que a acordou para amamentar a filhinha não era nenhum outro diferente de Jesus, porque ninguém mais, além dele, faz coisas como estas!
"Os muçulmanos acreditam que o ISA (Jesus) faria isso, mas as cicatrizes vistas em suas mãos significam que, realmente, Ele foi crucificado e que está vivo", disse a mulher.
Para a imprensa egípcia, segundo o relato, mãe e filha não poderiam ter inventado essa história, nem poderiam ter sobrevivido sem que ocorrese um verdadeiro milagre.
Os líderes muçulmanos do Egito estariam agora enfrentando dificuldades para tentar impedir que essa história vaze para outros países. Somado ao estrondoso sucesso do filme a Paixão de Cristo na região, esse caso estaria levando centenas de muçulmanos a reconsiderarem a possibilidade de se tornarem cristãos.
fonte: O Regional - SC

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

 ESTAMOS PROGREDINDO OU REGREDINDO?
Corrupções, agressões, desrespeitos, catástrofes naturais, desequilíbrios...
Muitos companheiros de caminhada utilizam-se desses acontecimentos para falar que o mundo piora dia a dia e que o ser humano está mais insensível.
Colocam as lentes do pessimismo e como pássaros de mau agouro anunciam o final dos tempos.
 Todavia, A Doutrina Espírita nos explica diferente, nos informando de que o ser humano está  em constante evolução e que sua marcha a ascensão espiritual é inexorável.
No Capítulo VIII de O Livro dos Espíritos , Lei do Progresso, na questão de nº 778, Allan  Kardec indaga as Entidades Venerandas do Alto:
  O homem pode retrogradar para o estado natural?
Não, o homem deve progredir sem cessar e não pode voltar ao estado de infância. Se ele progride, é que Deus assim o quer; pensar que ele pode retrogradar para a sua condição primitiva seria negar a lei do progresso.
A história da humanidade só confirma a tese espírita.
  William Morton (1.819 – 1.868)
William Morton, nascido na cidade de Charlton, Estado de Massachussetts em 1.819, formou-se na faculdade de  cirurgia dental de Baltimore e em 1.842 começou a trabalhar como dentista sendo o principal responsável pela introdução do uso das anestesias nas cirurgias.
Até então, os pacientes que permaneciam acordados durante processos cirúrgicos contemplavam um espetáculo de horror ao ver os médicos serrando seus ossos.
Imagine  amigo leitor,  como fazer uma delicada operação para retirada de um  tumor com o paciente sentindo dores atrozes?
E extrair um dente então?
Realmente pavoroso e doloroso!
Morton tomou conhecimento das propriedades anestésicas do éter e passou a testá-las, primeiro em animais, depois nele próprio.
A grande chance surgiu em 30 de Setembro de 1.846  quando um paciente com fortes dores de dente adentrou o consultório de Morton e declarou-se disposto a qualquer coisa para que a dor diminuísse.
Morton administrou-lhe éter e extraiu-lhe o dente, o paciente ao voltar a si relatou não haver sentido dor.
Morton não atuou sozinho, tendo contado com o auxílio de vários médicos e cientistas que também conheciam as propriedades “mágicas” do éter, todavia, destacar seu nome como o principal introdutor da anestesia nas cirurgias  é justo pela sua perseverança e coragem de empregar um árduo trabalho e seu próprio nome  em prol do progresso humano.
 De quando em quando, pousam em nosso planeta vanguardeiros do bem que espalham bem aventuranças a toda humanidade.
Por isso, não podemos perder a fé na vida e nas pessoas!
Em realidade, estamos progredindo dia a dia, temos muito mais  motivos para agradecer do que para reclamar.
E hoje,150 anos após o pioneirismo de Morton,   gozamos todos dessa prodigiosa benção que é a  Anestesia transformando  em indolor qualquer processo cirúrgico, possibilitando a medicina salvar vidas e trazer-nos uma melhor qualidade de vida!
Portanto, quando nos depararmos com os pessimistas incorrigíveis que acreditam que o progresso não existe, falemos a eles sobre William Morton e tabém  de “O Livro dos Espíritos”.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Mensagem do espírito Bezerra de Menezes sobre a Era Nova através da Psicofonia de Divaldo Pereira Franco, na palestra "Flopete, um Lírio no Pântano", proferida em Santo André - São Paulo/SP.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

