SEJA MUITO BEM VINDO AO BLOG DO GRUPO ESPÍRITA ALVORADA DA PAZ - BAGÉ, RS - BRASIL

quinta-feira, 16 de maio de 2013


CURA VERDADEIRA

Todas as criaturas humanas adoecem. Raras são aquelas que trabalham para a cura real.
A ação medicamentosa, por si só, não restaura integralmente a saúde.
O comprimido ajuda. A injeção melhora. Entretanto, não podemos esquecer que os verdadeiros males procedem do coração.
A mente é uma fonte criadora e a vida plasma, em nós mesmos, aquilo que desejamos.
Assim, a medicação não nos valerá muito se prosseguirmos tristes e acabrunhados, porque a tristeza é geratriz e mantenedora de muitos males.
Como poderemos pretender ter a saúde restaurada, se nos permitimos a cólera ou o desânimo por muitas horas?
O desalento é anestésico que entorpece e acaba por destruir quem o cultiva.
A ociosidade que corrompe as horas e a inutilidade que desperdiça o tempo valioso extingue as forças físicas e as do Espírito.
Mesmo porque, a mente ociosa acaba por se dedicar a muitas coisas ruins, como a maledicência e a crítica destrutiva.
Se não sabemos calar, nem desculpar; se não ajudamos, nem compreendemos, como encontrar harmonia íntima?
Por mais que o socorro espiritual venha em nosso favor, devoramos as próprias energias com atitudes negativas.
E, com respeito ao socorro médico, mal surgem as primeiras melhoras, abandonamos o remédio, a dieta, os cuidados, demonstrando a nossa indisciplina.
Por isso, se estamos doentes, antes de qualquer medicação, aprendamos a orar e a entender, a auxiliar e a preparar o coração para a grande mudança.
Fujamos da indelicadeza e do azedume constante que nos conduzirão à brutalidade no trato com os demais.
Enriqueçamos nossos fatores de simpatia pessoal, pela prática do amor fraterno.
Busquemos intimidade com a sabedoria, pelo estudo e a meditação.
Não manchemos nosso caminho. Sirvamos sempre. Trabalhemos na extensão do bem a todos.
Guardemos lealdade ao Mestre Jesus a quem dizemos seguir e permaneçamos com a certeza de que, cultivando a prece, vibrando positivamente pela vida, abraçando a oração diária, desde logo, a medicação de que nos servirmos atuará rápida e beneficamente em nosso corpo.
*   *   *
Que queres que eu te faça? Perguntou Jesus ao cego de Jericó, que O buscava.
Que me devolvas a visão, respondeu Ele.
Acreditas firmemente que eu possa te curar? Retornou o Mestre a indagar.
E como a resposta fosse afirmativa, o cego passou a enxergar.
No fato em destaque, observamos que a vontade do paciente e a fé no profeta de Nazaré, foram as molas da cura.
Portanto, a cura real somente nos alcançará se melhorarmos as nossas disposições íntimas e atendermos aos preceitos médicos com disciplina e seriedade.

Livro Fonte viva, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco
Cândido Xavier.
  

domingo, 5 de maio de 2013


BRASIL E O ESPIRITISMO

Em meados da década de 1860, a cidade de Salvador conheceu uma explosão espírita de que não há paralelo no Brasil. As obras de Kardec, lidas em francês, eram discutidas apaixonadamente nas classes mais cultas. É assim que Ubiratan Machado coloca em seu livro Os Intelectuais e o Espiritismo como chegou ao nosso país a Doutrina Espírita. E continua sendo apenas estudada pela Corte e como privilégio dos que conheciam o idioma francês. Mas foi em 1865 que realmente oficializou-se o Espiritismo com a fundação do 1º Centro Espírita de conhecimento público, do país, sob a direção do Dr. Luiz Olímpio Teles de Menezes, na cidade de Salvador, O Grupo Familiar do Espiritismo. No ano seguinte, Dr. Menezes publicou sua tradução da Filosofia Espiritualista, uma seleção de trechos de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

A partir da seleção de fragmentos de obras psicografadas por Divaldo Franco, Anotações Espíritas apresenta narrativas e reflexões como material de pesquisa e estudo para subsidiar oradores, evangelizadores, monitores de estudos em grupo e trabalhadores diversos do Movimento Espírita na realização de suas atividades doutrinárias.
Dividida em dez capítulos, a obra sugere temas de estudo, histórias ilustrativas, fontes de pesquisa e textos para reflexão, além de glossário e índice dos assuntos referenciados. São pequenas ferramentas para auxiliar na busca do equilíbrio espiritual, sem jamais perder a alegria de viver e a diretriz da Doutrina do Cristo.