 
TABAGISMO
Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), considera o tabagismo a maior pandemia de todos os tempos. Para cada dólar arrecadado na indústria do tabaco, outros cincos são gastos para a cobertura das doenças relacionadas com o cigarro. O Brasil é o quarto maior produtor mundial de fumo, e o sexto maior mercado de cigarros do Planeta. Os números das indústrias no Brasil impressionam. Anualmente são produzidos quinhentos milhões de toneladas de fumo que se transformam em noventa e sete bilhões de unidades para a demanda comercial; isso equivale a mais de quarenta milhões de fumantes.
 O Ministério da Saúde afirma que cada ano oitenta mil pessoas morrem com quadros patológicos vinculados ao tabagismo, o que corresponde a quase dez óbitos por hora. Existem no Brasil atualmente cerca de trinta milhões de consumidores de tabaco, que contribuem com a arrecadação de cerca de R$ cinco bilhões, correspondentes a 65% do faturamento da indústria do tabaco. O Sistema Único de Saúde (SUS), gasta cerca de R$ 3,6 bilhões ao ano com doenças relacionadas ao tabagismo, enquanto o Banco Mundial informa que cerca de US$ 200 bilhões ao ano são alocados para programas de saúde devido ao consumo de tabaco.
O número de fumantes no mundo é de cerca de um bilhão e cem milhões. Nos países em desenvolvimento, 48,5% dos homens e 7% das mulheres fumam. Nos países desenvolvidos, 42% dos homens e 24% das mulheres fumam. No Brasil, um terço da população adulta fuma: 11,2 milhões de mulheres e 16,7 milhões de homens. A maioria dos fumantes (90%) fica dependente da nicotina entre 15 e 19 anos de idade, sendo que existem cerca de 2,4 milhões de fumantes nesta faixa etária no Brasil. O fumo é responsável por 85% das mortes por doenças pulmonares obstrutivas, como o enfisema, e por 25% das mortes por doenças coronarianas, como o infarto, e das doenças cerebrovasculares, como o derrame.
Veja o que dizem alguns membros da indústria do cigarro: “A nicotina causa dependência. Nosso negócio, então, é a venda de uma droga”          . “Para o principiante, fumar um cigarro é um ato simbólico. Eu não sou mais o filhinho da mamãe, eu sou durão, sou um aventureiro, não sou quadrado... À medida que o simbolismo psicológico perde a força, o efeito farmacológico assume o comando para manter o hábito...”
Para Enio Cardilho, do Departamento de Bioquímica e Imunologia da UFMG, o fumante, além de suicida involuntário, é incendiário porque mais de 40% (quarenta por cento) dos incêndios no mundo são provocados por causa dos restos de cigarros acesos. Como se não bastasse, a ciência já catalogou mais de 1.200 (mil e duzentas) substâncias tóxicas do cigarro. Para quem já parou de fumar, um aviso essencial: uma simples tragadinha pode acabar com o esforço e abstinência de anos.
A explicação para isso, segundo estudiosos, é que a nicotina, de alguma forma ainda não compreendida pela medicina, abre certas “portas” no sistema nervoso, que ficam escancaradas para sempre. Um pouco de droga que volte a passar por elas e a dependência se reinstala. A explicação corrente é que a nicotina, para agir no cérebro e provocar sensação de “bem-estar” imita a ação da acetilcolina. Como moléculas usurpadoras, a nicotina se encaixa nos receptores cerebrais que estimulados produzem mais 1neurotransmissores (dopamina) que regulam a sensação de prazer. Quando o estímulo de produção dopamínica é interrompido por alguns instantes, o sistema nervoso central se desequilibra e o fumante acende o próximo cigarro e a nicotina se encaixa novamente nos receptores cerebrais, recomeçando o ciclo.
Esse fator é determinante para que as estatísticas mundiais apontem que anualmente menos de 3% (três por cento) dos fumantes derrotem o vício. Para o adepto do Espiritismo o hábito de fumar tem conseqüências mais sérias, sobretudo por causa das reiteradas advertências dos Benfeitores Espirituais, esclarecendo sobre os malefícios que causam à mediunidade. O médium viciado no fumo consubstancia-se integralmente em “cachimbo” ou “piteira” nas amarras dos inveterados fumantes do além, tornando-se alvo de obsessão. O vício de fumar açoita as condições de consciência evangélica, desarmoniza a estrutura fisiopsíquica e as bases funcionais do perispírito, que se impregna de toxinas. O fumo afeta os trilhões de células unicelulares saturadas de vitalidade que compõem o psicossoma, deixando manchas específicas, especialmente na região pulmonar.
O tabagismo atormenta os desencarnados viciados que se angustiam ante a vontade de fumar irresistivelmente potencializada. O complicador da questão é sistematizado na inexistência de indústrias de cigarros na Erraticidade para abastecer Espíritos fumantes. Em face disso, estes tabagistas do Além, para materializarem suas tragadinhas, tornam-se protagonistas da subjugação, transformando-se em artífices da vampirização sobre os encarnados tíbios de vontade, que ainda se locupletam nas deletérias baforadas do malcheiroso cigarro...

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011


 GRATIDÃO
Algo extremamente nobre que o ser humano pode produzir – A gratidão.
 
Beneficia quem oferta, recompensa quem recebe.
 
E para que sejamos gratos, um pouco de nostalgia faz bem, relembrar nossa história e aqueles que fizeram parte de nossa vida em determinado momento da existência,  não deixa-nos esquecer do bem que fizeram-nos e das situações que vivenciamos.
 
Se estamos aqui hoje demos graças a Deus e a nossos pais.
Se recebemos instrução nos orientando as primeiras letras,  demos graças a nossos primeiros professores.
O que falar então dos amigos de infância que nos trouxeram inúmeros momentos de recreação,  fazendo-nos mais felizes e proporcionando-nos as primeiras experiências fora do seio familiar.
Como esquecer de nossos colegas de profissão que nos acolheram e orientaram quando iniciávamos em nova atividade profissional.
 
E as criticas, as reprimendas que ganhamos de nossos pais, professores, coordenadores, foram elas nossas preciosas mestras, fazendo-nos retomar o caminho do bem quando dele nos afastávamos.
 
Imagine o que seriamos  hoje se não nos colocassem limites mostrando-nos que nosso direito vai até onde começa o do próximo, pode ser que na época tenhamos nos melindrado, porém, mais amadurecidos pelas experiências de vida,  damo-nos conta de que criticas, reprimendas, fizeram-nos enorme bem auxiliando-nos a moldar valores que jamais perderemos.
 
Cada ser humano que passa pela nossa vida é motivo de eterno agradecimento, porquanto,  lega-nos sua peculiaridade, suas lições, sua bagagem de conhecimento, mesmo àqueles que julgamos desnecessário termos conhecido, ou até mesmo que a presença tenha causado-nos sensível embaraço, no futuro agradeceremos pela experiência que nos ensinaram.
 
Pois a vida é feita de experiências, algumas boas, outras nem tanto, mas em realidade todas são pedagógicas objetivando nos fazer melhorar como seres humanos.
 
Lembro-me de  amigo que agradecia eternamente pelo desemprego que enfrentara por longos anos de sua vida, dizia ele:
 
-         Graças a esse tempo de desemprego fui obrigado a refletir no porquê de minha instabilidade profissional,  percebi assim que o problema estava comigo e que minhas atitudes irresponsáveis estavam causando mal a mim e minha família, hoje dou graças a todos que não passaram a mão em minha cabeça, pois a falta de disciplina premia a incoerência e cria  abusos. Graças a todas essas pessoas hoje sou mais responsável, coerente e valorizo realmente o que conquisto.