sábado, 6 de abril de 2013



LIVRO DOS ESPÍRITOS, FAROL A INDICAR CAMINHOS

A história das civilizações se perpetua através dos livros, proporcionando o enriquecimento histórico e cultural dos povos. O livro, cada vez mais lido, torna-se instrumento atuante sobre a mente humana. Os livros tanto podem enriquecer, ampliar, libertar, quanto deturpar ou escravizar consciências. Portanto, é necessário valorizar aqueles que dignificam o homem.
Sob a luz abençoada do Consolador, O livro dos espíritos comemora 156 anos a iluminar consciências. Segundo publicação do próprio Codificador:
    Contém a doutrina completa, como a ditaram os próprios Espíritos, com toda a sua filosofia e todas as suas consequências morais. É a revelação do destino do homem, a iniciação no conhecimento da natureza dos Espíritos e nos mistérios da vida de além-túmulo. Quem o lê compreende que o Espiritismo objetiva um fim sério, que não constitui frívolo passatempo.

domingo, 31 de março de 2013



SOBRE A QUESTÃO DA PARTICIPAÇÃO POLÍTICA
José Raul Teixeira
Pergunta: Se é verdade que a cada um é dado segundo suas necessidades e ou méritos, qual parece ser o melhor proceder para as pessoas que se interessam por política saudável e consciente: viver sua vida privada da melhor maneira possível ou dedicar seu tempo às questões políticas, sociais e etc?

Raul: Essas coisas se acham interligadas desde que o velho Platão estabelece que o ser humano é um animal político. Em todas as nossas ações na sociedade está o sabor da nossa participação política. Mesmo aqueles que se dizem apolíticos já estão apresentando a sua posição política. Eles são apolíticos e essa é uma posição política: eles querem dizer que não se envolvem, e isto é um posicionamento dos mais horrendos, por sinal.
É como se nós vivêssemos numa casa e, quando alguém nos apontasse para a necessidade da sua higiene a gente dissesse “eu não quero nem saber, eu sou amoradia”; quando alguém nos dissesse  que precisamos pintar: “eu não quero nem saber, eu detesto moradias”; quando alguém falasse que a casa está caindo: “não é nem comigo”. Será com quem? Com os vizinhos? Então normalmente quando as pessoas dizem que são apolíticas elas podem querer dizer que são apartidárias, aí sim.
Há pessoas que gostam de esportes mas não torcem por time nenhum, gostam de todos; há pessoas que gostam de política, enquanto ciência, enquanto doutrina, enquanto filosofia,  mas abominam partidarismos políticos.  Então essa pessoa terá, na sua vida comum, posturas políticas que conhece, em função do seu filosofar político, mas não está dando importância a esses partidarismos que, principalmente no Brasil, perderam a sua grandeza ideológica, passaram a ser tendas de conveniência que as pessoas não respeitam.
É impossível que alguém que seja socialista hoje, amanhã já será capitalista. É sinal que ele nunca foi nada, era daqueles que tiram proveito do posicionamento político da sociedade.
Então será importante que nós trabalhemos em torno de uma ideologia política, de uma doutrina política. O que é importante para nosso Estado, para a nossa cidade. Se sabemos disso, então vamos trabalhar para isso, seja na minha ação voluntária na sociedade, seja na minha ação profissional, seja na minha ação de cidadania elegendo meus representantes nas Casas de Leis dos poderes constituídos. Vou fazer valer a minha participação de forma consciente, lúcida, madura, sem vender meu voto, sem trocá-lo por conveniências. Quando fizermos isso, estaremos mostrando uma maturidade nas nossas concepções políticas. Quando estiver vendendo meu voto por isso ou por aquilo, eu ainda não terei alcançado a política enquanto doutrina, enquanto filosofia; estarei nas bases da politicagem, querendo tirar proveitos. E se eu quero tirar proveito às custas do erário, eu vou ter que devolver. Não esqueçamos que tudo aquilo que eu ganhar fora dos esforços do meu trabalho, terei que devolver, não me pertence. Tudo que alguém me der e que também a ele não pertença terei que devolver. Teremos sido receptores de artigos furtados ou roubados e deste modo seremos réus de juízo também.
Logo, nossa participação política não será apenas no dia de eleição ou nos dias de eleições. Participação política é saber cobrar as coisas que estão acontecendo erradamente na sociedade, saber ir para os jornais, saber ir ao nosso Vereador, ao nosso Deputado, ao nosso Governador, escrever nos jornais, na coluna dos eleitores, participar dizendo, falando, não adotar aquela postura “não vai adiantar nada”. Não vai adiantar se meia dúzia fizer, mas se a nossa Associação de bairro, Associação de moradores, a OAB, os órgãos, as Igrejas, se nós nos unirmos enquanto organismos da sociedade, as coisas mudam. Essa é a fé do indivíduo político. Ele sabe como cobrar, ele sabe como pressionar. É importante que saibamos cobrar os nossos direitos. Não podemos olvidar do cumprimento dos nossos deveres. Então, quem cumpre deveres e cobra seus direitos é um cidadão politicamente correto.