O caminho é este mesmo, agradecer, lembrar com carinho das pessoas, dos momentos, das situações, pois são eles nossos professores na estrada da vida, se muito sabemos, se muito conquistamos,  devemos a esse intenso intercâmbio que temos uns com os outros.
 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Minissérie Chico Xavier estreia nesse mês
Produzida pela TV Globo, a minissérie Chico Xavier, derivada do filme que levou milhões ao cinema no ano passado, vai ao ar nos dias 25, 26, 27 e 28 de janeiro. Com cerca de uma hora a mais do que o conteúdo editado para o longa-metragem, a minissérie é resultado de e planejamento feito ainda à época das filmagens do longa. Mais informações:
tatiana.wolff@inpresspni.com.br

domingo, 16 de janeiro de 2011

 Allan Kardec

Kardec orienta os médiuns

 
Em 15 de janeiro de 1861, Allan Kardec lançava O Livro dos Médiuns, que
ele considerou “Guia dos Médiuns e dos Evocadores”. Por ocasião do
Sesquicentenário dessa efeméride, transcrevemos trechos do citado livro,
em forma de entrevista com o Codificador, sobre temas sempre oportunos

Reformador: O senhor recebeu alguma orientação ou indicação para desempenhar importante missão?
Allan Kardec: “Os Espíritos me disseram: ‘Sim, e se observares as tuas aspirações, as tuas tendências e o objeto quase constante das tuas meditações, não te surpreenderás com o que te foi dito. Tens que cumprir aquilo com que sonhas desde longo tempo. É preciso que nisso trabalhes ativamente, para estares pronto, pois o dia está mais próximo do que supões. [...] Deixa que a Providência faça a sua obra e serás satisfeito”.
Reformador: Qual o objetivo de O Livro dos Médiuns?
Allan Kardec: “O objetivo consiste em indicar os meios de desenvolver a faculdade mediúnica, tanto quanto o permitam as disposições de cada um e, sobretudo, dirigir-lhe o emprego de maneira proveitosa, quando não existir a faculdade”.
“Esperamos que ela contribua para imprimir ao Espiritismo o caráter sério que constitui a sua essência e para evitar que haja quem nele veja objeto de frivolidade e de divertimento”.
Reformador: Qual o conceito de médium?
Allan Kardec: “Médium é toda pessoa que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos. Essa faculdade é inerente ao homem e, por conseguinte, não constitui um privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que não possuam alguns rudimentos dessa faculdade. Pode-se, pois, dizer que todos são mais ou menos médiuns. Usualmente, porém, essa qualificação só se aplica àqueles em quem a faculdade se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que depende de uma organização mais ou menos sensitiva”.
Reformador: Como comprovar a mediunidade?
Allan Kardec: “Infelizmente, não dispomos até hoje de nenhum meio para diagnosticar, ainda que de forma aproximada, que alguém possua essa faculdade. [...] Só existe um meio de se comprovar sua existência: é experimentar”.
Reformador: Como identificar o Espírito comunicante?
 
Allan Kardec: “Pela natureza das comunicações. Estudai as circunstâncias e a linguagem e distinguireis. [...] É por isso que vos digo: estudai e observai”.
“A questão da identidade dos Espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do Espiritismo. De fato, os Espíritos não nos trazem uma carteira de identidade [...] Julgam-se os Espíritos, como os homens, pela linguagem. Se um Espírito se apresenta com o nome de Fénelon, por exemplo, e diz trivialidades e puerilidades, está claro que não pode ser ele. Porém, se as coisas que diz são dignas do caráter de Fénelon e este não as desaprovaria, haverá, quando não uma prova material, pelo menos toda probabilidade moral de que seja de fato ele. É principalmente nesse caso que a identidade real se torna uma questão acessória”.
Reformador: Os Espíritos podem nos revelar o futuro?
Allan Kardec: “Se o homem conhecesse o futuro, não cuidaria do presente. [...] a manifestação dos Espíritos não é um meio de adivinhação. [...]”
“Pode acontecer que o Espírito preveja coisas que julgue conveniente revelar, ou que ele tem por missão tornar conhecidas. Porém, é nesses casos que se deve desconfiar ainda mais dos Espíritos mistificadores, que se divertem em fazer previsões. Só o conjunto das circunstâncias permite que se verifique o grau de confiança que elas merecem”.
Reformador: E informações sobre vidas anteriores e futuras?
Allan Kardec: Sobre as vidas anteriores:
 
“Deus algumas vezes permite que elas vos sejam reveladas, conforme o objetivo. Se for para vossa edificação e instrução, as revelações serão verdadeiras e, nesse caso, feitas quase sempre espontaneamente e de modo inteiramente imprevisto. Ele, porém, jamais o permite para satisfação da vã curiosidade”.
Sobre existências futuras:
“[...] tudo que os Espíritos vos disserem a tal respeito não passará de gracejo, e isso se compreende facilmente: a vossa existência futura não pode ser determinada de antemão, pois dependerá do vosso proceder na Terra e das resoluções que tomardes no estado de Espíritos”.
Reformador: Qual seria a grande dificuldade dos médiuns?
Allan Kardec: Da dissertação de Joana d’Arc:
“Espero que esta comunicação produza frutos e desejo que ela possa ajudar os médiuns a se manterem atentos contra o escolho que os faria naufragar. Esse escolho, eu já o disse, é o orgulho”.
Reformador: Mediunidade seria o primeiro tema ou estudo para neófitos?
Allan Kardec: “Diremos, porém, a quem desejar ocupar-se seriamente da matéria, que primeiro leia O Livro dos Espíritos, porque contém princípios fundamentais sem os quais talvez seja difícil a compreensão de algumas partes desta obra”.
“Todo ensino metódico deve partir do conhecido para o desconhecido. Para o materialista, o conhecido é a matéria; parti, pois, da matéria e tratai, antes de tudo, de convencê-lo, pela observância da própria matéria, de que há nele alguma coisa que escapa às leis da matéria. Numa palavra, antes que o torneis ESPÍRITA, cuidai de torná-lo ESPIRITUALISTA”.
Reformador: Como devem ser entendidas as reuniões espíritas?
Allan Kardec: “Uma reunião é um ser coletivo, cujas qualidades e propriedades são a resultante das de seus membros, formando uma espécie de feixe. Ora, quanto mais homogêneo for esse feixe, tanto mais força terá”.
“Sendo o recolhimento e a comunhão dos pensamentos as condições essenciais de toda reunião séria, compreende-se facilmente que o número excessivo dos assistentes constitui uma das causas mais contrárias à homogeneidade”.
Reformador: O que é importante para os grupos mediúnicos?
Allan Kardec: “Já vimos como é importante a uniformidade de sentimentos para a obtenção de bons resultados. Essa uniformidade é tanto mais difícil de obter-se quanto maior for o número de pessoas. Nas pequenas reuniões, onde todos se conhecem melhor, há mais segurança quanto à eficácia dos elementos que para elas entram. [...] Ora, vinte grupos de quinze a vinte pessoas obterão mais e farão muito mais pela propaganda, do que uma assembleia de trezentos ou de quatrocentos indivíduos”.
Reformador: E as reuniões de estudo?
Allan Kardec: “Além disso, as reuniões de estudo são de grande utilidade para os médiuns de manifestações inteligentes, sobretudo para aqueles que desejam seriamente aperfeiçoar-se e que a elas não comparecem dominados pela tola presunção de infalibilidade. Como já tivemos ocasião de dizer, uma das grandes dificuldades da mediunidade é a obsessão e a fascinação”.
Reformador: E as Sociedades Espíritas?
Allan Kardec: “Tudo o que dissemos sobre as reuniões em geral se aplica naturalmente às sociedades regularmente constituídas [...]”. Após se referir ao objetivo moral, completou:
“Uma Sociedade, onde aqueles sentimentos se achassem partilhados por todos, onde os seus componentes se reunissem com o propósito de se instruírem pelos ensinos dos Espíritos, e não na expectativa de presenciarem coisas mais ou menos interessantes, ou para fazer que a opinião de cada um prevalecesse, seria não só viável, mas também indissolúvel”.
Reformador: Qual seria a causa de antagonismos entre Sociedades Espíritas?
Allan Kardec: “Todos devem concorrer, embora por vias diferentes, para o objetivo comum, que é a pesquisa e a propagação da verdade. Os antagonismos não passam do orgulho superexcitado; fornecem armas aos detratores e poderão prejudicar a causa, que uns e outros pretendem defender”.
Reformador: Qual é o objetivo da mediunidade?
Allan Kardec: “Este dom de Deus não é concedido ao médium para o seu deleite e, ainda menos, para satisfação de suas ambições, mas para a sua melhora espiritual e para que os homens conheçam a verdade”.
Reformador: E qual seria a finalidade do Espiritismo?
Allan Kardec: “Se o Espiritismo deve, conforme foi anunciado, promover a transformação da Humanidade, é claro que ele só poderá fazê-lo pelo melhoramento das massas, o que se dará gradualmente, pouco a pouco, em consequência do aperfeiçoamento dos indivíduos.
[...] A bandeira que desfraldamos bem alto é a do Espiritismo cristão e humanitário, em torno do qual já temos a ventura de ver tantos homens reunidos, em todas as partes do globo, por compreenderem que aí está a âncora de salvação, a salvaguarda da ordem pública, o sinal de uma Nova Era para a Humanidade”.