segunda-feira, 25 de março de 2013



RECURSOS FINANCEIROS  AUTOSSUFICIÊNCIA NA CASA ESPÍRITA
* Francisco Batista Menezes Júnior
“A igreja (da Antioquia) não era rica, mas a boa vontade dos componentes parecia provê-la das graças abundantes. Emmanuel/Francisco Xavier” – Paulo e Estevão- Cap. 4.
“Para alguém fazer qualquer coisa de sério, tem que se submeter às necessidades impostas pelos costumes da época em que vive e essas necessidades são muito diversas das dos tempos da vida patriarcal. O próprio interesse do Espiritismo exige, pois que se apreciem os meios de ação para não ser forçoso parar a meio do caminho. Apreciemo-los, portanto, uma vez que estamos num século em que é preciso calcular tudo”. (Allan Kardec - Obras Póstumas- Constituição do Espiritismo – Vias e meios).
Kardec já demonstrava a preocupação em adequar as receitas às despesas na instituição espírita a qual, por ser uma “empresa do Cristo” em nossas mãos, deve acompanhar a realidade dos tempos, enxugando-se custos e buscando-se eficiência e qualidade nas ações empreendidas.
É preciso buscar meios de subsistência dos centros, creches, abrigos, albergues, escolas hospitais, meios de comunicação entre tantas outras responsabilidades similares. Muitas dificuldades enfrentará a instituição que não for trabalhando para tornar-se independente das subvenções públicas ou particulares. Tal não significa descartá-las sistematicamente, mas sim implantar uma atividade digna, constante e lucrativa movida pelo trabalho que possa produzir recursos, os quais sejam aplicados com equilíbrio, planejamento e honestidade.
Com esta linha de raciocínio cumpre distinguir meios adequados para angariar recursos evitando os que não condizem com a legalidade ou não sejam oriundos do trabalho honesto e digno. Aos tradicionais eventos beneficentes juntem-se atividades culturais, bazares, livrarias e similares desde que condizentes com a moral e os bons costumes.
Outro cuidado que se deve ter é a adaptação aos meios de pagamento vigentes. Há algumas décadas, apenas o dinheiro em espécie circulava, passando-se aos cheques e, mais recentemente aos cartões, o chamado dinheiro de plástico e às transações eletrônicas. Instituições mais estruturadas, principalmente no Sul e Sudeste, já vêm utilizando cartões de crédito/ débito personalizados, administrados por bandeiras conceituadas, que permitem angariar de forma segura, percentuais das compras efetuadas no mercado em geral por colaboradores que a eles aderem voluntariamente. Tal exemplo poderá ser adotado por outras instituições, isoladamente ou em grupos, o que contribuirá para minimizar graves problemas de insuficiência financeira de muitas instituições, os quais, fatalmente, trazem impactos negativos sobre o funcionamento destas.
Justo reconhecer a necessidade de dinheiro para manutenção das atividades doutrinárias e assistenciais, contudo que não nos escravizemos a ele, correndo o risco de nociva dependência. Indispensável, portanto, às instituições espírita, aceitar doações de verbas públicas que emanam do povo, para suporte às suas obras. Inadmissível, porém, sob todos os aspectos, é o dirigente espírita imiscuir-se, ingênua ou enganosamente em questões políticas partidárias e fazer publicamente apologia aos gestores do poder temporal, repassadores destes recursos. De acordo com Jesus, a moeda material não poderá suplantar jamais a missão sublime do amor em nossos corações.
*Sócio efetivo e membro do Conselho Deliberativo da Federação Espírita do Estado de Goiás e sócio efetivo do Hospital Espírita Eurípedes Barsanulfo- Casa de Eurípedes. Contato: francisco_juniorb@yahoo.com.br.