Revista REFORMADOR, Janeiro de 2011 

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011


VÍRUS HIV
Passara muitos anos procurando a mulher ideal e não encontrara.

Uma falava demais, outra de menos...

Algumas não partilhavam seus ideais...

Outras não sabiam respeitar sua individualidade... E assim vivia, pulando de romance em romance sem encontrar o amor de sua vida.
Até que conhecera L..., bonita, cheia de vida, bem humorada. As idéias se combinavam, o dialogo fluía espontâneo. Parecia que a conhecia há séculos, era sem duvida a mulher ideal.
Namoraram por três anos e tudo parecia perfeito, eram felizes. Acalentava o sonho de casamento, família grande, com muitas crianças brincando no lar. Crianças, Ah! Como gostava de crianças, queria muitos filhos...
Porém, numa bela manhã de domingo, L... lhe chama e com lágrimas nos olhos lhe diz:
- C..., amo demais você, nos damos bem e  estamos fazendo planos para o casamento, porém, quero lhe falar sobre algo, um assunto delicado e que ocultei de ti por medo de sofrer tua rejeição, no entanto, gostaria que me perdoasse e que se pudesse, continuasse a me amar.
C..., um tanto aflito com os dizeres da amada, suplicou que ela lhe contasse.
E foi ai que L.... lhe deu a notícia:
- Sou portadora do vírus HIV. Acabei por contrair o vírus em uma transfusão de sangue...
C..., aturdido com o que acabara de escutar, sentiu que tudo a sua volta girava e desmaiou. Ao acordar, olhou para L.... que lhe acariciava, nada disse e foi-se embora, deixando a amada a lhe chamar em vão.
Passaram-se dois meses de que recebera a notícia e não tentara procurar L...., queria esquecê-la, riscá-la de sua vida. Como casar-se e ter filhos com alguém portador do vírus HIV? Como ter uma vida íntima saudável com alguém que lhe oferecia riscos? Não, definitivamente isso não fazia parte de seus planos!
No entanto, seu coração ainda batia por L.... e por mais que não quisesse, sempre pensava nela, era com carinho que recordava-se dos bons momentos que viveram juntos. Ah, quanta felicidade experimentou ao lado dela. Lembrou-se dos bate papos agradáveis, das tardes de sábado que passeavam de mãos dadas, dos domingos que gostosamente observavam o por do sol... Sim, se não fosse por tão grave motivo seriam muito, mas muito felizes!
Mas o preconceito não deixava que ele a procurasse, e assim, ambos mesmo se amando,  sofriam a dor imposta pela discriminação de C.....
Até que certa vez, ele adormeceu e sonhou com sua mãe – que havia falecido há alguns anos – a lhe aconselhar:
-          Filho, não deixes que o orgulho e o preconceito torturem dois corações apaixonados. O que é essa dificuldade diante da felicidade que lhes espera? Por acaso o fato de L.... ser portadora do Vírus HIV a diminui em alguma coisa? Por acaso ela deixou de te amar? Não foi ela sempre companheira carinhosa e atenciosa? E lhe afirmo sem medo de errar, se a situação fosse inversa, ela jamais lhe abandonaria.
  C.... acordou com aquelas palavras a ecoar em seus ouvidos, parecia mesmo que havia encontrado-se com a querida mãezinha. Pensou um pouco, abriu as janelas, viu que o sol continuava a brilhar e foi ao encontro de L... .
Creio ser ocioso afirmar que ela lhe esperava de braços abertos. Passados alguns meses,  casaram-se.
Hoje, 2011, faz 10 anos que estão casados... A casa cheia de crianças correndo e brincando como sempre quisera C.... . L.... pode ter filhos normalmente, porém, C... é estéril, o que os levou a adotar quatro crianças. Estão felizes, L.... voltou a estudar, e está prestes a se formar em Filosofia,  é mãe dedicada, esposa amorosa, e leva uma vida normal.
O preconceito machuca demais. No caso do vírus HIV, a cobrança é ainda maior, porque não raro, associa-se o portador do vírus a pessoas viciadas e com a vida totalmente desregrada.
A marginalização que sofre quem é portador do vírus HIV e também sua proliferação, têm apenas uma morada:
A ignorância! A ignorância vem sendo ao longo dos séculos mola propulsora de preconceitos e desatinos.
Preconceitos por parte de quem não sabe (ou finge que não),  as formas de contágio do vírus e por isso marginaliza quem o contraiu.

Desatinos por parte de quem desrespeita a vida, se envolve com o vício e desregramento,  e acaba por colocar a integridade dos seus em jogo devido a sua total irresponsabilidade.

Neste tópico do desatino há que se abrir um outro ponto de discussão: Muitas mulheres são infectadas com o vírus HIV pelo próprio marido que mantém relações extraconjugais. Em total desrespeito às suas esposas, trazem dor e espalham tristeza por toda a família por agirem com imprudência. Esta é uma questão delicada e que apenas a evolução moral das criaturas irá equacionar; enquanto homens sentirem-se no direito de enganar suas companheiras de caminhada, alimentando uma sociedade machista, teremos muitas esposas sofrendo o desatino de seus maridos.
Falou-se de AIDS e automaticamente olha-se à pessoa com certa distância, por isso, muitos portadores do HIV preferem ocultar o dilema que enfrentam. Sentem medo de perderem amigos, de ficarem sozinhos, de sofrerem discriminação.

Não desabafam e vivem em clima de completa tensão, com total receio de que venham a descobrir que são portadores do vírus.

E essa postura certamente complica o tratamento, quando sentimo-nos rejeitados, inferiorizados, abrimos brechas em nosso sistema imunológico e dificultamos a ação dos medicamentos.

Por isso, o melhor remédio àquele que é portador (a) do vírus HIV é sem duvida o carinho e a compreensão , pois estes lhe farão sentir-se querido (a), amado (a) e conseqüentemente mais disposto (a) à enfrentar os embates que virão.

É bom lembrar que nem todas as pessoas soropositivas têm AIDS, o vírus pode ficar por muitos anos sem manifestar-se. O portador de HIV é uma criatura como outra qualquer, merece amor, respeito, carinho, atenção... Pode levar uma vida normal, ter amigos, estudar, namorar, enfim, viver em plenitude. Óbvio que tomando o devido cuidado,  e agindo com prudência,  para que não agrave sua situação e também não coloque em risco a integridade de seus afetos, todavia, essas observações cabem também a quem não é portador do vírus.
Pensemos em nossa atitude perante aqueles que são portadores do vírus HIV, refletindo em suas dificuldades, em seus receios,  e,  auxiliando a esclarecer todos quanto aos malefícios que o preconceito pode trazer à um coração já fragilizado pelos problemas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

 
DOR E AMOR
 
Catarina acordou assustada pelos terríveis pesadelos, sonhara que seu querido filho José de apenas 20 anos vinha a falecer vitimado por mau súbito.
 
O sol já raiava e ela levantou-se para os afazeres da manhã, iria esperar José que chegaria do trabalho logo mais. Rapaz esforçado, trabalhava a noite toda a fim de oferecer melhores recursos à sua mãe, porquanto, eram apenas os dois desde que o pai falecera há 7 anos,  filho dedicado e amoroso, era exemplo de ser humano.
 
Contudo, naquele dia Catarina trazia o coração angustiado pelo pesadelo, queria logo ver José, abraçá-lo e beijá-lo, saber que estava bem, que nada de mal havia lhe acontecido.
 
Não tardou e o belo rapaz adentrou a casa, beijou a mãe e estranhamente pediu um remédio para dor de cabeça, o coração de Catarina descompassou, José nunca reclamava de dor de cabeça,  pareceu naquele instante que seu garoto estava mesmo de partida...
 
Não demorou 5 minutos e José avisou que sua dor aumentava para logo em seguida tombar inconsciente.
O desespero tomou conta daquela mãe e foi com grande custo que acionou o serviço de emergência.
 
Chegando ao hospital soube que seu filho tivera um aneurisma cerebral e seu estado era grave, praticamente irreversível.
 
Em um repente de coragem, tirando forças das entranhas da alma,  perguntou ao médico:
 
-          Ele já está em morte cerebral?
 
A resposta do doutor foi enfática:
 
 -  Praticamente. Não há mais nada a ser feito.
 
A mãe, com lágrimas nos olhos, coração sangrando pela dorida notícia, redargüiu:
 
-          Então Doutor, quando houver a certeza da morte cerebral,  o senhor por favor providencie a doação dos órgãos, porque este era o maior desejo de José.
 
Algumas horas se passaram daquele triste diálogo e sorrisos brotaram para três pessoas, ou melhor dizendo,  três famílias.
 
Artur recebeu o coração de José.
Arnaldo recebeu as córneas.
Graziela os rins.
 
Três mães abençoavam a inesquecível atitude de D. Catarina.
 
Bênçãos que repercutiam como afagos invisíveis amenizando sua dor, não obstante a toda amargura,  trazia consigo a certeza de que fizera o melhor doando os órgãos do filho, a consciência do dever cumprido e a certeza de que estava beneficiando o semelhante serviam-lhe de alívio e consolo.
 
Alguns dias após o passamento de José, três carros pararam em frente a casa de Dona Catarina, eram as famílias dos beneficiados pela doação, vinham agradecer o gesto de renuncia e amor praticado por aquela mãe, que mesmo em momento de extrema dor não se esqueceu de pensar na dificuldade alheia.
 
Desde então, nasceu ali grande amizade que certamente irá perdurar para todo o sempre.
 
Criaturas que já superaram as barreiras do egoísmo conseguem beneficiar o semelhante mesmo quando experimentam os espinhos da dor a lhes agulhar o coração.
 
Amadurecidas, tratam de transformar seu sofrimento em momentos de beleza e alegria para o próximo.
 
Com isso sofrem menos, choram menos, reclamam menos, estão ocupadas em enxugar lágrimas alheias e acabam por esquecer das suas próprias.

  Assim, diante do inevitável, melhor que olhemos ao nosso redor para que não fiquemos atrelados a nosso sofrimento, a melhor maneira de estancar a dor que nos abala é trabalhar pelo bem comum, estendendo a mão e exercitando o amor.